Número total de visualizações de página

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Judeus entre Portugal e Marrocos




Judeus entre Portugal e Marrocos nos séculos XVI e XVII
Páginas de controvérsias e entendimentos
José Alberto Rodrigues da Silva Tavim
Instituto de Investigação Científica Tropical





Casa de judeus em Mogador (actual Essaouira), de Darondeau (1807 - 1841).





Mellah de Tetuão. Gérard Sylvain in «Sépharades et 
Juifs d'ailleurs», Adam Biro, Paris, 2001





Bairro Judeu de Tetuão em 1950.





Mellah de Taza - norte de Marrocos.
Foto: www.postcardman.net




Os judeus estiveram presentes desde as primeiras conquistas portuguesas em Marrocos, chegando a formar comunidades autorizadas e privilegiadas nas cidades de Safim e de Azamor, até ao seu abandono em 1541.

Tiveram um papel fundamental, nomeadamente no plano económico, para a sobrevivência das praças que Portugal deteve na costa de Marrocos, mas também nas trocas comerciais e nas relações diplomáticas que se foram traçando entre os dois lados do Estreito de Gibraltar.

A presença de judeus e conversos ibéricos em Marrocos, e de judeus marroquinos na Península Ibérica – aqui, evidenciando livremente o seu estatuto, ou apresentando também uma versão de convertidos ao Cristianismo – permitiu igualmente uma sobrevivência multifacetada da identidade judaica. No caso da Península, elucidando na medida do possível os conversos sobre factos e práticas do Judaísmo, e montando redes de fuga o Norte de África. No caso de Marrocos, continuando a esmerar-se numa cultura e num pensamento sócio-religioso com raízes peninsulares, e cujos resultados darão forma, em parte, às elaborações identitárias de comunidades judaicas exteriores tão importantes, como a de Amesterdão.


E embora a presença concreta de Portugal em Marrocos tenha sido débil a partir da data acima referida, séculos de convivência ali e, outrora, na Península Ibérica, fizeram com que no século XIX, fossem os judeus marroquinos entre os primeiros a regressar a este país, ocupando um "espaço" sócio-cultural e económico quiçá similar, e dando de facto início á moderna comunidade judaica portuguesa.




Via: www.instituto-camoes.pt



(Enviado por Margarida Castro)