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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Curso Livre de História




Os judeus em Portugal e sua Diáspora

Novembro/Dezembro de 2013










Clicar nas imagens para ampliar


Via: http://www.cilisboa.org/




Sugestão




Exposição "Retrato(s) de Família"






Exposição que inclui obras de três gerações e de quatro artistas: Abel Manta, Clementina Carneiro de Moura (Manta), João Abel Manta e Isabel Manta. Organizada em redor de temas como o retrato e autor retrato, a paisagem e as naturezas mortas, reflecte um momento de assinalável qualidade nas carreiras peculiares de cada um desses artistas e dos seus personalizados percursos



Até dia 24/11/2013
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00


Centro Cultural de Cascais




www.cm-cascais.pt

Informações: fdluis@gmail.com | 21 481 56 65


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Girona






Museu de História dos Judeus - Girona


O Museu de História dos Judeus, leva os visitantes numa viagem através da história das comunidades judaicas medievais da Catalunha até à sua expulsão em 1492.




As salas mostram diferentes aspectos da história dos judeus, da cultura judaico-catalã, das relações com os cristãos, da religião judaica, das organizações dos bairros judeus e da sua vida privada.

As peças arqueológicas e dados documentais sobre as actividades das comunidades judaicas catalãs ilustram a história que está a ser contada; duas salas do segundo piso exibem uma importante colecção de lápides judaicas.




(Foto de Josep M. Martí)





(Foto retirada de www.girona.cat)



Clicar aqui: 



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Música sefardita





Recitais de canções  tradicionais sefarditas pela
 "Aurora  ao Crepúsculo", com Teresa Gonçalves (voz) e José Tavares (alaúde). 

(Ano - 2013 )
















(Pintura de rafael Romero)



Lisboa vai ter um museu judaico em Alfama







Lisboa terá em breve um Museu Judaico, só não se sabe exactamente quando. É um projecto que já se arrasta há anos, mas nunca saiu do papel por falta de financiamento. 
A grande maioria dessas verbas vem do programa EEA Grants (financiado por países europeus), e irá reabilitar as judiarias e o seu património.






A judiaria de Alfama, onde ainda existe uma Rua da Judiaria. É aí perto que será instalado o futuro Museu Judaico, num edifício no Largo de São Miguel. Este encontra-se devoluto mas já tem projecto aprovado, revelado na cobertura da fachada.

Será um espaço que visa dar a conhecer a história e cultura dos judeus lisboetas e portugueses.





Fotografias da Lisbon Lux 


Via:  http://www.lisbonlux.com/lisbon-news
(Outubro de 2013)


Detalhes








Para além da função religiosa para que foi edificada a Sinagoga de Tomar, nos meados do século XV, esta também serviu como escola, assembleia e tribunal da comunidade judaica.

Com o decreto de D. Manuel I, foi encerrada em 1496, convertida em prisão ainda no séc. XV e posteriormente em ermida dedicada a S. Bartolomeu no século XVII.

No século XIX foi palheiro, celeiro, armazém de mercearias, adega e por fim arrecadação.














Em 1921, foi finalmente classificada como Monumento Nacional.

Já em 1923, Samuel Schwarz, um judeu de origem polaca e engenheiro de minas, estudioso da cultura judaica, adquiriu a sinagoga, recuperando-a do estado de abandono a que estava sujeita desde há muito tempo, doando-a ao Estado Português, em 1939, para aí ser instalado o Museu Luso-Hebraico de Abraão Zacuto.












Fotografias de Rafael Baptista



Fontes: Turismo Lisboa e Vale do Tejo.
Tomar Cidade Templária e Turismo de Portugal




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Revelar a cidade




Lisboa desvenda-se a cada 
instante
 e em cada esquina.






Nesta fonte que fala na surdina
De qualquer coisa que eu não sei ouvir
Matei agora mesmo a minha sede
E sentei-me ao pé dela a descansar.

Não havia no ar mais do que a luz
Finíssima da tarde num adeus...
Uma luz moribunda e solitária
A despedir-se frágil pelos céus.

E à medida que a luz se diluía
Nas sombras que nasciam lentamente
A fonte no silêncio mais se ouvia,
Mais límpida, mais pura e mais presente...

Anoiteceu. Ninguém. Só a voz dela,
Só essa voz... Ao longe, num desmaio
O timbre vivo e pálido de um grito...
Levantei-me. Deixei-a. Tristemente
Acendeu-se uma estrela no infinito.



em Canções e outros poemas - António Botto - Quasi



desenho da: 
urbansketchers-portugal.blogspot.pt


Relações culturais judaico-cristãs em Portugal no final da Idade Média






31 de Outubro e 1 de Novembro de 2013, no anfiteatro III da FLUL

(Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)


Encontro científico dedicado às relações culturais judaico-cristãs em Portugal no final da Idade Média, com particular enfoque na produção judaica de manuscritos, incunábulos e iluminuras.




Nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro de 2013, o Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste”, da mesma universidade, organizam um encontro científico dedicado às relações culturais judaico-cristãs em Portugal no final da Idade Média, com particular enfoque na produção judaica de manuscritos, incunábulos e iluminuras.


Integrado no âmbito do projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia intitulado “Iluminura hebraica em Portugal durante o século XV”, este colóquio destina-se a promover os estudos sefarditas no nosso país, reunindo um conjunto de reputados especialistas nacionais e internacionais.


A entrada é gratuita e não é necessário realizar qualquer inscrição.
O evento decorre no Anfiteatro III da FLUL nos dias indicados, entre as 9h00 e as 18h00. 






domingo, 27 de outubro de 2013

O erro é o fundo em que se destaca uma virtude...







"O erro é o fundo em que se destaca uma virtude, e a virtude seria inapreciada se o erro não existisse".


 Amadeo Souza Cardoso




Precursor da arte moderna, faleceu ainda muito novo, aos 31 anos de idade vítima de pneumonia.
Nascido em 1887 e falecido em 1918, as primeiras experiências de Souza-Cardozo deram-se no desenho, especialmente como caricaturista. Aos 19 anos, mudou-se para Paris, tomando contacto primeiro com o Impressionismo e depois com o Expressionismo e o Cubismo. 








Depois de participar numa exposição nos Estados Unidos, em 1913, voltou a Portugal, onde teve a ousadia de realizar duas exposições, respectivamente no Porto e em Lisboa, causando escândalo entre os seus compatriotas: suas obras foram criticadas e ridicularizadas.


Com o término da Primeira Guerra Mundial, em 1918, surgiria a grande oportunidade de desenvolver e encontrar reconhecimento da sua obra, mas Souza-Cardoso não teve tempo para esperar. Morreu nesse mesmo ano e muito tempo se passou até que as opiniões fossem revistas e seu nome ocupasse o devido lugar na história da pintura portuguesa.


Em 1925, a França realizou uma retrospectiva do pintor, com 150 trabalhos, bem aceites pelo público e pela crítica. Dez anos depois, em Portugal, foi criado um prémio para distinguir pintores modernistas, que recebeu o nome de «Prémio Souza-Cardoso». 
Em 1953, a Biblioteca-Museu de Amarante, sua cidade natal, deu a uma de suas salas o nome do pintor. Em 1958, a Casa de Portugal, em Paris, realizou uma exposição das suas obras.
Lentamente, à medida em que os preconceitos em relação ao modernismo foram sendo afastados, o nome de Souza-Cardoso ganhou a devida importância em Portugal. 





Que poderias tu, se és um só




Mas dizem os meus motejadores: Que poderias tu, se és um só, contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número, contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios, soberbos, contumazes e obstinados. Vencerei-os pela argumentação.


Uriel da Costa






Uriel da Costa nasceu na cidade do Porto no ano de 1585, e morreu em Amesterdão, em 1640. 
Filho de “conversos”, foi baptizado como Gabriel da Costa, tendo recebido desde muito cedo uma educação esmerada e bastante religiosa.
Em 1600 matriculou-se na prestigiada Universidade de Coimbra para estudar direito canónico, que acabou por deixar em 1601, sete anos mais tarde abandona a universidade.
Tendo plena noção das suas origens judaicas, Gabriel vivia em permanente luta interior como pessoa e como cristão, colocando muitas vezes em dúvida os dogmas da fé católica. Ainda em Portugal opta por estudar o Antigo Testamento e regressa secretamente aos ritos do judaísmo.
Vende a sua casa paterna e parte com a mãe e os seus cinco irmãos num navio para o “refúgio” dos conversos portugueses, que era na altura a Holanda, em Abril de 1615. Naquele país do norte da Europa faz a circuncisão e muda o nome para Uriel da Costa, passando a frequentar a sinagoga portuguesa de Amesterdão.





Sinagoga de Amesterdão





Seu espírito inquieto depressa entrou em conflito com as autoridades da congregação sefardita, e num processo cada vez mais extremado de ambas as partes, motivado pelos seus textos, o que originou a crítica severa dos rabinos locais (não esquecer que o próprio Uriel chegou a ser acusado de ateu) é excomungado da cidade de Amesterdão e considerado herege em Veneza e Hamburgo.





“Uriel da Costa com o jovem Baruch Espinoza”, de Samuel Hirszenberg, 1908.




Corria o ano de 1624 quando foi preso e posteriormente libertado.
Em 1628 morre sua mãe, Sara da Costa, talvez a sua maior apoiante e amiga nos momentos mais difíceis para o pensador português.
Neste cenário de conflito e de incompreensão, Uriel da Costa acabou por ficar cada vez mais só, vivendo em condições degradantes e de enorme pobreza.
Comete o suicídio em 1640, após ter sido humilhado perante os seus correligionários na sinagoga. Tinha então 55 anos de idade.





www.britannica.com
www.arlindo-correia.com
Wikipédia



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Marcas cruciformes



Marcas cruciformes gravadas nas paredes das
 casas da antiga Judiaria da Guarda.
Recolha efectuada em Janeiro de 2012.








"Ainda que as figuras cruciformes sejam anteriores a Jesus Cristo e já sejam também conhecidas no mundo vetero-testamentário, foi o cristianismo que se apoderou da cruz como símbolo identificador, pela morte de Cristo crucificado. Assim, a marcação de uma cruz num determinado espaço pode ser compreendida como um elemento de cristianização desse espaço. Consideramos também que o hábito da marcação de cruzes, sobretudo nas ombreiras das portas, independentemente da intenção de quem as marcou, seja um ritual de carácter mágico/religioso cuja origem deve procurar-se na tradição religiosa hebraico/judaica de marcar nas ombreiras das portas, a marca na “mezuzah”, a afirmação do culto monoteísta.

Depois de analisados os dados recolhidos no conjunto das 43 povoações estudadas verificamos que as cruzes, acompanhadas ou não da gravação de uma data, se apresentam, geralmente, nas ombreiras direitas ou esquerdas das portas, existindo ainda casos em que estas foram gravadas nas ombreiras das janelas, nas soleiras, ou nos lintéis das portas, ou ainda nos muros e paredes de fortificações e igrejas..."



de Carmen Balesteros, em "Ibn Maruán"
 Revista Cultural do Concelho de Marvão, Coordenação de Jorge Oliveira, nº 7, 1997.












Fotografias de Rafael Baptista