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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Efeméride


(14 de Julho de 1099)


Na primeira Cruzada, que foi a única vitoriosa para as hostes cristãs, cavaleiros de toda da Europa capturam Jerusalém após sete semanas de cerco. Sedentos de sangue e imbuídos de um feroz fanatismo religioso, após a tomada da cidade, eles iniciam o massacre de judeus e muçulmanos que habitavam a cidade sagrada. Até cristãos de rito oriental são chacinados.
 


Vestígios e memórias do passado



Judiaria de Salzedas - Concelho de Tarouca - Portugal


Ficheiro:TRC-salzedas.png


Interessante conjunto de casas que remontam à época medieval, dando ao sítio em questão uma original perspectiva sobre a urbe desse período. Por aqui viveram judeus e cristãos-novos num labirinto quase claustrofóbico e sombrio. Ainda hoje se pode admirar as suas construções originais e quiçá, se estivermos atentos, ouvir os sussurros dos seus antigos moradores de há 500 anos.





Casas da judiaria de Salzedas.








quarta-feira, 13 de julho de 2011

"A herança maldita", cartoon de Henrique Monteiro







Fortunato Levy, um dos fundadores do S.L.B.







Primeira equipa do Sport Lisboa e Benfica - Plantel do ano 1905.




Nesta foto, Fortunato Levy é o terceiro de pé a contar da esquerda. O atleta Levy, que para além de ter sido um dos fundadores do S.L.B., foi capitão, jogador e o homem que lançou o ciclismo no meu querido clube, a 11 de Junho de 1906.





Rede de Judiarias de Portugal



Um magnífico património ainda por revelar !!!





quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vestígios e memórias do passado



Judiaria de Medelim - Portugal



Nesta localidade beirã existiu até ao século XV uma importante comuna judaica. Actualmente, só resta a designação da "Rua da Judiaria", e seu conjunto de casas bastante típicas, a que chamam hoje em dia de balcões. Estas casas interiormente tinham ligação entre si.



File:Medelim casa judiaria.jpeg



Uma comunidade da ciência judaica de fronteira








História Local e Regional : - No Alto Alentejo, pelo menos desde fins do séc. XIV, estavam em crescimento alguns núcleos populacionais de origem judaica, das quais as chamadas Ruas Novas contribuíam para um novo traçado, como são exemplos, a então Vila de Elvas ou as vilas próximas desta, como eram os casos particulares das vilas de Estremoz e Vila Viçosa. Na centúria seguinte, Castelo de Vide, Campo Maior, Sousel e Fronteira tornavam-se outros núcleos de população judaica em função das constantes fugas de inúmeras famílias que face à violência da inquisição Espanhola, mais cruel que a Portuguesa, determinava a procura dos espaços da raia de portuguesa como locais de refúgio por excelência. Nesse contexto, Campo Maior e Elvas tornaram-se importantes “centros de recepção” dessas populações em fuga: em Elvas o número de fugitivos aproximou-se dos 10.000, que apesar de tudo estava longe do número de fugitivos do número atingido em locais mais a Norte do País, como Miranda que atingiu o triplo do número de refugiados daquela ainda vila raiana da região do Caia. Na comuna de Elvas em tempo de exílio judaico em 1444, José Verdugo, ficava isento de prestar serviços ao concelho e os cirurgiões Rabi Sabi e Ordenha,tinha permissão para viver entre os cristãos, tal como Meir Cuélar; o mesmo sucedia com o boticário Abel Alfarim e com o mercador Samuel Monção , tal como a maioria dos médicos (cirurgiões) de Elvas. Mas a integração e reputação da comunidade judaica junto à cristã, era significativa junto daqueles que tinham como ofício a prática da ciência, nomeadamente a cirurgia que tinha os principais centros em Évora, Elvas, Fronteira e Crato. Se Évora era o principal centro científico pelo número de cirurgiões e físicos e pela sua qualidade, sendo conhecidas alguns apelidos de famílias conhecidas pelo seu êxito no ofício da medicina como os Abeacar, Navarra e Pinto, outros tinham no seu espaço físico outros homens de ciência em regime de dependência como Mestre João, Moisés e Eléazar: Outras localidades deviam o seu espaço de ciência à presença de um ou mais elementos da comunidade judaica, como, por exemplo, Portalegre, Montemor-o-Novo, Vila Viçosa, Campo Maior e Olivença. Todavia não podemos ignorar que a importância científica das populações do Alto Alentejo, está deveras ligadas aos movimentos de exílio da pressão da Inquisição Espanhola. De facto, o número de cirurgiões e de físicos foi de tal forma significativa que por carta régia de D. Afonso V se estabelecia ainda antes de meados do séc. XV que todos aqueles que exerciam os ofícios considerados deviam de ser novamente reexaminados sob pena de prisão ou outra a aplicar. Nesses contextos políticos – legislativos, foram muitos os cirurgiões e físicos, judeus muitos deles identificados um pouco mais tarde como cristãos-novos, que atravessaram a fronteira luso-espanhola, prestaram provas na Corte, como foram os casos de Moisés Vinho, morador em Badajoz e de Mestre Álvaro de Elvas, que tinha desde sempre exercido o seu ofício em terras castelhanas.





de Arlindo Sena