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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vestígios e memórias do passado


  


Marco de propriedade com a Estrela de David - Rebordelo, Trás-os-Montes


Esta estrela de David foi mandada esculpir em 1931 pelo senhor Alfredo Gaspar, descendente de judeus de Rebordelo. Hoje, este testemunho do ressurgimento dos anussim  portugueses continua a pertencer à família, actualmente a residir na cidade de Chaves.

 
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Pintores portugueses




António Carmo



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Tumbalalaika - The Portuguese Synagogue Amsterdam 

 


Naftali Herstik, Alberto Mizrachi, Benzion Miller with the Neimah Singers - Tumbalalaika




  

 

A frase da semana



santos-d


"Não se pode tirar alguma coisa do
 nada, nem muito do pouco."


Santos Dumont


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Durme, Durme (Traditional Sephardic Lullaby) 







(Enviado pelo amigo Angelo Capelli)


Os Judeus da Leiria Medieval





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de Saul António Gomes


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A vida, vista pelos nossos actos...







"...Que diferença faz sair de um sítio de onde temos mesmo de sair ? Não nos devemos preocupar em viver muito, mas sim em viver plenamente; viver muito depende do destino, viver plenamente, da nossa própria alma. Uma vida plena é longa quanto basta; e será plena se a alma se apropria do bem que lhe é próprio e se apenas a si se reconhece poder sobre si mesma. Que interessam os oitenta anos "daquele homem" passados na inacção ? Ele não viveu, demorou-se nesta vida; não morreu tarde, levou foi muito tempo a morrer! "Viveu oitenta anos". O que importa é ver a partir de que data ele começou a morrer. "Mas aquele outro morreu na força da vida". É certo, mas cumpriu os deveres de um bom cidadão, de um bom amigo, de um bom filho, sem descurar o mínimo pormenor; embora o seu tempo de vida ficasse incompleto, a sua vida atingiu a plenitude. "Viveu oitenta anos ?". Não, existiu durante oitenta anos, a menos que digas que ele viveu no mesmo sentido em que falas na vida das árvores. Peço-te insistentemente, Lucílio: façamos com que a nossa vida, à semelhança dos materiais preciosos, valha pouco pelo espaço que ocupa, e muito pelo peso que tem. Avaliemo-la pelos nossos actos, não pelo tempo que dura. Queres saber qual a diferença entre um homem enérgico, que despreza a fortuna, cumpre todos os deveres inerentes à vida humana e assim se alça ao seu supremo bem, e um outro por quem simplesmente passaram numerosos anos ? O primeiro continua a existir depois da morte, o outro já estava morto antes de morrer ! Louvemos, portanto, e incluamos entre os afortunados o homem que soube usar com proveito o tempo, mesmo exíguo, que viveu. Contemplou a verdadeira luz; não foi um como tantos outros; não só viveu, como o fez com vigor. Umas vezes gozou de um céu inteiramente sereno; outras, conforme sucede, o fulgor do astro poderoso brilhou através das nuvens. [...]


Lucílio Aneu Séneca - Cartas a Lucílio, livro XV, carta 93 - Edição: Fundação Caloustre Gulbenkian, 2009 .




Via: "Ab Integro"


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Assim disse ele...




File:Theodor Herzl (Sport und Salon 1900).png




"Nenhum ser humano é suficientemente rico ou poderoso para transplantar uma nação de um lugar para o outro. Somente uma ideia pode conseguir isto...
"Ano que vem em Jerusalém" é a nossa antiga frase. Há agora a questão de demonstrar que o sonho pode ser convertido numa realidade viva.
Todo o plano é na sua essência perfeitamente simples...Que nos seja dada soberania sobre uma porção da superfície da terra que seja suficiente para nossa legítimas necessidades nacionais. Nós cuidaremos de todo o resto. "



Theodor Herzl


(O Estado Judeu)



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sugestão


Judiaria de Alfama




Desde os séculos XIV e XV,  que neste bairro de Lisboa habitavam as minorias religiosas. Ali viviam os judeus que trabalhavam sobretudo nos estaleiros navais de Alfama.
Visite este bairro típico da cidade, conheça as suas ruelas e a sua história.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pintores portugueses


 Mário Cesariny







Judiaria de Tarazona - Espanha













Tarazona es la única representante aragonesa incluida en la Red de Juderías de España. La Judería turiasonense está formada por la “Judería Vieja“, y la “Judería Nueva“.
La Juderia Vieja estaba asentada a los pies de la Zuda (actual palacio episcopal), en un espacio delimitado por la barbacana, la acequia de Selcos, el mercado y la puerta del Burgo. Abarcaba las calles de Judería y Rúa Alta, en la que vivían miembros de la élite cultural y económica , Rúa Baja y Aires, formando así un entramado de calles estrechas y sinuosas, propio de la Edad Media. La judería quedaba cerrada por diversas puertas que le servían de acceso, como la Puerta de la Plaza Nueva (en las inmediaciones de la actual Plaza de España), la Porticiella (situada en el tramo de la Rúa Baja próximo a la morería) y la Puerta debajo de la Zuda, en la Rúa Alta, frente al Centro de Estudios Turiasonenses. Siguiendo por la calle del Conde, se encuentran las residencias de la nobleza, conocidas como “Casas colgadas”.











La Judería Nueva,  del año 1440, no poseía muro que la delimitase y se extendía desde la Cuesta de los Arcedianos hasta la plaza de Nuestra Señora, antes llamada plaza de la Judería Nueva.
El barrio judío tenía muy bien delimitadas todas las actividades. La vida comercial se realizaba cercana a La Zuda. El baño de inmersión ritual o ‘miqweh’ estaba cercano a la acequia de Selcos. En la plaza de Santa María, se celebraban los actos solemnes. La aljama contaba con dos sinagogas: la “Mayor” y la “Menor”. La Sinagoga Mayor , se conserva parcialmente y fue objeto de diversas obras a mediados del siglo XV, teniendo uno de sus accesos por la Rúa Alta o “carrera de la sinoga”. De la sinagoga menor existen pocas referencias documentales para poder confirmar su ubicación.
La Fundación Tarazona Monumental y el Ayuntamiento de Tarazona se han unido para llevar a cabo un programa de recuperación y rehabilitación de la judería mediante talleres de empleo. Dentro del programa de actividades en torno a este patrimonio, se prevé entre otras, la reapertura del Centro de Interpretación de la Judería “Moshe de Portella”.



 (Enviado pelo amigo Álvaro Martínez)



 Sinagoga Portuguesa de Amesterdão









quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A frase da semana






"O que o moralista mais odeia nos pecados dos outros, é a suspeita acusação de cobardia por não ter coragem de os cometer."



Vergílio Ferreira


"Juda, o Crente"




“Auto-de-fé”, de Franco Rissi, 1683.





No Museu Britânico, encontra-se conservado um manuscrito que relata um auto-de-fé realizado em Valladolid em 1644, Espanha, contra um homem admirável de nome Lope Alarcón, mártir do judaísmo do século XVII, embora fosse cristão-velho de nascimento.




A 15 de Julho do ano de 1644, um auto-de-fé foi celebrado em Valladolid, na sua Praça Maior. Vinte e sete penitenciados figuram por crimes diversos, entre eles encontra-se Lope de Vera y Alarcón, filho de Lope de Vera, natural de San Clemente de la Mancha, detido em 1638, tinha na altura da sua detenção dezanove anos.
Lope Alarcón encontrava-se inscrito na famosa Universidade de Salamanca, estudando direito canónico, grego, árabe, caldeu e hebreu, onde já tinha defendido sem êxito algum, a tese de que a língua hebraica era superior às demais.
Perante uma contínua teimosia sua nos seus argumentos, cheios de uma convicção idealista e de um orgulho exacerbado, ele acabará por cometer erros perante pessoas que já o viam como um elemento perigoso no meio académico, assim, não foi surpresa a sua detenção pela inquisição espanhola.
Nas primeiras audiências, durante os três primeiros anos de cárcere, Alarcón afirmava que havia estudado hebreu, língua que admirava bastante, porque segundo ele, era a língua na qual D´us tinha falado com Abraão, Isaac, Jacob e profetas.
Ele dizia ser conhecedor também do árabe, e por isso mesmo, tencionava ir a Constantinopla para assim traduzir a Lei de Moisés nesta língua, acrescentando ainda aos seus algozes que respeitava Maomé e o Alcorão.
Nega a imortalidade da alma e talvez pressionado, confessa-se judeu, afirmando que a sua inclinação natural era seguir a Lei de Moisés, e que tencionava abandonar Espanha para abertamente praticar a religião a que tinha adoptado, dando a sua vida se fosse necessário pelo judaísmo.
Lope Alarcón estava convencido da veracidade da fé judaica, ele próprio se circuncida na prisão, muda de nome para Judahmahamídico, “Juda o Crente”, assinando a partir daí apenas com este novo nome os autos do processo.
Em futuros interrogatórios rejeita falar, porque o inquisidor não era judeu, e recusava assistir a audiências ao Sábado.
Foi considerado um réu obstinado nas suas ideias e muito inteligente, mas a “sentença já há muito estava decidida”, foi condenado à fogueira.
A caminho da execução não parou de gritar: “Viva a Lei de Moisés”, e já sob o cadafalso entoou cânticos hebraicos.
Segundo o relato descritivo do auto-de-fé, para além de vociferar mais vivas a Moisés, chamou por Arão para o socorrer, até que o fogo o privou definitivamente da vida.




“Romance al martirio de Don Lope de Vera y Alarcón” de Antonio Enríquez Gómez





Este caso foi largamente acompanhado na diáspora pelas comunidades judias de origem portuguesa e espanhola. A Lope de Vera y Alarcón, valeu-lhe pelo menos o enorme respeito e admiração que causou a milhares de judeus e cristãos-novos da Europa Ocidental do século XVII.



Sinagoga do Porto





Do sonho se fez realidade, desde 1938.
Esta obra nasceu do ideal de um homem chamado Barros Basto.
Ajude a manter o seu legado, sendo solidário com a comunidade do Porto e respectiva sinagoga.







Sinagoga Kadoorie Mekor Haim(Fonte de Vida),Rua Guerra Junqueiro, 340 - Porto.



info@comunidade-israelita-porto.org

domingo, 19 de fevereiro de 2012

"Longe de mí tú estarás"  


 

Diáspora Sefardí: Romances & Música Instrumental (2000)
Hespèrion XXI
Jordi Savall


 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Shabat Shalom





"Justiça On The Rocks", cartoon de Henrique Monteiro


Bernardim Ribeiro







Poeta e escritor nascido no  Torrão (Alentejo), provavelmente no ano de 1482, é hoje considerado  como um dos grandes poetas da nossa Renascença.
Autor do texto “Menina e Moça”, uma referência na literatura portuguesa, foi também ele quem introduziu o “bucolismo” em Portugal.
Frequentou palácios e a corte, amigos, teve-os  famosos como Sá de Miranda, Garcia de Resende, Gil Vicente entre outros. Reza a lenda da sua permanência na Torre Real do Castelo dos Mouros em Sintra, onde em pleno isolamento, buscava inspiração para as suas composições. 
Embora tivesse vivido rodeado de mistério, o seu nascimento terá ocorrido no seio de uma família de judeus.
 
Em 1554 são editadas em Ferrara(Itália), na oficina do hebreu emigrado Abraão Usque, as suas obras.





Castelo dos Mouros - Sintra







"São os olhos que dizem o que o coração sente."



Pensamento rabínico