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quarta-feira, 15 de julho de 2015

A História dos Judeus no Porto




A História dos Judeus no Porto, pelo Professor Michael Rothwell em associação com a Curious Meridian, Portugal Tours & Transfers




Dia 18 de Julho, das 15h00 - 18h00




O percurso cronológico, do Largo do Colégio ao Campo Mártires da Pátria, permite compreender os principais pontos de interesse da história dos judeus na cidade, onde viveram e passaram judeus famosos como Cymerman , Uriel da Costa e Ralph Baruch.







Preço: 12€


Ponto de encontro: Escadaria da Sé do Porto


Para assegurar a sua reserva basta enviar um e-mail indicando o(s) nome(s) do(s) participante(s) para:



visitas.guiadas.porto@curiousmeridian.pt







domingo, 12 de julho de 2015

Novo museu divulga 800 anos de história dos judeus no Porto




A divulgação da história de mais de 800 anos dos judeus no Porto é o grande objectivo do novo museu judaico da sinagoga Mekor Haim, que assistiu à primeira visita guiada pela mão do historiador Joel Cleto. 





Foto: Arq/Miguel Oliveira



“A cidade do Porto é feita de muitas gentes, diferentes culturas e filiações. Este é mais um museu de memória dos que fizeram a cidade”, começou por dizer o historiador, lembrando que “a presença dos judeus entre nós é mais antiga do que a nacionalidade”.





O capitão Barros Basto




As primeiras referências documentais da presença de judeus no Porto datam do século XII, altura em que existiu uma judiaria no coração da cidade, junto ao morro da Sé.


Desde muito cedo associados ao comércio, até porque certas actividades lhes estavam vedadas, os judeus concentraram-se na zona ribeirinha, perto de uma das portas da cidade “muito importante do ponto de vista comercial”, relatou Joel Cleto perante uma plateia de dezenas de convidados, como o ex-ministro Teixeira dos Santos, a eurodeputada Elisa Ferreira ou o vereador da Câmara do Porto Correia Fernandes.
A viagem no tempo passou pelo “terrível” século XIV durante o qual “se assistiu a uma grande perseguição de judeus”, atravessou as preocupações de D. João I, que decretou um afastamento da comunidade do Porto do resto da cidade e retratou o percurso de D. Manuel I que proibiu o culto judaico no país, levando muitos à conversão.


“Durante muitas décadas nada foi contado sobre esta história. Os portugueses sabem muito pouco sobre este povo e é essa situação que pretendemos alterar”, salientou Michael Rothwell, membro da Comunidade Israelita do Porto (CIP).


É no primeiro andar da sinagoga Kadoorie Mekor Haim, a maior da Península Ibérica, que está instalado o museu judaico da comunidade do Porto, fundada em 1923 pelo capitão Barros Basto e por judeus provenientes da Europa Central que residiam na cidade.


Numa das salas expositivas foi também recriada uma antiga Yeshivá (escola judaica) que existiu na sinagoga durante 6 anos e estão expostos vários objectos representativos da cultura judaica, como a menorá (candelabro de 7 braços símbolo do judaísmo), a chanukiá (candelabro de 9 braços usado no feriado do Chanuká ou Festa das Luzes), a mezuzá (pergaminho com mandamento da Torá) e o talit (xaile usado durante as preces).






Foto: Arq/Miguel Oliveira





“O museu judaico do Porto, erguido na única sinagoga da cidade com fundos próprios da comunidade judaica, não com dinheiro públicos, conta 800 anos de história dos judeus no Porto, respeitando a verdade histórica e as regras do judaísmo que temos o dever de preservar”, sublinhou o presidente da CIP, Dale Jeffries.


O museu está aberto de domingo a sexta-feira, das 9h30 às 17h30 e é recomendada a marcação de visita, até porque quase todos os dias há escolas a visitar a sinagoga que em 2014 recebeu cerca de 10.000 pessoas.





Fonte: www.porto24.pt



(Artigo enviado por Margarida Castro)





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Maria de Jesus Simões Barroso Soares




1925 - 2015







“Estou preocupada. Preocupada com o nosso país, com a Europa e com o mundo. Mas tenho sempre a esperança de que seja possível melhorar a situação para que as gerações futuras possam viver em sociedades mais tolerantes e solidárias..." 





Antiga Judiaria de Alfama




Alfama é um dos bairros mais típicos da cidade de Lisboa, de ruas estreitas onde se destaca um conjunto de habitações encavalitadas umas nas outras, criando um autêntico emaranhado de ruas e ruelas, de becos e esquinas, Alfama e seus habitantes são hoje um símbolo do orgulho das tradições populares que Lisboa tanto preza.

O fado marca a cada instante o ritmo de um coração profundamente bairrista, bairro, que também é possuidor de uma passado sefardita, sua antiga Judiaria é prova disso mesmo.




Judiaria de Alfama ou Judiaria da Torre de S. Pedro


















Terá tido uma Sinagoga construída entre 1373 e 1374, como consta de uma sentença de D. Fernando. 
Esta Judiaria foi fundada após a investida das hostes castelhanas aos bairros judeus, em 1373.

A preservação desta Judiaria deve-se sobretudo porque Alfama escapou à destruição do terramoto de 1755.




Fotos de C@rlos Baptista 
(Julho de 2015)





quarta-feira, 1 de julho de 2015

A frase da semana









"Faço a paz, sustento a guerra, agrado a doutos e a rudes, gero vícios e virtudes, torço as leis, domino a Terra".



Manuel Maria Barbosa du Bocage





"Poemas do Egipto", de Judah ben Samuel Halevi





Versão de Vasco Xabier Kintana





Judah ben Samuel Halevi 

Espanha, 1070/75 - Jerusalém, 1141




   Mira las ciudades! ¡Contempla las villas
             que fueron propiedad de Israel!
Honra a Egipto! Sean leves
             tus pasos! No pises con fuerza
por las calles por las que pasó el Señor
             buscando la sangre de la Alianza en los dinteles,
y la columna de fuego, y las columnas de nube
             mientras todos los ojos las contemplaban y veían.
De allí proceden los hombres de la Alianza divina,
             las piedras angulares del pueblo del Señor se tallaron allí!


   Dios mío!, de generación en generación se narra tu prodigio,
            de padres a hijos sin que nadie lo niegue.
Este Nilo testimonia que en sangre lo convertiste,
            sin conjuros, sortilegios ni hechizos;
sólo con tu Nombre en mano de Moisés y Aharón,
            y el cayado que se trocó en serpiente.
Ayuda al siervo que cree en Ti
            y corre a ver los lugares en que obraste el prodigio!


 Llévame a So'an, al Mar de los Juncos y al Monte Horeb?
            para recorrer Silohy la montaña del Templo en ruinas;
para seguir la ruta del Arca de la Alianza hasta
            lamer el polvo de su tumba, más dulce que la miel;
para ver la morada de la hermosa que olvidó su nido.
            Echaron a los hijos de la paloma y lo habitan crías de cuervo!:
   El Destino me trajo rodando a los desiertos de Nof.
            Dile al Hado que me siga arrastrando y me de vueltas
hasta que vea el desierto de Judá,
            hasta que llegue a los confines del Norte, al Bello Lugar.
Allí me cubriré con la gloria del Nombre de mi Señor,
            me pondré, envolviendo mi cabeza, el turbante de su santidad.




( Enviado pelo amigo Alvaro Martinez)





domingo, 28 de junho de 2015

David Ricardo






David Ricardo 
(1772-1823)




Economista e político inglês, descendente de judeus portugueses, nasceu em Londres, a 18 de Abril de 1772, e faleceu a 11 de Setembro de 1823. Chegou a viver com a família na Holanda, onde o pai negociava na bolsa de valores, e em 1784 já seguia as pisadas do progenitor na Bolsa de Londres. Enquanto viveu em Amesterdão integrou-se na comunidade judaica de origem portuguesa. Teve sucesso na sua vida profissional, o que lhe permitiu concentrar-se nos seus estudos a partir de 1814, em retiro na propriedade rural de Gatcombe Park (Gloucestershire).


Publicou alguns escritos sobre economia, começando por pequenos panfletos que tratavam de temas como o comércio internacional e a repartição das rendas, entre 1809 e 1815: The high price of bullion, a proof of the depreciation of bank notes (1810, O alto preço do ouro, uma prova da depreciação das notas bancárias), An essay on profits (1815, Ensaio sobre a influência de um baixo preço do trigo sobre os lucros do capital), entre outros; e em 1817 publicou a obra Principles of Political Economy and Taxation (Princípios da economia política e tributação), onde expunha a sua teoria da vantagem comparativa. Os estudos e conceitos elaborados por David Ricardo demonstraram ser fundamentais, nomeadamente nesta teoria da vantagem comparativa, relativa ao comércio internacional, onde defendeu a ideia de que mesmo os países com menos capacidades produtivas lucravam com o comércio livre, sem restrições e monopólios, desde que se especializassem naquilo que de melhor produziam. Além disso, era também de sua opinião que a economia não seria afectada pelo suprimento dos gastos por meio de impostos. 


Este economista, amigo de Thomas Malthus, de Jeremy Bentham e bastante influenciado por Adam Smith, teve igualmente muito peso entre os teóricos da economia marxista, além daqueles do seu tempo. Integrou a Câmara dos Comuns até à data da sua morte como representante de Portalington (Irlanda), onde teve a oportunidade de defender o comércio livre, a abolição das Leis do Milho - na sequência da oposição ao proteccionismo às economias nacionais - e o voto em segredo, entre outras convicções.




Fonte: "Infopédia"