É minha intenção primordial fazer deste blog um repositório das tradições, costumes, factos e curiosidades sobre os judeus sefarditas em Portugal, e consequentemente também da restante Península Ibérica. Honremos sem complexos ou temores de qualquer ordem o nosso passado, para assim melhor conhecermos o presente e o nosso futuro, como pessoas e como nação.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
António de Oliveira de Cadornega
António de Oliveira de Cadornega (Vila Viçosa, 1623/24 — Luanda, 1690) foi um militar e historiador português radicado em Angola.
Nasceu de uma família de cristãos-novos de Vila Viçosa, foi baptizado a 2 de Março de 1624.
Cadornega estudou juntamente com o seu irmão Manuel as disciplinas de português e latim nas aulas dos frades de Santo Agostinho. Com apenas 16 anos, ofereceu-se como voluntário para a vida militar, embarcando para Angola no mesmo navio que transportava o recém-nomeado governador-geral, Pedro César de Meneses.
Chegado a Luanda a 18 de Outubro de 1639, Cadornega assistiu à tomada da cidade pelos holandeses, refugiando-se no interior, na Vila da Vitória de Massangano, tal como a maioria da população branca da cidade. Colocado no Forte de Massangano durante 28 anos, Cadornega foi, em 1649, promovido a capitão, casando com a filha de Fernão Rodrigues, um dos primeiros povoadores de Luanda.
Frontispício do manuscrito da História geral das guerras
angolanas de Cadornega, escrito em 1680.
angolanas de Cadornega, escrito em 1680.
A 1 de Janeiro de 1662, ocorreu em Portugal a detenção de sua mãe, Antónia Simões Correia e de sua irmã, Violante de Azevedo pelo Santo Ofício, ambas encarceradas nos Estaus, em Lisboa, sob a acusação de judaizantes. Tinham, na altura, respectivamente, 70 e 35 anos.
Reformando-se do exército, Cadornega foi nomeado juiz ordinário de Massangano, trocando correspondência com a rainha Jinga. António de Oliveira de Cadornega fez ainda parte do Senado da Câmara de Massangano e foi o primeiro provedor da Misericórdia da vila. Em 1669, mudou a sua residência para Luanda, onde foi vereador da Câmara, assinando papéis nessa qualidade ainda em 1685.
António de Oliveira de Cadornega faleceu em 1690 em Luanda.
Autodidacta, Cadornega deixou obra vasta e preciosa sobre a ocupação portuguesa de Angola nos séculos XVI e XVII, com destaque para a História Geral das Guerras Angolanas, em três volumes, concluída em 1681. As campanhas militares são o assunto principal da sua obra. Para a sua redacção consultou muitas testemunhas dos acontecimentos, especialmente nos missionários capuchinhos António de Gaeta e João António Cavazzi de Montecúccolo. A rainha Jinga, pela qual Cadornega esteve literalmente fascinado, é a personagem mais presente na sua história.
Cadornega forneceu elementos essenciais a numerosos historiadores actuais, designadamente C. R. Boxer1 , Beatrix Heintze2 3 4 , Gladwyn Murray Childs5 , John Thornton6 , entre outros. Cadornega inspirou, também, o escritor angolano Pepetela no seu romance A Gloriosa Família.
História geral das guerras angolanas - 1680, anot. e corrigido por José Matias Delgado, Lisboa, Agência-Geral do Ultramar, 1972, 3 vols., Reprodução fac-similada da ed. de 1940
Descrição de Vila Viçosa, introd., proposta de leitura e notas de Heitor Gomes Teixeira, Lisboa, INCM, 1982
Referências:
Ir para cima ↑ Charles Ralph Boxer, "A 'História' de Cadornega no Museu Britânico", sep. da Revista Portuguesa de História, n.º 8, Coimbra, 1961, 12 pp.
Ir para cima ↑ Beatrix Heintze, "António de Oliveira de Cadornega e a sua 'História geral das guerras angolanas': um Historiador e Etnógrafo do Séc. XVII, natural de Vila Viçosa", trad. do Prof. Doutor Olívio Caeiro, in Callipole, n.º 3/4, 1995/1996, pp. 75-86
Ir para cima ↑ Beatrix Heintze, "António de Oliveira de Cadornegas Geschichtswerk über Angola. Eine außergewöhnliche Quelle des 17. Jahrhunderts", Capítulo 4.º de Beatrix Heintze, Studien zur Geschichte Angolas im 16. Und 17. Jahrhundert, Ein Lesebuch, Colónia, Rüdiger Köppe, 1996, pp. 48-58.
Ir para cima ↑ Beatrix Heintze, "A obra de António de Oliveira de Cadornega: uma fonte extraordinária para a História e Etnografia de Angola no século XVII", Capítulo 5.º de Beatrix Heintze, Angola nos séculos XVI e XVII. Estudos sobre Fontes, Métodos e História, Luanda: Kilombelombe 2007, 633 pp, pp. 133-161.
Ir para cima ↑ Gladwyn Murray Childs, "The Peoples of Angola in the Seventeenth Century According to Cadornega", in The Journal of African History, Vol. 1, n.º 2 (1960), pp. 271-279.
Ir para cima ↑ John K. Thornton, "The Art of War in Angola, 1575-1680, Comparative Studies" in Society and History, Vol. 30, N.º 2 (Abril 1988), pp. 360-378
(Enviado por Margarida Castro)
Histórias de Lisboa antiga
Os hospitais medievais de Lisboa - Hospital de Salomão Negro
É um facto que, numerosos judeus já viviam no que é hoje o território português muito antes da fundação da nacionalidade até ao século XV. Tendo a comunidade hebraica um importante papel na sociedade portuguesa, nomeadamente junto do rei, aconteceu que, por força do contrato de casamento de D. Manuel I com a filha dos Reis Católicos, os judeus foram obrigados à conversão ao cristianismo ou à expulsão de território nacional, em 1497. A comunidade judaica circulava livremente pelo território mas estava sujeita a leis de apartamento, em que as habitações teriam de se concentrar num determinado local; no entanto, eram livres de manter e praticar a sua religião e possuíam magistratura própria para o julgamento dos seus crimes, sem que fosse esquecida a sua submissão às ordenações gerais do país. Obrigados a viver nas cidades apartados de cristãos e muçulmanos, os judeus habitavam nas diversas Judiarias de Lisboa. Inicialmente, as judiarias comunicavam livremente com o exterior, mas D. Pedro I decretou que fossem encerradas por portas, as quais se encerravam ao anoitecer, para serem novamente abertas ao nascer do sol. A Judiaria Velha ou Judiaria Grande de Lisboa localizava-se na freguesia da Madalena, num espaço limitado geograficamente pelas igrejas de S. Nicolau a oeste, Madalena a oriente, S. Julião a norte e rua Nova dos Mercadores a sul.[1] A comunidade judaica possuía escolas próprias, cultivando os estudos de Astrologia, Matemática, Geografia, Medicina e Cirurgia; tendo longa tradição no exercício da Medicina, vários médicos judeus progrediam com altos cargos na corte portuguesa. Chegou-nos o conhecimento de muitos médicos importantes como Moshe Gedaliah ibn Yahya ou Moisés Navarro de Santarém (físico de D. Pedro I), Gadaliah ibn Yachya ha-Zaken (físico-mor de D. Fernando), Yehudah ibn Menir ibn Yahya / Navarro (tesoureiro e físico de D. Pedro I e D. João I), Moshe Navarro, também conhecido por Mestre Moussem (físico de D. João I), Gedaliah ben Shlomo ibn Yahya ou Mestre Guedelha (físico e astrólogo de D. Duarte e D. Afonso V) e Abraham Guedelha ou Mestre Abram (físico-mor da princesa D. Beatriz, cunhada de D. Afonso V[2]).
Lisboa - Gravura de Braun e Hogenberg, 1572.
No contexto das leis de apartamento, torna-se natural que a abastada comunidade judaica possuísse hospitais próprios, sendo que o local mais apropriado em Lisboa se situasse na Judiaria Grande; tomámos conhecimento de dois hospitais situados nesse bairro de judeus, sendo um deles hospital de banhos e o outro conhecido como Hospital de Salomão Negro. Este último encontrava-se localizado na Rua da Praça, ao Poço da Foteia, na área actualmente situada entre a Rua do Comércio e a Rua de S. Julião. Foi fundado por Shlomo ibn Yahya ben David, também conhecido como Salomão Guedelha ou Salomão Negro, judeu (1367-1430), que o legou, com mais bens, à comuna dos judeus.O hospital foi incorporado no Hospital de Todos-os-Santos[3] cerca de 1503.
[1] João Silva de Sousa, Mouros e Judeus na Cidade de Lisboa nos séculos XIV e XV, http://triplov.com/letras/Joao_Sousa/mouros-e-judeus/index.htm
[2] Reuven Faingold, Judeus nas cortes Reais Portuguesas, www.reuvenfaingold.com/artigos/12.pdf
[3] Fernando da Silva Correia, Os Velhos Hospitais da Lisboa Antiga, Revista Municipal nº 10, Câmara Municipal de Lisboa, 1941, p. 11
Via:
http://lisboaantiga.blogspot.pt/2012/10/os-hospitais-medievais-de-lisboa.html
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Yom Haatzmaut
Dia da Independência do Estado de Israel
“Confiantes no Todo-Poderoso, então, assinamos esta declaração no solo da pátria, nesta cidade de Telavive e nesta sessão da Assembleia Provisória que tem lugar na véspera do Shabbat, no dia 5 de Iyar de 5708, ou seja, 14 de Maio de 1948. Levantemos-nos para adoptar a Carta Constitucional que cria o Estado Judaico…”
Um sonho realizado depois de dois mil anos de exílio.
Parabéns Israel pelos 66 anos !!!
Parabéns Israel pelos 66 anos !!!
domingo, 4 de maio de 2014
Centenário da Grande Guerra de 1914 - 1918
Centenário da Grande Guerra
A I Guerra Mundial representou um momento
determinante, constituindo uma ruptura profunda no percurso da história
contemporânea europeia e até mundial.
A frente…
Aguarela
de um porta - bandeira do C.E.P. feita
por Augusto Pina.
Portugal entrou na guerra com o Corpo Expedicionário
Português (C.E.P), entre 1916 e 1918.
Carro blindado russo.
Tanque dos aliados.
O horror das trincheiras.
Partilha de cigarros.
Portugueses que já desde 1914 combatiam os alemães no espaço africano, nas regiões que faziam fronteira no sul de Angola com o Sudoeste
Africano Alemão e na fronteira norte de Moçambique, com a África Oriental Alemã.
Marinheiros portugueses no Lubango, (1915)
www.thetimes.co.uk
www.prospectmagazine.co.uk
www.worldsteel.org
poisonpage.blogspot.pt/2011/04/large-world-war-one-images-life.html
www.historiadigital.org cafehistoria.ning.com
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Shabat Shalom
Postais antigos sobre as
mulheres sefarditas de Marrocos
Retirados de: jewishwebindex.com / Sephardic.htm
www.jewishhistory.org
jewishmorocco.blogspot.com
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