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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Destaque literário
 


"Por todos os lugares onde se instalaram, os portugueses « de nação» tiveram sempre o cuidado de vincar bem a sua separação em relação aos Judeus de outras origens - os que não provinham da Península Ibérica.
Necessariamente associados com os espanhóis, muitas vezes confundindo-se com eles, dadas as relações familiares, culturais, históricas e de vizinhança, que existiam entre uns e outros, mantiveram uma conveniente
distância quanto aos alemães e polacos. Alguns chegaram a acrescentar ao nome as iniciais ST, de «Sefarad tahor», «Sefardim puro», para evitar confusões.
Esta atitude firme, repetida até ao final do século XVIII, tem sido muito criticada pelos historiadores de origem Ashkenazim, como seria de esperar, que acusam os Sefarditas de terem adoptado o orgulho fidalgo dos seus próprios perseguidores cristãos - dizem que as noções de «fidalguia» e de «grandeza», bem presentes na consciência dos Judeus ibéricos, eram puras imitações dos modelos de comportamento que
viam à sua volta, na sociedade espanhola, em especial, e também na portuguesa."


Já CECIL ROTH, na sua «HISTÓRIA DOS MARRANOS», acusou os portugueses de introduzirem no Judaísmo «o espírito de separatismo e de orgulho de classe, até então desconhecidos»...




 
«OS JUDEUS DO DESTERRO DE PORTUGAL»
ANTÓNIO CARLOS DE CARVALHO
QUETZAL EDITORES, LISBOA, 1999. 
 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sinagoga de Ponta Delgada - Açores





Sinagoga da Ilha de São Miguel - São Miguel - Açores - Portual - 37º 44' 22.03" N 25º 40' 11.66" W
 
 
Este templo foi construído em 1836, tratando-se da sinagoga mais antiga de Portugal, após o decreto de expulsão de 1496.
A "Sahar Hassamain", foi fundada por um grupo de judeus vindos de Marrocos, sendo que quase todos eles tinham ascendência portuguesa.
                                              
"297 Escolas Para Abate", cartoon de Henrique Monteiro







"Kibutz", de Yohanan Simon















segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Judeus em Alcongosta







Presença Judia em Alcongosta - Concelho do Fundão


Os Judeus foram uma parcela importante na população portuguesa ao longo dos séculos. Ora, em Alcongosta, também marcaram presença. Isso pode-se confirmar para além das típicas casas judias ainda existentes, na possível herança de alguns apelidos familiares e nas marcas dos cristãos-novos, maioritariamente cruciformes, nas padeeiras e umbrais de algumas habitações.

O desenvolvimento urbanístico de Alcongosta esteve, desde os primórdios da sua existência, ligado ao caminho romano que a atravessava e à zona envolvente à Igreja Matriz, e foi aí mesmo que os então judeus moravam. As artérias principais da época, segundo penso, eram a Rua do Vale, Praça, Rua da Fonte e Cimo do Povo, (entre outras) que acompanhavam o caminho romano.

Em 1496, D. Manuel, à semelhança dos reis católicos, ordenou a expulsão de todos os judeus de Portugal mas consciente de que a expulsão poria a economia do reino fragilizada, visto que era uma parcela populacional riquíssima, decide que poderiam permanecer em Portugal convertendo-se à religião católica, ordenando também o Baptismo de todos os filhos dos judeus e impossibilitou-os por várias formas de abandonarem o país.

Ora é desta medida manuelina, que nos aparecem um pouco por toda a beira as cruzes gravadas nas portas das casas onde habitavam os judeus, e Alcongosta não é excepção. Em várias casas aparecem esses símbolos da conversão forçada dos Cristãos Novos. Contudo muitas outras marcas poderão estar escondidas pelo reboco das casas e muita outras desaparecidas devido à falta de uma cultura de preservação da história das aldeias.

Algumas das casas onde podem ser vistas essas marcas: casa do Quim (praça), casa da Tasca do Levezinho (rua Dr Albino), casa senhor Joaquim (frente à junta, típica casa quinhentista), casas atrás da Igreja...


de João Nuno Rodrigues



Via: "Pedaços de Alcongosta"




domingo, 7 de agosto de 2011

Sinagoga Mikve Israel-Emanuel
 


 

 

Sinagoga Portuguesa de Curaçao - Antilhas Holandesas.

 
  


 

 


Templo judaico de rito sefardita, inaugurado nas vésperas de Pessach de 1732, há nesta sinagoga uma curiosa tradição: o seu chão  está coberto de areia, isto para abafar os passos, e assim, haver um maior silêncio, por outro lado, para recordar a época da Inquisição em Portugal, onde todo o cuidado era pouco na prática diária e clandestina do judaísmo. Serve actualmente para lembrar que todos aqueles que a frequentam estão ainda no exílio.

  

 
 
(A chegada dos primeiros judeus portugueses a este território, terá acontecido ainda na primeira metade do século XVII, e já em maior número, na segunda metade desse mesmo século, oriundos da cidade de Amesterdão e do Brasil.)
 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011