Pintura de Alex Levin
É minha intenção primordial fazer deste blog um repositório das tradições, costumes, factos e curiosidades sobre os judeus sefarditas em Portugal, e consequentemente também da restante Península Ibérica. Honremos sem complexos ou temores de qualquer ordem o nosso passado, para assim melhor conhecermos o presente e o nosso futuro, como pessoas e como nação.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Tikun Olam
Melhorar ou reparar o mundo. Na raíz das palavras em hebraico, tikun vem do verbo letaken, que significa reparar ou consertar. Já olam tem como significado mundo. Este importante conceito judaico foi elaborado pelo rabino e cabalista Isaac Luria (Jerusalém, 1534 - Safed, 1572), um conhecido estudioso e místico judeu do século XVI, que viveu na cidade santa de Safed (Tzfat - Galileia), um dos centros espirituais judaicos na Terra de Israel, depois da destruição do segundo Templo pelas legiões de Tito em 70 e.c.
Tikun Olam é constituído por um tripé de valores e práticas: tzedeká (justiça), compaixão (chessed) e paz (shalom). Na realidade, trata-se da sustentação dos valores mais básicos que qualquer ser humano deve ambicionar, um desafio na procura constante da justiça social, da liberdade, da paz e o cuidado com tudo o que nos rodeia, incluindo a natureza e o meio ambiente.
Rabino Isaac Luria
Tikun Olam chama as pessoas para a acção, de acordo com os ensinamentos do rabino Luria, cada acto de bondade ajuda a iniciar a reconstrução do mundo, seja nos mais diversos campos do voluntariado, na doação de sangue e bens materiais, no cuidar dos animais e da natureza, tudo é importante, e como dizia o rabino: é agir.
A energia positiva de cada pessoa pode contagiar outros, criando elos de uma corrente de boas acções.
Tikun Olam dever ser um movimento constante e que se renova sempre.
Fontes: Wikimedia e Confederação Israelita do Brasil - CONIB
www.conib.org.br
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Exposição em Madrid
Exposição "Fragmentos da História: vida e cultura judia em Al-Andalus, através da famosa Guenizá do Cairo".
Até dia 28 de Janeiro de 2013.
Palácio de Cañete (c/Mayor 69) - Madrid - Espanha
Segundas a Quintas, 10h30 - 14h30/ 15h30 - 20h00
Sextas, das 10h30 às 15h00
Entrada Livre
Via: Centro Sefarad Israel
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Poema de Natália Correia
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
Natália Correia retratada por Bottelho
Cidadania
Buquê de ruídos úteis
o dia. O tom mais púrpura
do avião sobressai
locomovida rosa pública.
Entre os edifícios a acácia
de antigamente ainda ousa
trazer ao cimo a folhagem
sua dor de apertada coisa.
Um solo de saxofone excresce
mensagem que a morte adia
aflito pássaro que enrouquece
a garganta da telefonia.
Em cada bolso do cimento
uma lenta aranha de gás
manipula o dividendo
de um suicídio lilás.
o dia. O tom mais púrpura
do avião sobressai
locomovida rosa pública.
Entre os edifícios a acácia
de antigamente ainda ousa
trazer ao cimo a folhagem
sua dor de apertada coisa.
Um solo de saxofone excresce
mensagem que a morte adia
aflito pássaro que enrouquece
a garganta da telefonia.
Em cada bolso do cimento
uma lenta aranha de gás
manipula o dividendo
de um suicídio lilás.
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
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