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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sugestão - Museu do Carmo







O Museu Arqueológico do Carmo, está localizado nas ruínas do Carmo, correspondendo à antiga igreja do Convento da Senhora do Monte do Carmo, fundado no ano de 1389, por D Nuno Álvares Pereira, e sagrado em 1423.
Este templo em estilo gótico final, foi um dos maiores e mais importantes da cidade de Lisboa, sendo gravemente danificado no terramoto de 1755 ao qual se seguiu um violento incêndio.
Restaurando em parte durante o reinado de D. Maria I, no entanto por dificuldades económicas (sempre o problema económico), não permitiu a finalização das obras.
O edifício conserva ainda estruturas e elementos originais, século XIV- XV, entre os quais se destacam os portais virados a ocidente e sul.




Na segunda metade do século XIX (1864), o monumento foi entregue à "Real Associação dos Architectos Civis e Archéologos Portugueses", fundada em 1863.
O acervo do Museu recebeu ao longos dos anos incorporações de peças de valor histórico, arqueológico e mesmo artístico.


Horário de abertura - De segunda a sábado, das 10h00 às 18h00.
Das 10h00 às 19h00, de Junho a Setembro.




Largo do Carmo.



Na área que hoje abrange o Largo do Carmo, existiu a mais antiga Judiaria de Lisboa, a do bairro da Pedreira, onde foi construída uma sinagoga no século XIII, (1260).
Foi extinta em 1317, quando o rei D. Dinis doou essas casas ao almirante genovês Pessanha.


www.aast.ipt.pt

Associação dos Amigos da Sinagoga de Tomar 

"Arqueologia e Historia", Volumes 7-8
 Da  Associação dos Arqueólogos Portugueses

http://books.google.pt



Curiosidade


A 16 Julho de 1389,  deu-se início ao lançamento da primeira pedra, sendo a obra dirigida por Afonso, Gonçalo e Rodrigo Eanes, tendo surgido vários problemas com os alicerces, devido ao solo arenoso e a escarpa instável; trabalham no local os pedreiros Lourenço Gonçalves, Estêvão Vasques, Lourenço Afonso e João Lourenço, sendo a cal amassada pelos judeus Judas Acarron e Benjamim Zagas.







Lápide comemorativa da inauguração da sinagoga de Monchique - Porto.





Pedra tumular hebraica do século VI - VII (?), Espiche - Lagos.










Janela Manuelina, proveniente do Mosteiro de Belém - Jerónimos.
 Primeira metade do século XVI.




Lápide sepulcral do séc XVI, decorada com espada em baixo-relevo.












Fragmento com medalhões vegetalistas e figuras de grifos. Convento de S. Félix de Chelas,
Lisboa, sécs. IX- X.




Túmulo Manuelino, de D. Francisco de Faria.
Primeira metade do século XVI.








Pia baptismal de Simão Correia, decorada com motivos florais e inscrição
 epigráfica no seu interior.
Século XVI.




Fotografias de Rafael Baptista e Manuela Videira



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Um feliz...




Shabat 
Shalom !!!








Jazz em Agosto







Jazz em Agosto apresenta um programa com 10 concertos de jazz contemporâneo. 
Em destaque estará a presença de vários guitarristas e baixistas consagrados como James Blood Ulmer, Vernon Reid, Marc Ribot, Fred Frith, Marc Ducret ou Keiji Haino.



Paralelamente ao programa musical são apresentadas sete sessões de filmes documentais. 
1 a 10 Agosto. 


Anfiteatro ao Ar Livre - concertos | 1 a 10 Agosto | 21h30
Auditório 3 - filmes documentais | 2, 3, 6, 7, 8, 9, 10 Agosto | 18h00



Local:  Fundação Calouste Gulbenkian


Torres Vedras









A ocupação do território a que chamamos hoje Torres Vedras, dá-se em épocas já muito remotas. Celtas, romanos, mouros, cristãos e judeus, todos eles passaram por aqui, deixando para a posteridade a sua marca nesta região.
Povoação tomada em 1148 por D. Afonso Henriques, um ano depois foi entregue ao seu amigo D. Fuas Roupinho, nobre que construiu ou reformulou o pequeno castelo.








D. Afonso Henriques, postal da colecção de
 figuras históricas.






Fotos de onomedasletras.blogspot.com




Torres Vedras recebeu foral do rei D. Afonso III (O Bolonhês), em 1250, teve feira a partir de D. Dinis, paço real e castelo.Teve judiaria na actual rua dos Celeiros de Stª Maria, e também nesta localidade em 1413, se decidiu a conquista de Ceuta.







Fotografia de Manuela Videira.









D. Afonso III.




Aqui foram reunidas as cortes no ano de 1441.



Torres Vedras viu nascer a 18 de Setembro de 1434, D. Leonor, filha do rei D. Duarte e futura imperatriz da Alemanha, casada com Federico III.
São oriundos também desta localidade, os rabis-mor de D. Dinis, D. Judah Guedelha e o seu filho D. Guedelha ben Judah.


A comunidade judaica aparece documentada na primeira metade do séc. XIII, embora possamos concluir que tenham chegado mais cedo com a reconquista cristã.
Com D. Dinis, os judeus torrienses obtiveram ganhos com lucros na compra e venda de propriedades, bem como de empréstimos de dinheiro a juros, algo que dominavam muito bem. Havia também artesãos e mesmo alguns camponeses, outros, dedicavam-se ao arrendamento de rendas régias.


Durante o reinado do rei poeta, (1279-1325) os judeus viram-se apertados em judiarias. Em Torres Vedras, sabe-se que a partir do rei D. Afonso IV, (1325-1357) há conhecimento de uma comuna judaica, embora se tenha uma referência relativamente ao ano de 1322, sobre um filho de um tal João Pais, habitante na "judiaria".


Só a partir do séc. XV é que a comuna judaica cresce em importância demográfica e económica. Na segunda metade deste século, têm dois cirurgiões e vinte e um mesteirais*.


1471 -  Judas Laxorda, cirurgião de Torres Vedras.
1482 -  José Mouçam, também ele cirurgião.






 Rei D. João II.







Página do Almanach Perpetuum.


(O Almanach foi reeditado na cidade de Leiria em 1496.)







Tratado das Tordesilhas.





1492 -  Denuncia da chancelaria real ao soberano português, sobre práticas nesta localidade de feitiçaria, levada a efeito por uma judia de nome Aviziboa.


1493 -  A decisão desumana para com as crianças judias de origem castelhana, retiradas aos seus pais para colonização de S.Tomé, e ordenada por D. João II. Esta decisão foi tomada na localidade de Torres Vedras, no verão desse ano.



1493 -  D. João II convocou uma audiência nesta
 vila com o seu conselheiro pessoal, o célebre Abraão Zacuto, a fim de saberem dados sobre a chegada de Colombo à América e planear novas rotas mais rápidas e seguras para os
navegadores portugueses. (Zacuto já tinha feito o famoso "Almanach Perpetuum Celestium Motuum, entre 1473 e 1478).
Este encontro serviu também para elaborar as ideias do futuro Tratado das Tordesilhas, assinado em 1494 em Espanha.



*Mesteirais-designação de alguém que é artesão, pratica um ofício ou arte. Palavra oriunda do latim, ministerium,(função).
Na sociedade portuguesa de quinhentos, os mesteirais já teriam uma união corporativista, geralmente ligada aos cristãos-novos.




 Curiosidades históricas...


Torres Vedras recebeu com pompa e circunstância por parte de D. João II, a embaixada do rei de Nápoles, e com D. Manuel, a da República de Veneza, isto no ano de 1496, o mesmo ano do decreto de expulsão dos judeus em Portugal.

Em 1808, derrota dos franceses nas batalhas da Roliça e do Vimeiro. O general Junot retira as suas tropas, sem contudo antes saquearem os conventos e igrejas da região.

1810-1812, dá-se a construção das Linhas de Torres, com a finalidade de defesa contra o exército napoleônico.





Fontes: www.redejudiariasportugal.com/index.php/pt/cidades/torres-vedras
servidormix.com/~redejudi/images/livros/a_judiaria_de_torres_vedras.pdf
www.arquivo-tvedras.pt/ficheiros/historia-torres-vedras-pdfs/26%20A%20Judiaria%20de%20Torres%20Vedras.pdf



quinta-feira, 19 de junho de 2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tragam de volta os rapazes







Pela libertação imediata e incondicional dos três jovens,  Gilad, Naftali e Eyal.







sexta-feira, 13 de junho de 2014

Judeus Sefarditas lutam para recuperar nacionalidade




por Luís Godinho 11 de Junho 2014



Descendentes de judeus expulsos nos séculos XV e XVI pedem que legislação com um ano seja regulamentada e criticam atraso do Governo

Os descendentes dos judeus sefarditas expulsos de Portugal nos séculos XV e XVI continuam à espera que o Governo regulamente uma lei aprovada por unanimidade pela Assembleia da República, por iniciativa do CDS e do PS, que lhes permite adquirir a nacionalidade portuguesa. A Lei nº 43/2013, publicada dia 3 de Julho em Diário da República, previa que os procedimentos para a aquisição da nacionalidade ficassem definidos nos três meses seguintes. Passado um ano, a comunidade sefardita não foi sequer ouvida sobre o assunto.









(Enviado por Margarida Castro)