Em 1821, as Cortes reuniram-se para elaborar uma Constituição, de entre as várias deliberações tomadas pelas Cortes Constituintes, salienta-se a extinção da Inquisição, a abolição de certos direitos senhoriais, a transformação dos bens da Coroa em bens nacionais e a liberdade de imprensa.
É minha intenção primordial fazer deste blog um repositório das tradições, costumes, factos e curiosidades sobre os judeus sefarditas em Portugal, e consequentemente também da restante Península Ibérica. Honremos sem complexos ou temores de qualquer ordem o nosso passado, para assim melhor conhecermos o presente e o nosso futuro, como pessoas e como nação.
segunda-feira, 31 de março de 2014
domingo, 30 de março de 2014
Judeus foram “a semente” dos peliqueiros
Segundo a tradição local, o negócio das pelicas em Argozelo tem raízes judaicas. Assim referem os relatos dos antigos peliqueiros e os vários documentos históricos escritos sobre as origens daquela terra.
Em Argozelo, é comum dizer-se que foram os judeus, “finos” para o negócio e com tradições de comerciantes, os grandes responsáveis por terem deixado a “semente” dos peliqueiros, isto porque naquela região a compra de peles (bovinas, ovinas e caprinas) está relacionada com Argozelo, daí, que os seus habitantes tenham sido apelidados de peliqueiros.
Mas, para além dos relatos populares, também o Abade de Baçal escreveu [no Tomo V da Enciclopédia “Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança”, dedicado à presença dos Judeus na região] que “esses emigrantes [Judeus que no século XV vieram para o Nordeste de Portugal] estabeleceram-se nas povoações de Vimioso, Argozelo, Carção, Azinhoso, Chacim, Lagoaça e Moncorvo”, acrescentando que “nos lugares de Argozelo e Carção exercem uns a indústria de surradores de peles”.
Fontes: www.jornalnordeste.com
books.google.pt
www.diariodetrasosmontes.com
sexta-feira, 28 de março de 2014
A frase da semana
"Não te deixes seduzir pelo gosto da
conversa. Essa pequena gente não merece a mais pequena atenção, nem tu precisas
de espectadores para o salutar exercício diário de falar por falar.
(...) Não deixes que metam o nariz na tua vida.
Caso contrário, vais ficar cheio de gente, com a sua vida escassamente
interessante."
Alexandre O'Neill
quinta-feira, 27 de março de 2014
Judaica nas Colecções da Biblioteca Nacional de Portugal
Judaica nas Colecções da Biblioteca Nacional de Portugal – séculos XIII a XVIII
Exposição de 26 de Março a 28 de Junho de 2014 - 18h00 | Museu do Livro | Entrada livre
A exposição, coordenada por Lúcia Liba Mucznik, inclui uma selecção das obras mais representativas da Biblioteca Nacional de Portugal em hebraico ou sobre a língua hebraica e relativas ao judaísmo e a judeus, manuscritas ou impressas até ao séc. XVIII. Encontra-se organizada em seis núcleos: Bíblia; Liturgia, Ritual e Homilética; Língua Hebraica; Literatura Didáctica; Flávio Josefo e Fílon de Alexandria, e Polémica antijudaica.
O catálogo impresso, profusamente ilustrado, e que reúne uma selecção das obras mais significativas da colecção de Judaica da BNP, será lançado no dia da inauguração. Posteriormente será disponibilizado um site inteiramente dedicado a esta colecção da BNP.
A especificidade da colecção de Judaica da BNP resulta do contexto histórico do país, em particular da inexistência de judaísmo legal em Portugal, entre o final do séc. XV e o início do séc. XIX, e da censura da Inquisição.
Salienta-se, em primeiro lugar, a quase inexistência de obras hebraicas impressas em Portugal, à excepção dos incunábulos hebraicos anteriores à expulsão. E em segundo lugar o facto de a maioria das obras hebraicas raras existentes na BNP terem sido produzidas por hebraístas cristãos para um público cristão, designadamente «Luah ha-Diqduq Tabula in Grammaticen Hebraeam», gramática hebraica com maior êxito no séc. XVI. O seu autor, Nicolau Clenardo, flamengo, veio para Portugal em 1533, convidado por André de Resende, para mestre do Infante D. Henrique, Res. 624 V.católico, como se comprova pelos locais de impressão (Paris, Antuérpia, Veneza, Alcalá). Entre elas, destacam-se as bíblias hebraicas e as obras sobre a língua hebraica, quase todas do séc. XVI, na sua maioria provenientes de livrarias conventuais.
Em terceiro lugar, é de realçar, como consequência do desterro dos judeus peninsulares, que as obras produzidas por e para judeus foram impressas na diáspora, em Ferrara, Veneza, Amesterdão, Londres ou Hamburgo, com o objectivo de satisfazer as necessidades religiosas dos novos judeus – cristãos-novos retornados ao judaísmo – portugueses e espanhóis. Essas obras foram adquiridas, na sua maior parte, a partir do séc. XVIII, quando o clima de abertura cultural em Portugal fomentou o interesse de intelectuais pelos estudos judaicos, como são os casos, entre outros, de Frei Manuel do Cenáculo e António Ribeiro dos Santos, primeiro bibliotecário-mor da Real Biblioteca Pública da Corte, antecessora da Biblioteca Nacional de Portugal.
Via: www.bnportugal.pt
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