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quinta-feira, 6 de março de 2014

Cordão Humano




Um gesto de solidariedade em memória de Aristides de Sousa Mendes.

Um acto da maior justiça para com este grande português.




Retirado do Grupo Aristides de Sousa Mendes
Cartaz de autoria de Josefa Reis.



terça-feira, 4 de março de 2014

A Bíblia Kennicott




Uma Bíblia Sefardita 
da Galiza




O Leão de Judah guardando a menorah do Santuário, fólio 120.




A famosa Bíblia Kennicott é um códice medieval escrito em estilo sefardita, profusamente iluminado, que combina motivos da religião hebraica, arte abstracta de influência islâmica e popular. Compreende os livros da Bíblia Hebraica (Tanach) – a Torah, Profetas e Escritos -, a massorah (exame crítico do texto da Bíblia, com notas sobre a escrita, vocabulário, pronúncia e outros comentários) e um tratado gramatical do Tanach (Sefer Mikhol), do século XII, do rabino da Provença, David Kimchi (RaDaK). 






Iluminura em estilo islâmico.





Página do tratado gramatical (Sefer Mikhol) de RaDaK, fólio 7b.



 Este manuscrito hebraico é conhecido por Bíblia Kennicott, por ter sido adquirido por Benjamin Kennicott (1718-1783), um destacado membro do clero anglicano e prestigiado especialista na Bíblia Hebraica, que dedicou a sua vida a estudar e a comparar variantes de texto em centenas de manuscritos hebraicos, vindo a publicar o resultado das suas investigações na obra Dissertatio Generalis. 





Primeira página do Livro de Génesis, fólio 9.



A Bíblia Kennicott possuiu cólofon detalhado do escriba, Moisés Ibn Zabara, bem como do iluminador, Joseph Ibn Hayyim.





Cólofon do escriba, fólio 438.



O escriba Moisés Ibn Zabara escreve no seu cólofon que o manuscrito foi encomendado por Isaac, filho de Dom Salomão de Braga, tendo terminado a obra na cidade da Corunha, província da Galiza, numa 4ª feira, no terceiro dia do mês de Av, no ano da criação de 5236 (24 de Julho de 1476). Declara ainda, que foi o responsável pelo texto de todos os vinte e dois livros da Bíblia, notas massoréticas e respectiva correcção. 





O Profeta Bilam, Números 22.



 A ilustração acima pertence à Parashat Balak, do Livro de Bamidbar (Números 22-24). Representa Bilam, o profeta gentio ao serviço do rei Balak de Moav, que tentou amaldiçoar o Povo de Israel. Joseph Ibn Hayyim apresenta-o segurando um astrolábio, o mais simbólico dos instrumentos astronómicos medievais. Na Idade Média, o astrolábio estava associado ao poder e ao luxo das cortes muçulmanas e cristãs, onde os astrólogos (frequentemente judeus) o usavam para prever o futuro do rei e do reino. 





A Bíblia Kennicott, painel.



 Desconhece-se o percurso desta obra notável, entre 1492, data da expulsão dos judeus de Espanha, e o século XVIII. Poder-se-á especular que Isaac de Braga, que devia ter família e relações comerciais com Portugal, terá primeiro fugido para Portugal antes de partir para outra parte da Europa. Certamente não se desfez da sua preciosa Bíblia, pois de outra forma ela não teria sobrevivido ao édito do rei D. Manuel I, que ordenou a destruição de todos os livros hebraicos do seu reino. Não se sabe para onde fugiu Isaac de Braga, nem se os seus herdeiros foram obrigados a vender a Bíblia para sobreviverem. Esta parte da história permanece um mistério. Sabe-se, apenas, que em 1771 foi parar às mãos de Benjamin Kennicott, fazendo actualmente parte do acervo da Bodleian Library, em Oxford. 




Via: Blogue Eterna Sefarad







segunda-feira, 3 de março de 2014

A frase da semana







"Hollywood é um lugar onde te pagam
 mil dólares por um beijo e cinquenta centavos pela tua alma".


Marilyn Monroe 
(Nascida Norma Jeane Mortenson)




Congresso Internacional








O Centro de Interpretação Isaac Campantón convoca o Congresso Internacional “Zamora e a Raia: heranças sefarditas partilhadas”, a realizar de 1 a 4 de Julho, nas localidades portuguesas de Vimioso e Carção e nas localidades espanholas de Fermoselle e Zamora. 

 O Congresso terá um carácter interdisciplinar para o qual se convidam académicos e estudantes universitários, assim como artistas e gestores culturais em geral para partilhar as suas experiências no estudo, conservação e promoção da cultura sefardita na região de Zamora e de “ A Raia “, como é conhecida a região fronteiriça com Portugal. 






Sugerem-se os seguintes temas para as intervenções, não sendo imprescindível cingir-se aos mesmos: 


 · Zamora na rota dos judeus rumo a Portugal em 1492 
· Símbolos e grafias criptojudias na Raia 
· Genealogias da fronteira e processos inquisitoriais
· Protagonismo feminino na conservação das tradições judaicas 
· Heranças culturais: lendas, música, gastronomia 
· Cabala e literatura mística espanhola e portuguesa 
· Personalidades como Abraham Saba, Joseph Hayyun, Isaac Cardoso, entre outros. 
· Relação entre a literatura sefardita e as literaturas nacionais espanhola e portuguesa 
· Experiências no reconhecimento e recuperação da herança sefardita em Espanha e Portugal 
· Narrativas locais e museológicas · Impacto dos estudos sobre os sefarditas nas Histórias oficiais de
   Espanha e Portugal 
· Relações transatlânticas 
· Recursos para a familiarização e conhecimento da cultura sefardita (bibliografias, páginas web, Centro de estudos, outras actividades). 


 As propostas devem ser dirigidas em castelhano, português ou inglês, não excedendo as 300 palavras, e devem incluir um cabeçalho com a seguinte informação: nome, apelidos, e qualificação académica do conferencista, instituição, organização ou associação à qual pertence, formato (participação individual, mesa redonda ou painel, outro tipo de intervenção pedagógica),necessidades técnicas (computador, projector, ecrã), endereço de e-mail e contacto telefónico. 

 Um comissão académica avaliará as propostas enviadas, emitindo um resultado final antes do dia 15 de Maio de 2014. As matrículas terão os seguintes valores: público em geral, 5 euros; conferencistas, 15 euros. 


 As propostas de participação devem ser enviadas antes do dia 1 de maio de 2014 para o seguinte endereço de e-mail: centrocampanton@gmail.com 






A etnomusicóloga Dr. Judith Cohen, Universidade de York, Canadá, abrirá as sessões em Vimioso, Portugal dia 1 de Julho de 2014. Cohen passou longas temporadas em Trás-os-Montes onde pesquisou cantos tradicionais das comunidades criptojudaicas da região.




Fonte:
Centro de Interpretación Isaac Campantón



domingo, 2 de março de 2014

Visitas guiadas à judiaria de Tortosa





Tortosa




Município de Espanha, província de Tarragona, comunidade
 autónoma da Catalunha.




Antiga judiaria de Tortosa.
(Rua de Jerusalém)




Visitas guiadas à antiga Judiaria, sob o título "A Tortosa Judaica".
Uma visita pela Tortosa hebraica através da interpretação dos sítios históricos, acompanhada pelos cantares tradicionais sefarditas, com prova de comida kosher e degustação de vinhos.





Uma das jóias mais importantes da Catedral de Tortosa, é sem dúvida o famoso túmulo do século VI em trilingue, gravado em hebraico, grego e latim, pertencente ao túmulo de uma menina judia chamada Meliosa, filha de Judah e Miriam, testemunha da presença de judeus em Tortosa na época visigótica. Numa das paredes do claustro da catedral, está uma cópia desta lápide, que nos revela também duas estrelas de cinco pontas e um candelabro altamente estilizado.


Fotografias da redjuderias




Será a 8 e 9 de Março pelas 11h00, (hora de Espanha).
Partida da Praça da la Inmaculada, bairro de Remolins.

Preço: 10,00 €

Informações e reserva de bilhetes CONFICON, c / Pintor Gimeno / Paiolet Square.
Tel. 977 443 174 e 670 795 216 ou www.viulebre.com.



Fontes: www.redjuderias.org
www.sefaradeditores.com (Casa de Sefarad - Março de 2014)
www.turinea.com







Oração cripto-judaica




“Quem a souber que a diga, / Quem a não souber que a aprenda, / Que no Dia do Juízo / Lá terá quem na pretenda.” 

 Oração cripto-judaica, uma versão da “oração dos mortos” ou de “entrada no cemitério” dos cristãos-novos de Belmonte, publicada por Samuel Schwarz.

“Deus vos salve lá passados, / fostes vivos como nós, / nós seremos como vós, / lá nesse céu onde estais / pedi ao Senhor por nós, / que, neste vale de lágrimas, / pediremos ao Senhor por vós.” 

Schwarz, 1925



Via: http://nortealentejano.blogspot.pt





34º Festival de Cinema do Porto





Mais uma edição do FantasPorto.







Veja aqui a programação:
http://www.fantasporto.com