De Abigail Bagraim.
É minha intenção primordial fazer deste blog um repositório das tradições, costumes, factos e curiosidades sobre os judeus sefarditas em Portugal, e consequentemente também da restante Península Ibérica. Honremos sem complexos ou temores de qualquer ordem o nosso passado, para assim melhor conhecermos o presente e o nosso futuro, como pessoas e como nação.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Esnoga de Malhada Sorda e Judiaria de Vilar Formoso vão ser recuperadas.
A Câmara Municipal de Almeida vai recuperar ainda este ano, a Esnoga existente na Malhada Sorda. Já quanto à antiga judiaria em Vilar Formoso, apesar das adulterações no seu património, o município tem ideias para uma futura intervenção.
Professor Adriano Rodrigues.
Por ocasião do lançamento do mais recente livro do historiador Adriano Vasco Rodrigues, “Gente de Nação Além e Aquém do Côa (Judeus Sefarditas)”, editado pelo Município de Almeida e que retrata ao longo da história a presença dos judeus na região, o Presidente da Câmara Municipal de Almeida salientou que a obra é também uma desafio lançado aos autarcas, para a recuperação do património dos centros históricos e para a valorização das antigas judiarias existentes na região.
António Baptista Ribeira recordou que no concelho de Almeida, no que diz respeito a património judaico, existem dois casos que têm merecido uma atenção por parte da autarquia, a “Esnoga”, pequena sinagoga secreta, que terá existido na freguesia de Malhada Sorda e a antiga judiaria que existe na Rua da Moureirinha, no Povo de Vilar Formoso, muito próximo da antiga Escola Primária Albino Monteiro.
A recuperação da Esnoga na Malhada Sorda está para breve já quanto à antiga judiaria em Vilar Formoso, apesar das adulterações no património, a Câmara Municipal de Almeida está atenta e já tem ideias para uma futura intervenção.
Recorde-se que o livro do historiador Adriano Vasco Rodrigues, “Gente de Nação Além e Aquém do Côa (Judeus Sefarditas)” recentemente apresentado em Almeida, faz ampla referência à fronteira de Vilar Formoso, pela qual terão entrado, vindos de Ciudad Rodrigo, cerca de 35 mil judeus, em 1492, expulsos pelos Reis Católicos de Espanha. Muitos espalharam-se pelas aldeias raianas. Alguns fixaram-se em Vilar Formoso e criaram uma judiaria, de que se conserva ainda testemunho, na Rua da Moureirinha.
Via: Rádio Fronteira
http://www.radiofronteira.com
Fotografias retiradas da Rádio Fronteira.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
A Brigada Judaica (1944 - 1946)
Tratou-se de uma unidade militar que serviu na II Guerra Mundial, incorporada no exército britânico e, na verdade, em todas as forças aliadas, como uma formação independente, nacional judaica e militar.
A Brigada Judaica foi composta principalmente por judeus de Eretz Yisrael e teve o seu próprio emblema. A criação da brigada foi o resultado final dos esforços prolongados pelo Movimento Sionista para conseguir a participação e a representação do povo judeu na guerra contra a Alemanha nazi .
Em 1940, os judeus da Palestina tinham permissão para se alistar em formações judaicas ligadas ao East Kent Regiment (o "Buffs"). Estes grupos militares foram formados por três batalhões de infantaria no recém-criado "Regimento Palestina." Os batalhões foram transferidos para a Cirenaica e Egipto, mas, também, como na Palestina, eles continuaram a ser empregues principalmente em missões de guarda. Os soldados judeus exigiram participar na luta e no direito de hastear a bandeira judaica.
Numa carta dirigida a Chaim Weizmann em 1944, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill declarou, que seu governo estava preparado "para discutir propostas concretas", em matéria de formação de uma força de combate judaica.
Enquanto os judeus foram dispersos por todo o exército britânico, a Agência Judaica queria concentrá-los em uma unidade própria.
Weizmann e Churchill.
Churchill era muito mais receptivo à ideia do que o seu antecessor, Neville Chamberlain.
Chamberlain desaprovou de todo a criação de uma brigada composta por judeus, temendo que isso daria mais legitimidade ao anseio dos mesmos pela independência nacional.
À medida que mais informações sobre a tragédia na Europa vinham a público, os britânicos resolveram ceder às exigências sionistas para uma unidade militar judaica.
Após seis anos de negociações prolongadas, o governo britânico concordou com a criação de uma Brigada Judaica, formada em finais de 1944. Este grupo de combate, consistia em infantaria, artilharia e unidades de serviço. Após um período de instrução no Egipto, a Brigada Judaica, com cerca de 5.000 soldados, participaram nas batalhas finais da guerra na frente italiana, sob o comando do judeu canadiano, brigadeiro Ernest Benjamin. Em Maio de 1945, a Brigada foi transferida para o Nordeste da Itália, onde, pela primeira vez, encontraram sobreviventes do Holocausto.
Soldados da Brigada Judaica em acção de combate, na ofensiva final levada
a efeito pelos aliados na Itália, Março de 1945.
Alemães capturados, Abril de 1945.
Camiões militares pertencentes à Brigada, na cidade de Roma.
No verão de 1946, as autoridades britânicas decidiram dissolver a Brigada.
Vídeo de Bruno Kampel.
A experiência adquirida na Brigada Judaica e no exército britânico, seria no futuro colocada em uso novamente já em Israel, durante Guerra de Independência (1948).
Mais do que o seu valor militar, no entanto, a Brigada Judaica serviu como um símbolo de esperança para renovar a vida judaica em Eretz Israel. Os soldados da Brigada Judaica reuniram-se com sobreviventes do Holocausto nos campos de deslocados, levando-os a cultura judaica e sionista. A Brigada Judaica também foi fundamental para levar muitos dos sobreviventes para a Palestina.
Fontes e fotografias de: www.flamesofwar.com
www.jewishvirtuallibrary.org
www.ushmm
wikipedia.org
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
In memoriam
Mário Esteves Coluna
(1935 - 2014)
Fotografias retiradas de: www.slbenfica.pt e
aoutravisao.wordpress.com
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
A Chave em Salónica
A Chave em Salónica
Abarbanel, Farias ou Pinedo
atirados de Espanha por ímpia
perseguição, conservam todavia
a chave de uma casa de Toledo.
Livres agora da esperança e do medo,
olham a chave ao declinar do dia;
no bronze há outroras, distância,
cansado brilho e sofrimento quedo.
Hoje que sua porta é poeira, o instrumento
é cifra da diáspora e do vento,
como essa outra chave do santuário
que alguém lançou ao azul quando o romano
com fogo temerário acometeu,
e que no céu uma mão recebeu.
Jorge Luís Borges
(Enviado por Dora Caeiro)
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