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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Mulher judia







Do pintor Auguste Delacroix. 
(1809-1868) 
Mulher judia do Norte de África, com roupa tradicional, 1834.




(Galeria de Arte)

Via: Matsart Auctioneers and Appraisers



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Centro de Interpretação Isaac Cardoso









Onde antes só existiam ruínas, em Trancoso, ergue-se agora o Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso, “numa área onde se julga ter existido a Judiaria de Trancoso”.
A comunidade judaica desta cidade do distrito da Guarda foi destroçada pela Inquisição, há mais de 500 anos, e o projecto dos arquitectos Gonçalo Byrne e José Laranjeira funciona como uma homenagem aos que foram obrigados a abandonar a crença, ou, pelo menos, a esconderem-na. 












Este centro, cujo nome faz referência a um médico judeu nascido no século XVII, integra ainda a Sinagoga Beit Mayim Hayim “Casa das Águas Vivas”, inspirada na Sinagoga de Tomar e onde a luz solar entra, reflectindo-se nas paredes revestidas de “madeira com um particular aveludado”. 


Assim se explica a “atmosfera de luz dourada” que se percebe nas fotografias de Fernando Guerra.
 O Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso faz parte da Rede de Judiarias de Portugal.



Autoria de Fernando Guerra -  20/01/14

http://p3.publico.pt


(Enviado por Sónia Craveiro)




domingo, 9 de fevereiro de 2014

Um Campo Batido pela Brisa








A tua nudez inquieta-me. 


Há dias em que a tua nudez 
é como um barco subitamente entrado pela barra. 
Como um temporal. Ou como 
certas palavras ainda não inventadas, 
certas posições na guitarra 
que o tocador não conhecia. 


A tua nudez inquieta-me. Abre o meu corpo 
para um lado misterioso e frágil. 
Distende o meu corpo. Depois encurta-o e tira-lhe 
contorno, peso. Destrói o meu corpo. 
A tua nudez é uma violência 
suave, um campo batido pela brisa 
no mês de Janeiro quando sobem as flores 
pelo ventre da terra fecundada. 


Eu desgraço-me, escrevo, faço coisas 
com o vocabulário da tua nudez. 
Tenho «um pensamento despido»; 
maturação; altas combustões. 
De mão dada contigo entro por mim dentro 
como em outros tempos na piscina 
os leprosos cheios de esperança. 
E às vezes sucede que a tua nudez é um foguete 
que lanço com mão tremente desastrada 
para rebentar e encher a minha carne 
de transparência. 


Sete dias ao longo da semana, 
trinta dias enquanto dura um mês 
eu ando corajoso e sem disfarce, 
iluminado, certo, harmonioso. 
E outras vezes sucede que estou: inquieto. 
Frágil. 
Violentado. 


Para que eu me construa de novo 
a tua nudez bascula-me os alicerces. 



Fernando Assis Pacheco
 em “A Musa Irregular”.



A frase da semana







"As necessidades materiais do teu próximo são as tuas necessidades espirituais".


Rabino Israel de Salant




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Shabat Shalom






Pintura de Alex Levin.



Samuel Usque





Samuel Usque foi um escritor português do século XVI, que nasceu provavelmente na cidade de Lisboa. Devido às perseguições aos cristãos-novos efectuadas em Portugal, Samuel Usque refugia-se em Itália juntamente com Abraham Usque (um parente próximo), dono de uma importante tipografia e casa editora na província italiana de Ferrara. Foi aí, que Samuel Usque publicou em 7 de Setembro de 1553, a sua obra 'Consolação às Tribulações de Israel', três diálogos entre três pastores (Jacob, Nahum e Zacarias), escritos em estilo bíblico, em que são contadas as perseguições aos judeus. No primeiro foca a história bíblica dos judeus, o segundo a reconstrução e destruição do segundo templo de Jerusalém e o terceiro as tragédias dos judeus durante a Idade Média.






A"Consolação às Tribulações de Israel", teve uma larga e importante difusão entre os cristãos-novos exilados pela Europa, o que contribuiu para que fosse colocado no Index dos livros proibidos pela Inquisição.
Esta obra, considerada como um dos monumentos da prosa portuguesa do séc. XVI, começou por circular em Inglaterra, sendo depois reimpresso na Holanda no ano de 1599.


Livro dedicado à " ilustríssima Senhora Dona Grácia Nasi, coração da nação portuguesa...para vos testemunhar a minha gratidão pelos numerosos favores que recebi da vossa mão". 


Dedicatória que confirma o financiamento desta obra por parte de Grácia Nasi.





Fontes: jewishencyclopedia.com
Blogue da Rua da Judiaria
www.arlindo-correia.com
sefarad.revistas.csic.es