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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A frase da semana







“Muitos bens, muitas preocupações”.



Pirké Avot – Sentença dos Pais




Judiaria de Lamego








Desde o século XIV que os judeus de Lamego ocupavam a área entre o castelo e a igreja de Stª. Maria de Almacave. 

Já no século XV, os bairros judeus eram já dois; o mais antigo (judiaria velha), localizava-se muito próximo da Porta do Sol, o que correspondia à judiaria nova ou do fundo, junto ao adro da igreja citada.





Porta do Sol.

Fotografia de João Nuno Carvalho 
Retirado de: http://jnssc.blogspot.pt


Neste bairro localizava-se a sinagoga na antiga Rua da Esnoga. Em 1436, estimava-se em mais de 400 os habitantes judeus das duas zonas. 





Rei D. Duarte.





A partir do reinado do rei D. Duarte, os dois bairros eram encerrados à noite através de portas colocadas para esse efeito. Estas localizavam-se respectivamente na rua que abria para a Praça (do Comércio) e na que abria para o adro da igreja de Almacave.



Rua do Almacave.

Fotografia de Lala
www.minube.pt/fotos/lamego


A actual Rua Nova correspondia ao primeiro caso (mais a Rua Travessa da Fonte Velha, Rua da Seara e Rua da Cruz) e inclusivamente chegavam a ocupar a Rua do Almacave. Na Rua Nova (antiga judiaria nova) pode ver-se um característico portal ogival, granítico (agora com inscrição cristã). Poderá ter sido aqui a antiga Sinagoga.

José de Lamego, sapateiro judeu, foi quem recebeu de Pêro da Covilhã na cidade do Cairo, as informações que de seguida permitiram a D. João II conhecer todos os dados referentes às costas leste africana, Península Arábica e Índia, criando os alicerces para a viagem de Vasco da Gama a 8 de Julho de 1497, (ano limite para a expulsão dos judeus em Portugal).





Pêro da Covilhã.
Fotografia de Rafael Baptista (2012).



Fontes: www.redejudiariasportugal.com
    Wikipedia
www.lamegoimage.blogspot.com




Rir é o melhor remédio...




O rabino e o bispo




Um rabino e um bispo são convidados para um jantar. O rabino aceita com a condição de que a comida seja pura “kosher”. 
Durante a refeição, o bispo olha de soslaio para os pratos do rabino, diferentes dos demais comensais e a certa altura não consegue deixar de perguntar com alguma indignação:

- Caro rabino, quando é que chegará o dia em que finalmente eu e o senhor poderemos comer da mesma comida?

O rabino, percebendo de imediato a "crítica encoberta" do bispo, respondeu no mesmo tom:
- Se D'us quiser, senhor bispo, será no dia do seu casamento...




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A Lúcio, poeta português





      Lúcio, tu cantas Virgínio, ilustre pela vitória do líbico Marte, e as ímpias revoltas do Xerife e o mar de Tartesso coberto das armadas turcas.


      E também referes, em versos latinos, as públicas festas e a alegria da manhã célebre em que foi entregue a Sebastião, filho póstumo, o ceptro do antigo Luso.



      Num e noutro tema, brilha o vigor do teu alado engenho. Nem tu és espírito sem arte ou ignorante dos princípios que ensinam os escritos brilhantes do Panécio. As águas do Permesso, às límpidas correntes do Douro tu as misturas, e cinges a tua cabeleira duma coroa fresca. Ó honra, ó glória, ó esplendor da pátria gente e protecção singular do teu poeta!



      A mim, a saudade da minha mãe e o meu pai, vítima de triste sorte, me forçam a passar em lágrimas os dias, em lágrimas as noites contínuas, em cruel sucessão, lá por onde o Pó, entre choupos, banha as muralhas do senhor Hércules, com a sua linfa vítrea; o Pó, célebre pela sua foz de sete bocas, com que a seguir acrescenta o mar Adriático.



      Aqui eu suspiro, aqui, expulso do lar paterno, eu choro e, profusamente, nas minhas derradeiras preces, a Deus rogo que por fim se compadeça de quem lhe suplica.





Diogo Pires ou Didacus Pyrrhus Lusitanus








Diogo Pires (1517 – 1599), como muitos outros cristãos-novos, fugiu de Portugal na primeira metade do século XVI. A expulsão dos judeus que recusaram o baptismo em 1497 e o massacre de cristãos-novos que teve lugar em Lisboa em 1506, não prenunciavam nada de bom, tal como veio a demonstrar-se com a vinda da Inquisição para Portugal, em 1536.







Gravura a cobre intitulada "Die Inquisition in Portugall" por Jean David Zunner retirada da obra "Description de L'Univers, Contenant les Differents Systemes de Monde, Les Cartes Generales & Particulieres de la Geographie Ancienne & Moderne." por Alain Manesson Mallet, Frankfurt, 1685, da colecção privada do Dr. Nuno Carvalho de Sousa.




Ao contrário de muitos conversos portugueses com formação universitária que partiram para o estrangeiro, Diogo Pires não era médico, embora deva ter estudado medicina. Era sim um humanista e foi um poeta excelente em língua latina.

Nasceu em Évora em 5 de Abril de 1517. Deverá ter sido baptizado, mas isso não lhe ofereceu suficiente segurança para ficar em Portugal. Foi estudar para Salamanca em 1535, terá passado por Sevilha, Toledo e Paris, mas em 1536 aparece já em Liège. Matriculou-se em Lovaina no início de 1536, o que lhe permitiu conviver com os literatos do seu tempo. Esteve vários anos na Flandres, onde encontrou Girolamo Falletti, que mais tarde incluiu poemas dele nos seus livros. Composições suas aparecem em diversos livros impressos na Flandres.





Cidade de Évora.

Fotografia de João Vieira - Viajamos.com.br





Placa colocada numa rua em Évora.

Fotografia retirada de: thedailymiacis.blogspot.pt
(Sofia Miacis)




Por volta de 1540, Diogo Pires chega a Itália, e instala-se por uns tempos na cidade de Ferrara. 


No início de 1549 vai para Ancona. Em Maio e Junho de 1552, desloca-se a Roma, onde reinava então o Papa Júlio III, relativamente tolerante para com os judeus. Ali encontra D. Miguel da Silva, então ainda muito prestigiado.

Desde finais de 1552 até 1556, não há muitas notícias do paradeiro de Diogo Pires.

Entretanto, a relativa bonança de que gozavam os judeus em Itália, terminou com a eleição do Cardeal Caraffa como Papa Paulo IV em 23 de Maio de 1555 e que lhes promoveu uma perseguição cerrada. Os judeus portugueses de Ancona foram dos que mais sofreram. O Prof. Andrade conclui que o pai de Diogo Pires,  Henrique Pires ou Isaac Cohen foi queimado nos autos-de-fé que ocorreram entre 7 e 12 de Junho de 1556.

Em fins de 1556 ou princípios de 1557, Diogo Pires saiu de Itália para Ragusa, hoje Dubrovnik. Era na altura uma pequena república independente, que fazia a ponte entre a Europa e o Império Turco, onde se integrava a actual Bósnia. Ali ficou até à morte, em 1599,  de tal modo que é praticamente considerado na Croácia como um poeta nacional.


Convém saber distinguir o poeta Diogo Pires, de que aqui referimos, do intitulado messias Diogo Pires, com o nome judeu Solomon Molcho ou Salomão Molco, que foi executado na fogueira em Mântua, em 1532.





Assinatura do português Salomão Molco ou Molcho.




Fonte: http://www.arlindo-correia





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Concerto no Olga Cadaval








A Reunion Big Jazz Band, um dos grupos mais acarinhados no universo do jazz, assinala um década de criação e de divulgação orquestral.

Dia 15 de Fevereiro, pelas 21h30, Auditório Acácio Barreiros - Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra.





Para mais informação: www.facebook.com/instantaneosimpro




Via: Agenda do Centro Olga Cadaval
 (Jan. /Fev./Mar. de 2014)








Tu B´Shevat 5774








"Plantar uma árvore é criar uma Galáxia".



Paula Rodrigues




quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pintores portugueses





José Grazina 

Nascido no Redondo (Alentejo), em 1964.





"Diálogo das Memórias, acrílico sobre tela.
Museu do Vinho, Redondo.





Sem título.