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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sugestão literária







Um pouco de história:
 
Não restam dúvidas sobre a manipulação clerical e inquisitorial do roubo ocorrido na Igreja Matriz de Odivelas em 10 de Maio de 1671, que foi pretexto para atiçar o ódio antijudaico e condenar ao fracasso, como infelizmente conseguiu, o processo de conciliação dos cristãos com os judeus. Se há motivos para considerar condenável aquele roubo praticado por António Ferreira, mais razão há para denunciar os verdadeiros criminosos daquele célebre caso: os padres da Inquisição, que executaram impiedosamente um jovem rústico e alcoolizado. Esta é a verdadeira história do Senhor Roubado. Deve encarar-se o monumento edificado em homenagem ao Senhor Roubado como um legado histórico que tem de ser assumido por inteiro, isto é, na sua beleza artística e eventual significado religioso, mas também como símbolo de tempos seculares em que se perseguiam, torturavam e queimavam pessoas, só por terem...
uma religião diferente da católica. Promover o seu estudo e o esclarecimento das circunstâncias históricas que o fizeram surgir, é o melhor que se pode fazer pela sua valorização e dignificação, particularmente junto dos estudantes.
 

Jorge Martins

 
(Retirado do livro)
 
 
 
 
 
Monumento do Senhor Roubado - Fotografia da Câmara Municipal de Odivelas
 
 
 
 

Homenagear o 1º de Dezembro, é um acto de cidadania.
 
Viva Portugal !!!


Pintores portugueses



Vanessa Azevedo


 
 
Palácio de Monserrate
 
 
 
 
 Câmara de Sintra

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Actividades culturais - Espanha




Dia 13 de Dezembro em Girona
 
 
 

Presentació del llibre "Els jueus de Girona i la seva organització. Segles XII-XV", de Jaume Riera i Sans

Presentació del volum 6 de la col·lecció Girona Judaica, "Els jueus de Girona i la seva organització. Segles XII-XV", de Jaume Riera i Sans. L'acte es celebrarà al Museu d'Història dels Jueus a les 19.30 h i anirà a càrrec de Pere Ortí, professor de la UdG, l'autor del llibre, Jaume Riera i l'alcalde i president del Patronat Call de Girona Carles Puigdemont.


 
 
 
Barcelona, os judeus e o comércio mediterrânico, séculos XII-XIV
 
 
 
 
Para ampliar, clicar na imagem
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Que delito fiz eu...





António José da Silva



Que delito fiz eu para que sinta
o peso desta aspérrima cadeia
nos horrores de um cárcere penoso
em cuja triste, lôbrega morada
habita a confusão e o susto mora ?

Mas se acaso, tirana, estrela ímpia,
é culpa o não ter culpa, eu culpa tenho.
Mas se a culpa que tenho não é culpa,
para que me usurpais com impiedade
o crédito, a esposa e a liberdade ?



António José da Silva (O Judeu)


  
António José da Silva (o Judeu), nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1705 e faleceu em Lisboa em 1739. Descendente de uma família cristã-nova que se refugiara no Brasil, vem para Portugal com a família. Forma-se no curso de Direito na Universidade de Coimbra e em 1737 é preso com a própria esposa grávida, Leonor Maria, a mãe, tia, o irmão André e sua mulher,  todos acusados de actividades judaizantes pela Inquisição. Foi executado em 1739 num auto-de-fé.
Conhecido como dramaturgo, escritor e comediógrafo de teatro de marionetas, as suas peças foram representadas no Teatro do Bairro Alto, onde conheceram grande sucesso popular.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Os Três Chapéus Amarelos"


Lenda ou realidade ?





Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal 



"...O rei de Portugal D. José I tinha ordenado que todo o português que tivesse sangue judeu deveria usar um chapéu amarelo.
Alguns dias mais tarde, o marquês de Pombal apresentou-se na corte com três desses chapéus debaixo do braço.
O rei, surpreendido, perguntou-lhe: “O que quereis fazer com tudo isso?”



 Pombal respondeu que queria obedecer às ordens do rei.
“Mas - disse o rei - por que tendes três chapéus? “
“ Tenho um para mim - respondeu o marquês - outro para o grande inquisidor e um para o caso de Vossa Majestade desejar cobrir-se.”





 de Cecil Roth, baseado no seu livro " A History of The Marranos".