É minha intenção primordial fazer deste blog um repositório das tradições, costumes, factos e curiosidades sobre os judeus sefarditas em Portugal, e consequentemente também da restante Península Ibérica.
Honremos sem complexos ou temores de qualquer ordem o nosso passado, para assim melhor conhecermos o presente e o nosso futuro, como pessoas e como nação.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Assim disse ele...
"Como hei - de
encontrar descanso depois dA Tua partida ? Quando isso acontecer, meu coração vai
contigo."
Há dias, a deambular pelo blog
do meu amigo Carlos – Por Terras de
Sefarad -, deparei com este vídeo. Fiquei encantada com a música, com o
timbre do instrumento solista, com os intérpretes, enfim, com tudo. Nele a
orquestra – Ashkelon Andalusian Orchestra de Israel -, dirigida pelo maestro
Tom Cohen, acompanha o músico Mark Eliyahu, intérprete de kamancheh, um tipo de violino típico da Ásia Central. Pareceu-me,
pois, apropriado escrever ente apontamento no Dia Internacional da Música.
Mark
Eliyahu
Mark Eliyahu, nasceu em 1982 na República
do Daguestão, e cresceu numa família de tradição musical. Aos quatro anos de
idade começou a estudar violino, continuando o estudo deste instrumento depois
da família se ter mudado para Israel. Aos dezasseis anos, encorajado pelo pai,
o compositor Piris Eliyahu, viajou para a Grécia com o objectivo de continuar os
seus estudos musicais. Foi lá que ouviu o kamancheh,
tendo então decidido viajar para o Azerbaijão, onde estudou este instrumento sob
a orientação do mestre Adalat Vazirov.
KAMANCHEH
Kamancheh tradicional (3 cordas de seda)
O kamancheh é um instrumento de cordas friccionadas, originário da
Pérsia, e descende do rebab, um
instrumento que se conhece desde o século VIII, associado à cultura islâmica e
antecessor do moderno violino. O kamancheh
tradicional tem três cordas de seda, ao contrário do moderno que tem quatro cordas
de metal, e uma caixa de ressonância em madeira, em forma de cabaça,
habitualmente coberta com uma membrana, que pode ser de pele de carneiro, bode
e às vezes de peixe. A palavra kamancheh
significa “pequeno arco” em persa (kæman,
arco, e cheh, diminuitivo). É um
instrumento muito popular na música clássica do Irão, Arménia, Azerbaijão,
Uzbequistão e Turquemenistão.
Kamancheh
moderno (4 cordas de metal)
Detalhe, Bahram Gur e a Princesa no Pavilhão Vermelho,
Irão, período safávida, c. 1560
Nesta pintura do século XVI, que
descreve uma festa na corte do rei persa Bahram Gur (421-438), podemos
observar, da esquerda para a direita, o daf
(percussão de pele), uma harpa arqueada, o kamancheh e o santur
persa (semelhante ao saltério na Europa).
Executante
de kamancheh, desenho a carvão, 1996, Mehrdad
Jamshidi, Irão
Dia
Internacional da Música
O Dia Internacional da Música foi proposto pelo grande músico e
violinista Yehudi Menuhin,
na altura Presidente do Conselho Internacional da Música (International Music Council). Foi celebrado pela primeira
vez a 1 de Outubro de 1975 e são seus objetivos:
«-a promoção da arte musical em todos os sectores da sociedade;
- a aplicação dos ideais da UNESCO de paz e amizade entre os povos;
-a evolução das culturas, a partilha de experiências e a
apreciação mútua dos diversos valores estéticos (...)» É
justamente neste espírito, que fechamos com uma canção da antiga Pérsia, mais
concretamente do Afeganistão – Laili Djân. A gravação pertence ao CD
Orient – Occident, do grupo Hespèrion XXI, sob a direcção de Jordi Savall. Os
músicos desta faixa são: Khaled Ahrman (rebab), Osman Ahrman (tulak),
Dimitris Psonis (santur), Driss al Maloumi (alaúde), Siar Hashimi (dardouka),
Pedro Esteban (pandeireta).
Judeus portugueses de Amesterdão celebram o festival de Sukkot, Bernard Picart, 1728.
Sucot - Festa das Cabanas, prolonga-se por sete dias e relembra a permanência dos hebreus no deserto. É também uma festa que está ligada com a natureza e clima de Israel, (bate com a estação das colheitas).
Principais Mitzvot - Preceitos
Construção de uma Sucá (cabana), e viver nela durante este período.
Abençoar as quatro espécies - Netilat Luvav.
Sendo que o sétimo dia é designado de Hoshaná Rabá, o último dia do "julgamento" divino.
Sefarditas e cristãos-novos portugueses em documentos arquivísticos de Roma
Recolha de James Nelson Novoa
Cátedra Alberto Benveniste - Centro de Documentação