É minha intenção primordial fazer deste blog um repositório das tradições, costumes, factos e curiosidades sobre os judeus sefarditas em Portugal, e consequentemente também da restante Península Ibérica.
Honremos sem complexos ou temores de qualquer ordem o nosso passado, para assim melhor conhecermos o presente e o nosso futuro, como pessoas e como nação.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A frase da semana
"Vencerei os rebeldes, não importa a que preço."
Bashar al-Assad
(Presidente da Síria)
Fonte: Revista Visão - 30 de Agosto a 5 de Setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
MOTELx - Festival de Cinema de Terror
De 12 a 16 de Setembro, sessões a partir das 13h00. Cinema de São Jorge Av. da Liberdade, 175 - Lisboa
Sua obra mais conhecida chama-se Declaração das 613 Encomendanças, publicada em 1627, por industria e despesa de Abraham Pharar, judeu do desterro de Portugal.
Gravura do século XVII, Paris - Biblioteca Nacional.
Via: Portal Anussim
Naftali Herstik, Alberto Mizrachi, Benzion Miller with the Neimah Singers - Tumbalalaika
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Mi Chamocha (Quem é como Tu)
*A prece-poema Mi Chamocha (Quem é como Tu), redigida por Isaac Aboab da Fonseca durante o terrível cerco das forças luso-brasileiras em 1646, retrata a fome e o desespero de todos os habitantes do Recife. Testemunhos holandeses são ainda mais dramáticos revelando como a população foi obrigada a alimentar-se de cães e gatos. O poema também é uma prece em agradecimento pela chegada de dois navios holandeses carregados de provisões, o Walk e o Elizabeth.
** Rabino e escritor português. É o primeiro religioso de origem judaica a chegar ao Brasil. Isaac Aboab da Fonseca (1605-1693) nasce em Castro Daire e, ainda criança, é levado para a Holanda. Nesse período, a Inquisição tem grande poder em Portugal, e milhares de famílias de judeus portugueses são expulsas do país. A Coroa holandesa, que actuava na vanguarda do movimento de reforma do catolicismo, adopta a política de acolher perseguidos religiosos de várias partes da Europa. A maioria dos judeus emigrantes que se estabelece no país vive na penúria. Com a tomada do Recife pela Holanda, esses grupos são atraídos pela oportunidade de progredir na mais rica capitania portuguesa da época, e navios fretados por judeus passam a chegar quase todo mês no Recife. Para chefiar essa comunidade judaica, em crescimento acelerado no Recife, é enviado ao Brasil em 1642 o rabino Fonseca, que passa a ser o primeiro religioso judeu das Américas. Nessa condição se torna o primeiro escritor de textos literários em hebraico do Novo Mundo, ao redigir três orações em que relata o sofrimento e as provações por que já passara o povo judeu. Em 1654, com a retomada da cidade pelos portugueses e a hostilidade para com os judeus, por causa da intolerância religiosa que existiu em algumas épocas em Portugal, o rabino retorna a Amesterdão para reencontrar sua família. Trabalha como director da Academia Religiosa e participa do tribunal que excomunga o filósofo Benedito Spinoza, em 1656. Escreve várias obras em castelhano e em hebraico. Também conhecido pelo apelido São João de Luz, morre em Amesterdão, aos 88 anos.
*** Teatro Do Descobrimento - Anna Maria Kieffer e Grupo ANIMA - Música no Brasil nos séculos XVI e XVII
Anna Maria Kieffer (concepção)
Cantigas ibéricas (sécs. XIII-XVI) Cantigas tradicionais brasileiras Cantos indígenas recolhidos por Jean de Léry, Hans Staden, José de Anchieta e Gregório de Matos Música no Brasil holandês - A Sinagoga do Recife A presença africana
Anna Maria Kieffer, mezzo-soprano Ruben Araujo, tenor David Kullock, barítono Mario Solimene, baixo André Litwak Gassoul, shofar (participação)
ANIMA: Isa Taube, soprano Ivan Vilela, violas João Carlos Dalgalarrondo, percussão Luiz Henrique Fiaminghi, rabecas brasileiras Patricia Gatti, cravo Valeria Bittar, flautas
Via: You Tube
Feira Setecentista de Queluz
Recriação de uma feira do século XVIII, dias 14 - 15 e 16 de Setembro.
A feira decorrerá no largo fronteiro ao Palácio de Queluz.
"O que é pena é que neste areal da vida, onde cada um segue o seu caminho, não haja nem tolerância nem humildade para respeitar o norte que o vizinho escolheu."