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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Somos árvores...




Somos árvores, vivendo 
duas vidas de uma só vez. Uma vida irrompendo do solo para este mundo. Onde, com toda nossa força, lutamos para nos elevar acima dele, aproveitar o sol e o orvalho, desesperados para não sermos arrancados pela fúria das tempestades, ou consumidos pelo incêndio.




E há nossas raízes, profundas sob o solo, inabaláveis e serenas. Elas são nossos antigos ancestrais, Abraão, Sara, Isaac, Rebeca, Yacov, Leah e Raquel. Eles estão dentro de nós, em nosso âmago. Para eles, não há tempestade, não há luta. Existe apenas o Único, o Infinito, para Quem todo o cosmos com todos seus desafios são nada mais que uma fantasia renovada a todos os momentos a partir do vácuo.

Nossa força vem de nosso vínculo com eles, e com seu apoio venceremos a tempestade. Traremos beleza ao mundo no qual fomos plantados.



Por Tzvi Freeman



(Enviado por Ziva bat David)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Cumprir o Acordo a Todo o Custo ", cartoon de Henrique Monteiro



Assim disse ele...







Quem é sábio ?
Aquele que aprende com todos.
Quem é poderoso ?
Aquele que se conquista a si mesmo.
Quem é rico?
Aquele que se contenta com o que tem.
Quem é honrado ? Aquele que trata a todos honradamente.




Shimon ben Zoma (século II), Talmude, Pirkei Avot


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A frase da semana





"A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza."




Charlie Chaplin

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Shabat Shalom





Centro Judaico de Trancoso






Centro de Interpretação Judaico “ISAAC CARDOSO” E SINAGOGA “BEIT MAYIM HAYIM” (Casa das Águas Vivas) 

Uma obra que cresce em memória da Cultura Judaica em Trancoso
O Centro de Interpretação Judaica “Isaac Cardoso” que inclui a Sinagoga “Beit Mayim Hayim” está a crescer no coração da Judiaria (antigo bairro judeu) de Trancoso numa iniciativa da Câmara Municipal que assim pretende criar um espaço de estudo, reflexão e conhecimento da presença hebraica nesta cidade (antiga vila medieval) e sobretudo das Beiras.
É uma obra que é assumida pela autarquia e sobretudo pelo seu presidente, Júlio Sarmento, como uma “mais-valia que valoriza o Centro Histórico de Trancoso, tornando-o como pólo difusor do conhecimento e estudo da presença judaica mas também catalisador quer cultural quer turística e mesmo religiosa tendo em conta incluir uma Sinagoga que é um modelo da Sinagoga Sefardita da península Ibérica”.




Ocupando um lote situado junto do Poço do Mestre e nas proximidades da Casa do Gato Negro (que tem inseridas na fachada as Portas de Jerusalém e o Leão de Judá, entre outras esculturas), vai ter um pequeno jardim evocativo da água (daí Mayim Hayim = Águas Vivas), duas salas de exposições temporárias com a possibilidade de organização de áreas de projecção de vídeos e completa acessibilidade a todos os espaços públicos do também conhecido por Museu Judaico, a Sinagoga, áreas de apoio.
A sala principal, que remete para o espaço sagrado da Sinagoga Sefardita e que tem na Sinagoga de Tomar a sua expressão mais evidente, eleva-se na massa pétrea do edifício, “crescendo” em toda a sua altura, deixando que a luz do sol entre coada por um tecto onde a geometria filtra e molda a percepção de espaço sagrado (da memória descritiva).
Dois envidraçados de grande dimensão vão permitir ver, simultaneamente, o Poço do Mestre e o pequeno jardim na ruína das paredes do antigo edifício existente – onde estão esculpidos cruciformes e outras marcas (sonho de Jacob, por exemplo) – realçando todo o simbolismo da água na cultura judaica.




O Presidente do Município de Trancoso, Júlio Sarmento, não tem dúvidas de que o Centro de Interpretação “Isaac Cardoso” vai permitir “uma maior afluência de visitantes a Trancoso, designadamente judeus não só de Israel mas de outros países e continentes que aqui podem usufruir de um espaço cultural, com significado religioso e de memória de um povo – o Judeu – que em muito contribuiu para a dinamização social, cultural e económica de Trancoso, especificamente, mas do país em geral e, sobretudo, das Beiras e zonas transfronteiriças com Espanha”.


Fonte: "Câmara Municipal de Trancoso"


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fernando Pessoa tinha origens em Alfaiates - Sabugal


O maior poeta português do século XX, Fernando Pessoa, era descendente de Custódio da Cunha, trineto do alcaide-mor do castelo de Alfaiates, Pêro da Cunha e de sua mulher Brites do Mercado, de família judia convertida, natural da vila de Alfaiates, no actual concelho do Sabugal.

Um rigoroso estudo da árvore genealógica do poeta e escritor Fernando Pessoa disponível no portal «geneall.pt» – base de dados com as árvores genealógicas de grandes nomes mundiais – «chega até» Manuel Pessoa (meados do séc. XVI), cuja filha, Francisca Pessoa, casou em Montemor-o-Velho em 1612 com Gaspar de Oliveira, pais de Madalena Pessoa. Esta casou com Custódio da Cunha Oliveira, natural de Alcaide. O sangue cristão-novo da família, que tanto destacou o poeta, deriva desta casamento, pois Custódio da Cunha Oliveira era trineto do alcaide-mor do castelo de Alfaiates, Pêro da Cunha, fidalgo da casa de D. Manuel I e de D. João III, e de sua mulher Brites do Mercado, de família judia, convertida, natural da vila de Alfaiates.
Custódio da Cunha e Madalena Pessoa foram pais de Sancho Pessoa da Cunha e de Manuel da Cunha Pessoa, ambos nascidos no Fundão. Manuel casou com Ana Nunes da Cunha e o filho de ambos, Diogo Nunes da Cunha Pessoa, casou com Rosa Maria Pessoa. Tiveram como descendente o médico Daniel Pessoa e Cunha que nasceu em Serpa e casou em Faro em 1808 com Joana Pereira de Araújo e Sousa, filha do militar brasonado José de Araújo e Sousa, natural de Arouca e de sua mulher Bárbara de Sequeira Mimoso, de ilustres famílias algarvias. Daniel Pessoa e Cunha e sua mulher foram pais do general Joaquim António de Araújo Pessoa (1813-1885), avô paterno de Fernando Pessoa.
O poeta e escritor Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa nasceu no dia de Santo António, 13 de Junho de 1888, em Lisboa num prédio do Largo de São Carlos, em frente ao teatro do mesmo nome e perto da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires.
Foi primogénito do casamento de Joaquim António de Nogueira Pessoa, natural de Tavira, funcionário do Ministério da Justiça e crítico musical no Diário de Notícias, com Maria Madalena Pinheiro Nogueira, açoriana da ilha Terceira. O pai do poeta faleceu em 1893 com tuberculose e três anos depois a família parte para Durban, na África do Sul, em consequência do segundo casamento da mãe de Fernando Pessoa com o cônsul português naquela cidade. Deste casamento a mãe de Fernando Pessoa terá mais cinco filhos.
Em 1905 a família regressa a Lisboa onde o poeta passa a viver e a trabalhar e onde escreve toda a sua obra até morrer solteiro e sem descendência em 1935.
O poeta acreditava na força da sua hereditariedade tendo sempre afirmado descender de uma família «mista de fidalgos e judeus beirões».
O portal «Geneall.pt» em língua portuguesa incorpora genealogias e é um projecto de carácter científico e cultural para promover, divulgar e conservar estudos e investigações numa base de dados única sobre as ligações genealógicas de figuras históricas.



Fonte: "Capeia Arraiana"