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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Esnoga de Malhada Sorda e Judiaria de Vilar Formoso vão ser recuperadas.











A Câmara Municipal de Almeida vai recuperar ainda este ano, a Esnoga existente na Malhada Sorda. Já quanto à antiga judiaria em Vilar Formoso, apesar das adulterações no seu património, o município tem ideias para uma futura intervenção.






Professor Adriano Rodrigues.



Por ocasião do lançamento do mais recente livro do historiador Adriano Vasco Rodrigues, “Gente de Nação Além e Aquém do Côa (Judeus Sefarditas)”, editado pelo Município de Almeida e que retrata ao longo da história a presença dos judeus na região, o Presidente da Câmara Municipal de Almeida salientou que a obra é também uma desafio lançado aos autarcas, para a recuperação do património dos centros históricos e para a valorização das antigas judiarias existentes na região.

António Baptista Ribeira recordou que no concelho de Almeida, no que diz respeito a património judaico, existem dois casos que têm merecido uma atenção por parte da autarquia, a “Esnoga”, pequena sinagoga secreta, que terá existido na freguesia de Malhada Sorda e a antiga judiaria que existe na Rua da Moureirinha, no Povo de Vilar Formoso, muito próximo da antiga Escola Primária Albino Monteiro. 






A recuperação da Esnoga na Malhada Sorda está para breve já quanto à antiga judiaria em Vilar Formoso, apesar das adulterações no património, a Câmara Municipal de Almeida está atenta e já tem ideias para uma futura intervenção. 






Recorde-se que o livro do historiador Adriano Vasco Rodrigues, “Gente de Nação Além e Aquém do Côa (Judeus Sefarditas)” recentemente apresentado em Almeida, faz ampla referência à fronteira de Vilar Formoso, pela qual terão entrado, vindos de Ciudad Rodrigo, cerca de 35 mil judeus, em 1492, expulsos pelos Reis Católicos de Espanha. Muitos espalharam-se pelas aldeias raianas. Alguns fixaram-se em Vilar Formoso e criaram uma judiaria, de que se conserva ainda testemunho, na Rua da Moureirinha. 




Via: Rádio Fronteira

 http://www.radiofronteira.com
Fotografias retiradas da Rádio Fronteira.




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A Brigada Judaica (1944 - 1946)




Tratou-se de uma unidade militar que serviu na II Guerra Mundial, incorporada no exército britânico e, na verdade, em todas as forças aliadas, como uma formação independente, nacional judaica e militar. 






A Brigada Judaica foi composta principalmente por judeus de Eretz Yisrael e teve o seu próprio emblema. A criação da brigada foi o resultado final dos esforços prolongados pelo Movimento Sionista para conseguir a participação e a representação do povo judeu na guerra contra a Alemanha nazi .





Em 1940, os judeus da Palestina tinham permissão para se alistar em formações judaicas ligadas ao East Kent Regiment (o "Buffs"). Estes grupos militares foram formados por três batalhões de infantaria no recém-criado "Regimento Palestina." Os batalhões foram transferidos para a Cirenaica e Egipto, mas, também, como na Palestina, eles continuaram a ser empregues principalmente em missões de guarda. Os soldados judeus exigiram participar na luta e no direito de hastear a bandeira judaica.

Numa carta dirigida a Chaim Weizmann em 1944, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill declarou, que seu governo estava preparado "para discutir propostas concretas", em matéria de formação de uma força de combate judaica.

Enquanto os judeus foram dispersos por todo o exército britânico, a Agência Judaica queria concentrá-los em uma unidade própria.




Weizmann e Churchill.





Churchill era muito mais receptivo à ideia do que o seu antecessor, Neville Chamberlain.
Chamberlain desaprovou de todo a criação de uma brigada composta por judeus, temendo que isso daria mais legitimidade ao anseio dos mesmos pela independência nacional. 

À medida que mais informações sobre a tragédia na Europa vinham a público, os britânicos resolveram ceder às exigências sionistas para uma unidade militar judaica.

Após seis anos de negociações prolongadas, o governo britânico concordou com a criação de uma Brigada Judaica, formada em finais de 1944. Este grupo de combate, consistia em infantaria, artilharia e unidades de serviço. Após um período de instrução no Egipto, a Brigada Judaica, com cerca de 5.000 soldados, participaram nas batalhas finais da guerra na frente italiana, sob o comando do judeu canadiano, brigadeiro Ernest Benjamin. Em Maio de 1945, a Brigada foi transferida para o  Nordeste da Itália, onde, pela primeira vez, encontraram sobreviventes do Holocausto.  






Soldados da Brigada Judaica em acção de combate, na ofensiva final levada 
a efeito pelos aliados na Itália, Março de 1945.





Alemães capturados, Abril de 1945.





Camiões militares pertencentes à Brigada, na cidade de Roma.



No verão de 1946, as autoridades britânicas decidiram dissolver a Brigada.




Vídeo de Bruno Kampel.



A experiência adquirida na Brigada Judaica e no exército britânico, seria no futuro colocada em uso novamente já em Israel, durante Guerra de Independência (1948). 
Mais do que o seu valor militar, no entanto, a Brigada Judaica serviu como um símbolo de esperança para renovar a vida judaica em Eretz Israel. Os soldados da Brigada Judaica reuniram-se com sobreviventes do Holocausto nos campos de deslocados, levando-os a cultura judaica e sionista. A Brigada Judaica também foi fundamental para levar muitos dos sobreviventes para a Palestina.





Fontes e fotografias de: www.flamesofwar.com
www.jewishvirtuallibrary.org
www.ushmm
wikipedia.org



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

In memoriam




Mário Esteves Coluna 
(1935 - 2014)








Fotografias retiradas de: www.slbenfica.pt e
aoutravisao.wordpress.com




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Provérbio







"Não é o que possuímos, mas o que gozamos, que constitui nossa abundância."


Provérbio árabe


A Chave em Salónica








A Chave em Salónica


Abarbanel, Farias ou Pinedo
atirados de Espanha por ímpia
perseguição, conservam todavia
a chave de uma casa de Toledo.

Livres agora da esperança e do medo,
olham a chave ao declinar do dia;
no bronze há outroras, distância,
cansado brilho e sofrimento quedo.

Hoje que sua porta é poeira, o instrumento
é cifra da diáspora e do vento,
como essa outra chave do santuário

que alguém lançou ao azul quando o romano
com fogo temerário acometeu,
e que no céu uma mão recebeu.



Jorge Luís Borges


(Enviado por Dora Caeiro)



domingo, 23 de fevereiro de 2014

Destaque literário







Curiosidade






Tomar

Fotografia de Luís Ribeiro -  tomaracidade.blogspot.pt




Abraão, Mordechai, Isaac e Moisés, terão sido provavelmente os nomes mais comuns dos judeus residentes no nosso país, e sobre os seus apelidos ?
Uma questão curiosa que, o doutor Manuel Conde nos dá a conhecer em relação a alguns dos apelidos de judeus, neste caso em particular, sobre os que habitaram a comunidade de Tomar.  





Sinagoga e mikveh de Tomar.
Fotografias retiradas da Shalom Gallery.





No livro "Judiarias, judeus e judaísmo", o investigador revela-nos o seguinte: 

"Durante a primeira metade do século XIV, a população judaica de Tomar teria atingido valores na ordem dos 150 a 200 indivíduos, segundo um estudo de Maria José Ferro Tavares.
Na segunda metade, houve um crescimento natural da comuna, sem contudo ultrapassar a ordem dos 300 indivíduos.
Entre os apelidos está o Alegria (revelando um estado de alma), e outros de carácter mais mundano, como Pinchel e Chaveirol.
Na primeira metade do século XV, a onomástica familiar dos judeus revela-nos os Sapaio, os Alfandalim, os Barzelai, os Naar, os Pichel entre muitos.
Já durante a segunda metade de quatrocentos, surgem-nos nomes com destaque para os Baruc (...)".



De Manuel Sílvio Alves Conde


"Judiarias, judeus e judaísmo",  págs. 76, 77 e 78.
Edições Colibri




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A frase da semana







"Se um gato preto atravessar o meu caminho, significa que o animal está a ir para algum lado.”




Groucho Marx


Noitada Musical "O Ciclo da Vida "







Dia 29 de Março


A música desempenha um papel central no judaísmo e acompanha o indivíduo em todos os eventos mais importantes da sua vida. Desta vez, iremos conhecer o dia a dia de uma família sefardita, através das próprias melodias dos eventos mais importantes. 
"O Ciclo da Vida" não é uma palestra, não um concerto apenas, não um simples jantar, é mais do que isso.


História, música e gastronomia se reúnem para fazer desta noite uma experiência inesquecível, em que os participantes têm um papel de liderança, acompanhado em todos os momentos pelas vozes do grupo "Kantares da Nona " .


Noite


Atelier de gastronomia no casamento sefardita. Deixe-se seduzir por um dos episódios mais emocionantes da vida sefardita enquanto você aprende a cozinhar o seu prato mais representativo .
Inspiração de um jantar sefardita com a explicação dos pratos. 
Café concerto participativo, cujo foco é o "Ciclo da Vida", no qual se aprende sobre os romances sefarditas da cidade de Salónica (Grécia), destino de grande parte dos judeus Aragoneses. 
Descobrir sua história, letras e instrumentos que lhe dão voz.




Repertório sefardita


 1 - Borda paraliturgical : Ygdal -Ki Eshmera
. 2 - Lyric Song: O enflorece Rosa
. 3 - Romance: A donzela guerreira
. 4 - Romance: A filha é o rei
5 - . Cantiga casamento já deixou o mar galante
6 - Romance of the Cid Reclamações Jimena .
. 7 - romance do rei Ferdinand na França
. 8 - Lyric Song: Qual é a sua porta de paixão.
. 9 - Romance: A morte do príncipe Don Juan
. 10 - Canção lírica : Caro Adio
. 11 - Romance: Retorno do marido
12 - . Canção lírica Durme , estão dormindo
13 - Cantiga parto Brit Milá.
14. - Romance: Casablanca Passing





Via: Cals d'Aragón



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sugestões




Concertos no CCB
Centro Cultural de Belém - Lisboa

Glenn Miller Orchestra



Dia 20 de Fevereiro, pelas 21h00 
no Grande Auditório.




Ute Lemper canta Pablo Neruda



Dia 21 de Fevereiro, às 21h00.

No Grande Auditório

(Produção Incubadora D´Artes)


Mais informações em: www.ccb.pt




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"O herói-surpresa", cartoon de Henrique Monteiro







Exposição em Paris





O Centro Cultural Judeoespañol Al Syete (Paris), apresenta no Memorial Shoah a exposição “Salonique, épicentre de la destruction des Juifs de Grèce (mars-août 1943)” , até ao dia 16 de Março. 
Na véspera da II Guerra Mundial, Salónica, apelidada da Jerusalém dos Balcãs, foi o lar de 56 mil judeus, 70% da comunidade judaica na Grécia.


A 9 de Abril de 1941, os alemães entraram na cidade e lançaram as primeiras medidas anti-judaicas. Alguns meses mais tarde, os judeus foram levados para um gueto e a 15 de Março de 1943, partiu o primeiro comboio com destino a Auschwitz - Birkenau, Polónia. 






Em poucos meses, de Março a Agosto ocorreu a deportação de quase toda a comunidade judaica de Salónica. No total, mais de 48.000 judeus de Salónica foram deportados, menos de 2000 voltaram. 
Salónica tornou-se, depois de mais de 450 anos de vida sefardita, num lugar livre de judeus, (Judenrein). 







  Em Julho de 1942, foram reunidos na Praça Eleftherias (Salónica), aproximadamente cerca de 9.000 judeus para serem registados, e posteriormente enviados para os trabalhos forçados. 

(Fotografia da Bundesarchiv Bild)

 memorialmuseums.org





Humilhação pública dos judeus por parte do ocupante alemão.
Fotografias datadas de 11 de Julho de 1942.

(Bundesarchiv Bild)

www.hri.oro - Jewish Community of Thessaloniki
abravanel.wordpress.com







(Bundesarchiv Bild)

Fotografias retiradas de abravanel.wordpress.com.



Documentos de arquivo, fotografias e objectos são apresentados pela primeira vez no Memorial e ilustram um aspecto pouco conhecido da história do Holocausto. 
Haverá visitas guiadas gratuitas à exposição de 6 de Março, pelas 19h30, bem como visitas temáticas.
Localização : Memorial de la Shoah (17, rue Geoffroy- l'Asnier ). 




Via: www.sefaradeditores.com

(Carta de Sefarad- Fevereiro)



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sinagoga Yochanan Ben Zakai







Fotografia da jerusalem.com/photos/gallery




Após os éditos de expulsão em Espanha e Portugal, os judeus sefarditas encontraram numa primeira fase, refúgio em regiões como o norte de África e posteriormente mais a leste, no Império Otomano, onde foram recebidos com tolerância.

Devido a essa particularidade, pode-se encontrar no antigo bairro judeu de Jerusalém, que ficou sob o controle Otomano no início do século XVI até ao século XX (1917), um grupo inteiro de sinagogas sefarditas estabelecidas no século XVII. 





wikipedia.org



Destaco hoje para a sinagoga Yochanan Ben Zakai, situada na rua Mishmeret Kehuna (Cidade Velha), construída pelos judeus sefarditas, descendentes dos que foram expulsos da Península Ibérica.
Este templo serviu como um dos principais centros sefarditas do bairro. 





Fotografia da wikipedia.org




Fotografia do jornal haaretz.
(Mike Rogoff)




Em 1948, parte do edifício foi derrubado devido aos combates e posteriormente restaurado, mantendo a traça original.  
No passado, o rabino chefe sefardita era escolhido aqui, sendo que ainda hoje é a casa de oração da comunidade local sefardita.





Fontes: www.jewishvirtuallibrary.org
http://allaboutjerusalem.com
www.jewish-quarter.org.il