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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sugestão literária




O Leão de Judá Rugiu em Lourosa de Besteiros
 
 
 
 
 
Lourosa de Besteiros é uma pequena localidade do concelho de Tondela onde os Judeus e depois os Cristãos-Novos viveram e deixaram as suas marcas.
 
Quem terão sido? O que fariam? Que tipos de vida comunitária terão vivido? Porque deixaram suas marcas de forma tão expressiva? Cabalistas? Seculares? Mestres de ofício, Físicos, Filósofos, Poetas? Quais os seus nomes? De onde vieram?
 
As perguntas são muitas e a busca de respostas são imensas!
 
Lourosa de Besteiros encerra um conjunto centrado pela Casa Grande (1612-2012) memórias testemunhadas em sinais, marcas, inscrições e um tanto de mistério que mesmo ao mais incauto visitante desperta curiosidade e estimula a imaginação e meditação num tempo em que a “Gente da Nação” Desenvolveu trabalho na Terra com os olhos postos no céu.
 
Luís Filipe Pereira e A. Domingues Pereira explicam no livro “ O Leão de Judá Rugiu em Lourosa de Besteiros” muitos desses mistérios numa tentativa actual de interpretar os sinais do passado.
 
A obra tem características inéditas, direi mesmo únicas!
 
 
Quem enfraqueceu a Sansão e desacreditou a David e fez néscio a Salomão- Lourosa de Besteiros.
 
(Rede de Judiarias de Portugal)
 
Profusamente ilustrada, cativa desde a primeira página o leitor para empreender uma viagem no tempo e penetrar no íntimo daqueles que lavraram mensagens de fé na torsa do edifício de planta quadrangular que terá servido de Sinagoga ou Casa de Culto, olhando o Oriente para Jerusalém em direcção da qual se dirigiam as preces e o voto de “ L’ Shanha Haba B’ Yerushalaim” (No próximo ano em Jerusalém).
 
Luís Pereira dedica “O Leão Rugiu em Lourosa de Besteiros” à memória de seu pai, professor José Ribeiro dos Santos Pereira que “Atendendo a seu conhecimento, à sua cultura e à sua salvaguarda e na preservação dos vestígios judaicos de Lourosa de Besteiros. Acompanhou todo o processo de estudo e de investigação desde o seu início até ao anúncio da publicação deste livro”.
 
Pretendo com esta publicação “homenagear a memória Viva das gentes de Lourosa de Besteiros” os autores realçam que “o legado judaico é uma realidade cultural, histórica e social de Lourosa de Besteiros”.
 
Um convite à leitura e meditação deste livro de Luís Filipe Pereira e A. Domingues Pereira para conhecer a terra onde o Leão de Judá Rugiu em Lourosa de Besteiros.
 
 
José Levy Domingos
 
(Jornalista, membro do conselho consultivo da Rede de Judiarias de Portugal, investigador e historiador sobre o judaísmo e os judeus).
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A frase da semana








"Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não futuro que a gente vive ? (...)"



Al Berto, in  "Entrevista à Revista Ler (1989)"

Vestígios e memórias do passado



Necrópole de Lucena - Córdoba, Espanha



Numa investigação liderada pela drª. Elena Villafranca no ano de 2007, a uma necrópole hebraica, revelou-se através da aplicação do método de carbono 14, um período de ocupação deste cemitério judeu entre os anos 1000 e 1050 da e.c., enfatizando a importância que teve Lucena nesse período. O estudo, baseou-se em três dos túmulos escavados num conjunto de 343 encontrados.
Também no local foi descoberta uma lápide com escrita hebraica.





Imagem: Botella Ortega e Casanova Miró. "Cemitério Judeu de Lucena.



Para mais informação:

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Rir é o melhor remédio






Portugueses, fixem bem esta imagem em movimento, estão sendo hipnotizados.
Quem vos fala é o vosso querido Ministro das Finanças, o tio Vitor Gaspar, e é para vos transmitir que: ESTAMOS NO BOM CAMINHO, NO BOM CAMINHO, NO BOM CAMINHO...


Salomé





Insónia roxa. A luz a virgular-se em medo,
Luz morta de luar, mais Alma do que a lua...
Ela dança, ela range. A carne, álcool de nua,
Alastra-se para mim num espasmo de segredo...

Tudo é capricho ao seu redor, em sombras fátuas...
O aroma endoideceu, usou-se em cor, quebrou...
Tenho frio... Alabastro!... A minh'Alma parou...
E o seu corpo resvala a projectar estátuas...

Ela chama-me em Íris. Nimba-se a perder-me,
Golfa-me os seios nus, ecoa-me em quebranto...
Timbres, elmos, punhais... A doida quer morrer-me:

Mordoura-se a chorar - há sexos no seu pranto...
Ergo-me em som, oscilo, e parto, e vou arder-me
Na boca imperial que humanizou um Santo...




Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'




Mário de Sá-Carneiro

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013




“NÃO PROÍBAS AO TEU PRÓXIMO O QUE AUTORIZAS A TI MESMO.”



(COMENTÁRIO SOBRE O ÊXODO)



SABEDORIA JUDAICA, EDITORA PERGAMINHO


Sefarad, mais do que um conceito... 




Corria o ano de 1492, e em Espanha o esboçar de um grande império dava os seus primeiros passos, com os navios do Almirante Colombo ancorados em terras do Novo Mundo.




Sob a coroa de Castela e Aragão, há muito que os reis católicos, Isabel e Fernando, encetavam uma política de unificação de todo o território, culminando o processo da reconquista com a tomada do reino de Granada aos muçulmanos, no dia 2 de Janeiro de 1492. 




Pintura de  Francisco Pradilla (1848-1921), representando a rendição do rei Boabdil aos Reis Católicos (Museu do Prado, Madrid). 


A Al-Andalus desaparecia para sempre perante o olhar triste e inconformado do rei Abu Abd Allah Muhammad XII, conhecido por Boabdil (último rei de Granada), que ao tomar consciência de ter perdido a sua jóia, não se conteve, e terá derramado lágrimas na hora de sua partida para o exilio.
Três credos e um mesmo Deus coabitavam em Espanha desde há muitos séculos, cristãos, judeus e muçulmanos viviam nas mesmas povoações e cidades, fazendo o comércio, discutindo entre si textos clássicos sobre medicina, poesia ou literatura.
Porém, algo iria mudar radicalmente no quotidiano referente às duas minorias religiosas (principalmente em relação aos judeus), exemplo disso mesmo foram os massacres ocorridos contra muitas das comunas judaicas no verão de 1391, como Sevilha, Córdoba, Toledo, Valência, Palma de Maiorca ou em regiões de Aragão e Catalunha, onde centenas de milhares de pessoas foram assassinadas ou convertidas à força, consequência de uma crise política interna, ampliada pelos discursos inflamados de pregadores locais, entre eles o famoso dominicano Vicente Ferrer.




Vicente Ferrer
 



Matança de judeus em Barcelona - ano de 1391.


(Neste mesmo ano e devido aos tumultos no país vizinho, muitas famílias de judeus entram em Portugal).


(...) Em seguida, os próprios judeus vieram para as igrejas para ser baptizados, e assim eles foram, e muitos em Castela foram feitos cristãos. Depois de seu baptismo, alguns foram para Portugal (...) onde depois de passado algum tempo, voltaram a ser judeus em lugares onde não eram conhecidos (...)

Andres Bernaldez na crónica "Lembranças do reinado dos reis católicos", que abrange alguns destes eventos.




Os reis católicos assinam o decreto de expulsão dos judeus.


Se porventura o ano de 1492 é considerado como um ano de "glória" da antiga Hispânia, já numa perspectiva mais critica podemos considerar que foi o ano em que a Espanha deu um passo atrás. Sefarad e todo o seu legado deixou de existir, envolvido incomensuravelmente pelas nuvens sombrias da intolerância, do medo, da repressão e do empobrecimento de toda uma nação (a nível cultural e económico), algo que se vai passar de forma semelhante no reino de Portugal quatro anos depois. 




As migrações dos judeus portugueses e espanhóis entre 1492 e 1496/97.


Com o decreto de Alhambra de 31 de Março de 1492  (Espanha), e com o édito assinado pelo rei D. Manuel I no Paço de Muge, a 5 de Dezembro de 1496 (Portugal), ordenando a expulsão dos judeus e mouros dos seus respectivos reinos, muitos, senão a maioria dos judeus, pouca coisa levou para além da sua sabedoria, seu pensamento e sua riqueza cultural, de que vão beneficiar os países que os vão acolher. 
Terão levado as chaves de suas casas na esperança de um dia retornarem, levaram com certeza os rolos sagrados da torah e outros manuscritos religiosos e ciêntificos que possam ter sobrevivido a assaltos anteriores às judiarias.
Deixaram  na Península as suas casas, sinagogas, bairros e palácios, mas também as suas tradições.




Sinagoga del Trânsito - Toledo




Judiaria de Sevilha




Judiaria de Hervás - Cáceres




Judiaria de Castelo-Branco - Rua do Caquelé , portado judaico, séc. XV.
Cátedra Alberto-Benveniste - Foto: José da Conceição Afonso (2009).




Rua do Monte dos judeus - Judiaria de Miragaia. - Porto.
Foto de Jorge Portojo




Sinagoga de Tomar



O interessante disto, é que gerações de judeus sefarditas espalhados pelo mundo inteiro receberam dos seus familiares a noção de uma Sefarad como terra pertencente ao imaginário emocional de um povo, terra que é sobretudo espiritual e seus limites geográficos quase infinitos, de tão grande que é e o que representa a palavra sefardita. 





Actualmente, há um ressurgimento emocional ligado ao retorno dos que desejam restabelecer os seus elos com o povo judeu, criando deste modo uma ligação que foi quebrada há mais de 500 anos. Eu fui um deles, voltei não pelo factor determinante da fé ou religião, mas apenas e só pelas ligações ancestrais que tenho com os denominados conversos, uma identificação que paulatinamente fui descobrindo ao longos dos anos no seio familiar. Este é um dos muitos casos idênticos a tantos portugueses que têm o legítimo direito em fazer o seu retorno, basta estarem conscientes do facto e o desejarem. Não é e não será um caminho fácil, devido muitas das vezes à torpeza de objectivos e de atitudes que esbarramos em algumas comunidades, mas é e deve ser o nosso caminho mais natural.
Verifica-se por outro lado a existência em muitas autarquias portuguesas e nas comunidades espanholas, a noção  de que é importante para as suas aldeias, vilas ou cidades, levar a efeito a recuperação de espaços ligados ao  património judaico, seja no preservar dos edifícios situados nas antigas judiarias, cemitérios, na criação de museus ou mesmo na iniciativa de recuperar a memória de tradições há muito relegadas a um segundo plano no panorama histórico. 
Sefarad há muito que ultrapassou o conceito redutor de um território composto por Portugal e Espanha. legítimos herdeiros de uma glória passada no campo do conhecimento como a matemática, música, astronomia, medicina, literatura, ciência ou o comércio.
Hoje, pessoalmente vejo Sefarad como uma símbolo universal do ideal da liberdade e de comunhão entre povos,  sentinela da tolerância  e da construção de um homem melhor.

Esta é a minha Sefarad !!!



Fontes: "O advento dos Reis Católicos e a concretização do seu projecto unificador". Pedro Almeida Cardim - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Cátedra Alberto-Benveniste/www. chabad,org/wikipedia.org/jewishvirtuallibrary.org
Red de Juderías de España/portojofotos.blogspot.pt/www.spain.info/pt/Rede de Judiarias de Portugal/tomar.com.sapo.pt


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Shabat Shalom e um




"Memórias de Sefarad"






"(...)Emoldurada por lírios a infância por fim serena.
Cruzadas estão as mãos abaixo dos seios pequenos.
Outra cabeça ornarão seus cabelos tão perfumados
de jasmim enluarado dentro de um frasco lacrado.
Chora o menino inclinado sobre o beijo que não deu
na rosa desfalecida que a morte agora acolheu(...)"




Leonor Scliar-Cabral - Memórias de Sefarad. Ilustrações de Rodrigo Haro.

Florianópolis: Livros de Athanor, (1994).



Uma recriação de poemas e canções sefarditas, levada a cabo por Leonor Scliar-Cabral, a partir de pesquisas das tradições judias.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Poema dedicado à memória de António José da Silva (O Judeu)





Há recompensa a servir de bálsamo
A ira do teu espírito - 
Eles podem ter-te morto, mas foram eles quem ardeu !
Lestos no cadafalso e no garrote,
Para carne judia e corações judeus
castigar na fé e satisfazer o fogo dos fanáticos.
Que esqueçam as histórias incendiadas,
Que baixe a cortina no tenebroso enredo.
Eles riem agora em Lisboa e em Madrid
Em galas ressuscitadas da tua cómica musa;
Onde piras carnais se ergueram,
Eles titilam a golpes do florete de teu talento.
Saudações Judeu António, acredito que te sentas
À boca de cena, com irónica expressão, no lugar do ponto.


Walter Hart Blumenthal

Antropólogo e historiador norte-americano, nascido nos finais do século XIX



Via: notíciasdebusto.blogspot.com




Curiosidade


Apeadeiro de Vale Judeu, Loulé - Portugal





Fotografia: Raul - (2008) - olhares.sapo.pt


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Música tradicional sefardita



La rosa enflorece






"La rosa enflorece en el mez de mayo,
mi alma s´escurece, sufriendo de amor.
Los bilbilicos cantan, sospiran de amor.
Y la pasión me mata, muchigua mi dolor.
Mas presto ven palomba, mas presto ven a mí
mas presto tú mi alma, que yo me vo morir,
La rosa enflorece en el mez de mayo,
mi alma s´escurece, sufriendo de amor."


Pintores portugueses


Maria Inês Carmona Ribeiro da Fonseca (Menez)









(Guache sobre papel)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013





"Todo homem é mais parecido com sua época do que com seu pai".



Provérbio árabe

Mellah de Essaouira



Mellah é o nome usado em Marrocos para designar um bairro de judeus. Trata-se de um conceito semelhante ao das antigas judiarias de Portugal e Espanha e aos guetos da Europa Central e de Leste.
 

 


 
Mellah de Essaouira, Marrocos - Sinagoga Haim Pinto


Esta sinagoga é um local histórico em Essaouira, anteriormente conhecida como Mogador. Embora já não haja uma comunidade judaica em Essaouira, o edifício é uma sinagoga activa, usada quando os peregrinos judeus ou grupos turísticos visitam a cidade. A sinagoga é no segundo andar de um edifício de três andares, dentro das muralhas da cidade velha, que também era a casa do rabino Pinto e seu escritório. O edifício é de gesso caiado sobre alvenaria. A sinagoga é composta por uma única sala grande. Há duas secções para as mulheres. A sala da sinagoga passou por uma reforma moderna, ocultando o tecto e os capitéis das colunas.
 

 
 
 

Fotos: valley_girl tka



Inspiração: Blogue Eterna Sefarad



Marcas Judaicas em Penamacor



Marcas cruciformes em Penamacor
Trabalho em pdf









via: Sepharad Jewish Heritage



Vestígios e memórias dos passado



A localidade de Gouveia, começou por ter uma pequena comuna de 50 judeus no século XV, já no final da centúria seriam aproximadamente perto de 200 almas.
A comuna de Gouveia esteve sempre ligada ao trabalho da lã. Após a expulsão dos judeus de Espanha, muitos refugiados anuíram a Gouveia, com o intuito de intensificarem o trabalho dos lanifícios.
Na época, o trabalho neste sector era rudimentar, aproveitando os caudais das ribeiras, que oferecia energia hidráulica suficiente aos movimentos das rodas dos engenhos.
No ano da expulsão dos judeus de Portugal (Dezembro de 1496), a sinagoga foi inaugurada em dia de Rosh Hashanah, cujo o registo fica demonstrado na pedra granítica encontrada em 1967, durante as obras que estavam a ser efectuadas numa das casas da antiga judiaria local, na (Rua Nova).
Em Gouveia viveram famílias hebraicas como os Adida, Abenazo, Baruc, Faravam, Navarro e os Sacuto.






"A glória desta casa última será maior do que a antiga/ disse o Senhor dos Exércitos;
terminada foi a nossa santa e gloriosa casa neste ano:
e os resgatados do Senhor voltarão a Sião com alegria."


Espaço Arte e Memória, antigo Museu de Arte Sacra - Gouveia, Portugal



(Clicar na imagem para ampliar)


(Enviado pelo amigo Pedro Oliveira)



Via: Portal de Gouveia - Serra da Estrela


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Judiarias na Galiza



Das numerosas judiarias galegas existentes até 1492, destaco em particular sete. Duas delas, a de Ribadavia e Ares, são actualmente pólos de enorme interesse, quer no seu âmbito histórico, turístico ou, arquitectónico, uma vez que possuem casas medievais e outras já posteriores, construídas segundo o traçado da época.






A maior concentração de judeus deu-se na região de Ourense, e por isso, o viajante não ficará surpreendido em encontrar nesta cidade galega, o solar da antiga aljama judia em torno da Rua Nova.






Ribadavia faz parte integrante de um itinerário judaico ainda muito bem preservado, quase intacto perante a passagem dos séculos, bairro judeu formado entre os séculos XII e XIII. Temos a rua das lojas e de Santa Cruz, a Praça da Madalena, onde as casas se prolongam até à muralha.







Praça Mayor ou Praça da Madalena (Ribadavia)




Pontevedra - Aljama judia próxima da igreja de Santa Maria Maior e suas ruas adjacentes.
Santiago de Compostela - Destacar as ruas da Azabachería, Algalias e de Jerusalém.




Santiago de Compostela


Corunha - Aqui, realçar o lugar da "Pena dos Xudios", uma lembrança da presença deste povo por estas bandas, situado próximo do bairro de "A Rabiada", que foi antigamente um cemitério hebraico.






Ares - Localidade mais a norte e próxima da costa galega, possui um bairro de pescadores ainda com o aspecto inconfundível herdado da época dos judeus.
Finalmente na província de Lugo, em Monforte de Lemos, de salientar que a sua judiaria está geograficamente localizada na área mais alta da povoação.





Judiaria de Monforte de Lemos






Porta da casa dos Gaibor


Lugares cheios de memórias de um passado, para se desfrutar no presente.



Fonte: Texto de Mercedes Reig, "Viaje Por La España Judia" - Turismo de Espanha, (1985)
Fotografias: Blogue A Rúa Xudea/Celtaweb/ Turismo de Ribadavia