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quinta-feira, 31 de maio de 2012


“Forte é quem os seus maus pensamentos domina.”



  Provérbio  judaico




terça-feira, 29 de maio de 2012

Lançamento do Livro "Portugueses no Holocausto - Histórias das vítimas dos campos de concentração, dos cônsules que salvaram vidas e dos resistentes que lutaram contra o nazismo", de Esther Mucznik

 
 
 

Dia 29 de Maio às 18.30 horas no Restaurante, Piso 7,
do El Corte Inglés de Lisboa

 

 

 

 Lançamento do Livro "Portugueses no Holocausto - Histórias das vítimas dos campos de concentração, dos cônsules que salvaram vidas e dos resistentes que lutaram contra o nazismo", de Esther Mucznik.



Sinopse
 

Baruch Leão Lopes de Laguna, um dos grandes pintores da escola holandesa do século XIX, judeu de origem portuguesa, morreu em 1943 no campo de concentração de Auschwitz. Não foi o único, com ele desapareceram 4 mil judeus de origem portuguesa na Holanda, que acabaram nas câmaras de gás. No memorial do campo de Bergen-Belsen consta o nome de 21 portugueses deportados de Salónica, entre estes Porper Colomar e Richard Lopes que não sobreviveram. Em França, José Brito Mendes arrisca a sua vida, escondendo a pequena Cecile, cujos pais judeus são deportados para os campos da morte. Uma história de coragem e humanismo no meio da atrocidade. Em Viena, a infanta Maria Adelaide de Bragança também não ficou indiferente ao sofrimento, e não hesitou em ajudar a resistência nomeadamente no cuidado dos feridos, no transporte de armas e mantimentos, tendo sido presa pela Gestapo. Esther Mucznik traz-nos um livro absolutamente original, baseado numa investigação profunda e cuidada em que nos conta a história que faltava contar sobre a posição de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial.


Autora

Esther Mucznik viveu em Israel e em Paris onde estudou, respectivamente, Língua e Cultura Hebraicas e Sociologia na Sorbonne. É membro da direcção da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) e sua vice-presidente desde 2000. Fundadora da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos e membro dos seus corpos dirigentes, é ainda redactora da Revista de Estudos Judaicos. Coordenadora da Comissão Instaladora do Museu Judaico e membro da coordenação do Itinerário Europeu do Património Judaico, sendo cofundadora da Associação Universos, Associação para o Diálogo Inter-Religioso e do Fórum Abraâmico de Portugal.


O livro será apresentado por Francisco José Viegas.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Encontrada em Silves a mais antiga evidência arqueológica judaica da Península Ibérica 





Foto - Universidade de Jena
 

 Uma nota de imprensa da Universidade de Jena, Alemanha, descreve como sensacional a descoberta de uma placa de mármore com inscrição realizada por arqueólogos daquela universidade num sítio arqueológico do sul de Portugal. 
 

Uma placa de mármore, medindo 40 por 60 centímetros, e com uma inscrição que contém o nome "Yehiel", foi exumada na escavação arqueológica que uma equipa de investigadores alemães da universidade de Jena, Alemanha, está a realizar numa villa romana perto da aldeia de São Bartolomeu de Messines, em Silves. 



Os arqueólogos de Jena acreditam que esta placa possa ser uma laje de sepultura que surgiu em contextos estratigráficos que por associação poderão ser datados do ano 390 dC. "O material orgânico recolhido nestes contextos foi datado por análises de radiocarbono e aproxima-se do ano 390 dC," referiu Dennis Graen da Universidade de Jena e coordenador científico desta intervenção arqueológica. 


Esta é, segundo os investigadores deste arqueossítio, a mais antiga evidência arqueológica de habitantes judeus em Portugal. Desde há três anos que a equipe da Universidade de Jena está a escavar esta villa romana em Portugal, descoberta pela primeira vez por Jorge Correia, arqueólogo do conselho de Silves, durante uma prospecção arqueológica perto da aldeia de São Bartolomeu de Messines (Silves). 


O projecto de investigação lançado pelos alemães tem como principal objectivo perceber como é que os habitantes do interior da província romana da Lusitânia viviam. Mas esta nova descoberta vem dar aso a novas discussões. "Estávamos à espera que fosse uma inscrição em latim quando se virou a laje do túmulo escavado", disse Henning Wabersich, um membro da equipa do projecto de investigação, “mas afinal surgiu-nos uma inscrição em hebraico", disse.



Só depois de uma longa pesquisa dos arqueólogos de Jena é que se descobriu que tipo de inscrição era. "Enquanto estávamos à procura de especialistas que nos pudessem ajudar a decifrar a epígrafe, a pista crucial veio da Espanha", afirmou Dennis Graen. 


Jordi Casanovas Miró do Museu Nacional de Arte de Catalunha, em Barcelona, um conhecido especialista em inscrições hebraicas da Península Ibérica, deu como certo ser " Yehiel “ um nome judaico que já é mencionado na Bíblia. Não só é só a data que é excepcional neste caso, mas também o lugar da descoberta. Nunca antes deste achado foram descobertas evidências judaicas dentro de uma villa romana, explica o arqueólogo de Jena. Durante o Império Romano normalmente os judeus escreviam em latim, porque temiam medidas opressivas ou represálias. O Hebraico, como a inscrição descoberta na placa de mármore, só voltaria a ser usado após o declínio da supremacia romana, nomeadamente, no momento seguinte da migração dos povos do século VI e VII. 


"Nós ficamos muito surpresos ao encontrar vestígios de convivência entre judeus e romanos numa área rural. Sempre partimos do pressuposto de que isso teria sido muito mais provável numa cidade", diz Dennis Graen. As informações sobre a população judaica na região foram principalmente transmitida pelas escrituras ". 


Durante o concílio eclesiástico na cidade espanhola de Elvira,  realizado no ano 300, regras de conduta e regulamentação entre entre judeus e cristãos foram emitidos. Isto indica que já nessa altura deve ter havido um número relativamente grande de judeus na Península Ibérica ", explica Dennis Graen. Mas faltavam ainda evidências arqueológicas. 


Neste verão, os arqueólogos Jena voltam a São Bartolomeu de Messines . Até agora eles escavaram 160 metros quadrados de uma casa, mas depois de ter sido diagnosticada toda aquela área, já ficou claro que a maior parte do recinto está ainda coberto com o solo. "Nós queremos saber mais sobre as pessoas que viveram neste sítio e resolver algumas questões relacionadas com a problematização que a inscrição em hebraico veio colocar", concluiu Dennis Graen .





Fonte: Universidade de Jena - Alemanha



Publicado Sexta-feira, 25 de Maio de 2012 | Por: Jornal de Arqueologia


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Shabat Shalom







Ciclo de Conferências 2012





Susana Bastos Mateus (Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste”-Univ. Lisboa): "Metamorfoses da fé: percursos e vivências de um cristão-novo português no Mediterrâneo quinhentista".


Dia 31 de Maio, 18,30h, sala 5.2. da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.



Cátedra de Estudos SefarditasFaculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa Telef. +351 21 792 00 00 (ext. 317)geral@catedra-alberto-benveniste.org



Vestígios e memórias do passado




Aron Kodesh/Hechal
Porto





Antigo Hechal (clandestino) existente
num prédio da zona de S.Bento da Vitória, cidade do Porto ,onde
antigamente existiu uma judiaria.
Provavelmente pertenceu a uma familia de judeus.
 
(Foto tirada a 18 de Dezembro de 2007 - Eudora Porto - Tina Silva )


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Assim disse ele...



קובץ:Moshe Chaim Luzzatto (ramhal) - Wall painting in Acre, Israel.jpg



"O instinto do mal é extremamente forte no homem; se não é combatido cresce sempre mais e apodera-se dele dominando-o."
                                     

Rabino Moshe Chaim Luzzato



terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclo de Conferências 2012




 

Conferência de José Antonio Guillén Berrendero (Universidade Autónoma de Madrid - IULCE) - "Rodrigo Mendes da Silva: um genealogista cristão-novo na corte de Filipe IV em Madrid".



Dia 24 de Maio, 18,30h, sala 5.1. da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.



Cátedra de Estudos Sefarditas
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa
Telef. +351 21 792 00 00 (ext. 317)


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Feira Medieval 





     


A frase da semana




 



"Não há nada mais 
perigoso do que um homem com desordem dos sentidos."



Pensamento rabínico



domingo, 20 de maio de 2012

Yom Yerushalayim ou Dia de Jerusalém



  יום ירושלים 






Este dia marca a reunificação de Jerusalém e o Monte do Templo sob domínio judaico, durante a Guerra dos Seis Dias (1967).
Isto aconteceu quase 1900 anos após a destruição do Segundo Templo pelos romanos.


"A diplomacia de Relvas", cartoon de Henrique Monteiro
 
 
 

sexta-feira, 18 de maio de 2012


SHABAT SHALOM!




Museu multimédia de volta a Conímbriga







Conhecer a vida e os hábitos dos habitantes romanos, desde os costumes à organização política e económica, vai ser possível a partir de 2013, data prevista para a abertura do Museu Multimédia em Condeixa-a-Nova,
vila que alberga as magníficas ruínas de Conímbriga.




 


quinta-feira, 17 de maio de 2012

"Sinagogas do Mundo", por Neil Folberg



  Quarta e Última Parte

 


 


Sinagoga de Praga.




Detalhe do Aron Kodesh , Ari Ashkenazi, Safed.




Os Rolos da Torá (Sifrei Torah), Izmirna, Turquia.

 

 



Via: "Safed-Tzfat", Agosto de 2007.



http://www.louletania.com/wp-content/uploads/2010/11/2008031409503995.gif 



Perdi os Meus Fantásticos Castelos 



 Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...



 
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"