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Terça-feira, 28 de Junho de 2011

Vestígios e memórias do passado




Antiga rua da judiaria em Torres Vedras.




"Beco do Isaac", cidade de Santarém.




Fotografias de Manuela Videira e Carlos Baptista

 Humor Judaico




Por terras Brigantinas

 

Rota dos judeus




É inegável o contributo do povo judeu na construção da Europa e da cultura ocidental. Reconhecendo este facto, o Conselho Europeu de Cultura decidiu inscrever nos seus roteiros de turismo cultural uma Rota dos judeus. E esta rota tem-se revelado bem atractiva e capaz de cativar um nicho de mercado bem definido, de grande capacidade económica e elevado interesse cultural.

Por toda a Europa, muitas cidades e vilas procederam à elaboração de estudos de arqueologia e urbanismo judaico, com vista à definição das suas próprias rotas dos judeus.

Também em Portugal isso vem acontecendo e podem referir-se os casos de Coimbra, Viseu, Castelo de Vide, Belmonte…

Bragança é, sem qualquer dúvida, uma das terras portuguesas onde sobreleva o património judaico. A começar pelos homens que de Bragança partiram e foram em chãos estranhos fazer obras valorosas e erguer-se entre aqueles em quem poder não teve a morte – para usarmos a linguagem do autor de Os Lusíadas.

Mas há também monumentos de arquitectura que em Bragança nos falam da gente da nação hebreia que importa assinalar. E há gestos banais, usos e costumes… uma culinária que deles recebemos como herança.

E certamente que as dezenas de homens e mulheres que morreram nas cadeias da Inquisição e as centenas de outros que nelas sofreram a fé mosaica bem merecem ser recordadas em monumento a construir pela actual geração. Sim, as terras, tal como as pessoas, não podem perder a memória, porque a perda da memória é a mais terrível das doenças.

E se Bragança é uma cidade que hoje se está tornando famosa e procurada pela sua Rota dos Museus, porque não haverá também de criar-se um museu ou, ao menos, um centro de documentação judaica?

Foi a pensar nestas coisas que os autores, embora não sejam naturais nem moradores em Bragança, mas tão só estudiosos do fenómeno marrano e sefardita, decidiram dar o seu modesto contributo que, a partir de hoje, encontrará também materialização em coluna deste jornal. E o nosso contributo será essencialmente baseado no estudo dos processos da Inquisição, existentes da Torre do Tombo.


E vamos começar esta Rota dos Judeus exactamente pelo mais antigo monumento cristão da cidade de Bragança que será a igreja de Santa Maria, também designada de Nª Sª do Sardão, sita na Cidadela, ao lado do castelo e da domus.

A construção do templo primitivo ter-se-á efectuado logo em seguida à reconquista da terra pelos cristãos e em estilo românico. Mas terá sido ampliado e reconstruído entre 1700 e 1715, nomeadamente ao nível do alçado frontal, que apresenta um pórtico barroco, ladeado por colunas salomónicas.

Pelo interior, a igreja é dividida em 3 naves separadas por 6 pilares em que assentam 6 longos arcos.

Na nave da esquerda, abre-se a chamada capela dos Figueiredos, da invocação de Nª Sª dos Prazeres. Acerca do assunto, no tomo I, p. 325 das suas Memórias Arqueológicas… escreveu o ilustrado Abade de Baçal a seguinte informação:

- Esta capela, à mão direita de quem entra, é muito elegante, em estilo Renascença, com motivos ornamentológicos nos pés direitos e arco. No fecho deste há um escudo composto de cinco folhas de figueira em aspa e na arquitrave a seguinte inscrição de letras conjuntas e inclusas que quer dizer: Esta capela mandou fazer Pedro de Figueiredo alcaide-mor. 1585.

O mesmo abade, no tomo VI, p. 747 das mesmas Memórias, deixou copiado o referido brasão. E no vol. VI, p. 132, ao apresentar as origens da família Figueiredo, a outorga do brasão e a fundação do morgadio, acrescentou o seguinte:

- Pedro de Figueiredo casou com D. Violante Sarmento, sua prima, filha do alcaide-mor Lopo Sarmento (…) e de D. Maria de Morais Pimentel. Instituiu um morgadio, em 1585, com capela na igreja de Santa Maria, de Bragança e nomeou por primeiro administrador sua mulher D. Violante Sarmento.

Aquela primeira informação é também corroborada no Guia de Portugal, vol. 5, tomo II, p. 948, editado em 1970, pela Fundação Calouste Gulbenkian, sob a direcção de Santana Dionísio, nos seguintes termos:

- Na nave esquerda abre-se a capela dos Figueiredos, ornada com um portal da renascença, de linhas decadentes. O tímpano desta capela patenteia o brasão da família. O friso contém a seguinte inscrição: “Esta capela mandou fazer Pêro de Figueiredo, alcaide-mor. 585”.

Pois é exactamente aqui que começa a nossa Rota dos Judeus. É que esta capela será um caso verdadeiramente exemplar de como se pode alterar a história e apagar a memória.

Na verdade, esta capela da Senhora dos Prazeres não terá sido mandada construir por Pedro Figueiredo. Tão pouco este era alcaide-mor de Bragança em 1585 e nesta data casado com D. Violante Sarmento.

Muito embora ali fosse esculpido o brasão daquela família e a legenda referida, podemos mostrar que:

A capela da Sª dos Prazeres da igreja de Santa Maria, de Bragança, foi mandada construir por um cristão-novo chamado Rodrigo Lopes, em 1585. E nesta data Pedro de Figueiredo estava casado com Maria Lopes, uma mulher da nação hebreia. Vejamos:

Rodrigo Lopes terá nascido em Bragança por 1535, sendo filho de Diogo Lopes e Florença Manuel, ambos de origem hebreia

Seria também um homem de peso ao nível político e na crise dinástica que se seguiu à morte do rei D. Sebastião, terá seguido o partido do Prior do Crato. Isto porque o seu nome consta da pequena lista de moradores de Bragança que foram considerados indignos do perdão geral decretado pelo rei Filipe de Espanha.

Como quer que seja, Rodrigo Lopes foi preso pela Inquisição de Coimbra, em Fevereiro de 1591, por culpas de judaísmo. O seu processo tem o nº 2095 e no auto que contém a sessão da genealogia, pode ler-se o seguinte:

- Disse que tem uma filha única chamada Maria Lopes, que casou e tem casada com um homem muito principal, cristão-velho, que se chama Pêro de Figueiredo, filho de António de Figueiredo (…) o qual está de portas adentro com ele réu, de 18 anos a esta parte, comendo e bebendo todos a uma mesa.

Entremos então em casa de Rodrigo Lopes e vejamos quem nela está de portas adentro, verificando que se trata de um agregado familiar bem reduzido: ele próprio, a mulher Águeda Martins, a filha Maria Lopes e o genro Pedro Figueiredo, com ela casado há uns 18 anos.

Rodrigo Lopes foi então preso e, de seguida, foram mandadas prender a sua mulher e a filha. Esta não chegou a sê-lo porque estava prestes a parir e morreu de parto. – Pº 2987, de Maria Lopes.

A mãe, certamente transtornada e avisada de que ia ser presa, ter-se-á escondido, acabando, no entanto, por se meter a caminho de Coimbra para se apresentar no tribunal. - Pº 1712, de Águeda Martins.

Entretanto e por constar que o genro é que a mandara esconder e estaria tratando da sua fuga, foi também mandado apresentar-se na Inquisição de Coimbra onde foi ouvido e mandado regressar à terra. – Pº 480, de Pedro de Figueiredo.

Temos assim Pedro de Figueiredo em Bragança na casa do sogro e como único administrador dos seus teres e haveres.

Meses depois, a sogra morreu nos cárceres da Inquisição. Restava apenas o sogro que, depois de sair em auto-de-fé condenado em penas espirituais com cárcere e hábito perpétuo, ficou por Coimbra para ser bem instruído na religião cristã e a cumprir a sua penitência, aguardando ordem de regresso a casa.

E foi então que Pedro Figueiredo escreveu ao Rei Filipe e este enviou para a Mesa da Inquisição uma carta dizendo que a sua família era a mais nobre de Bragança e seria uma vergonha se mandassem para sua casa um homem que fora condenado em tribunal como judeu. Para bem da honra e fama de sua família e da religião cristã, seria conveniente que o mandassem a viver para outra terra, ao menos para uma aldeia do termo ou que fosse internado em uma ermida ou convento. Mas vejam a própria carta que foi transcrita para o processo:

- Diz Pêro de Figueiredo, morador na cidade de Bragança que ele foi casado com uma filha de Rodrigo Lopes, outrossim da dita cidade, o qual Rodrigo Lopes foi preso e penitenciado pelo Santo Ofício no auto passado que se fez na cidade de Coimbra e lhe mandaram que fosse cumprir a dita penitência à dita cidade de Bragança; E por isso se seguirá mui grande escândalo entre os seus parentes, que são muitos e dos mais nobres da cidade, como é Lopo Sarmento, irmão da mãe do suplicante, o qual é alcaide-mor da dita cidade, e os mais como são seus tios, irmãos e cunhados e primos, todos são os que governam a dita cidade; E além disso haverá e resultará da tal ida muitas brigas e dissenções, por haver bandos; E tomarão motivo seus inimigos de murmuração, vendo o dito Rodrigo Lopes diante dos ditos seus parentes; O que, vendo ele suplicante, fez petição a Sua Alteza pedindo-lhe haja por bem que o dito Rodrigo Lopes possa cumprir a dita penitência em qualquer lugar fora da dita cidade, o qual senhor remeteu o caso a esta Mesa.

Pede a V. A., havendo respeito ao sobredito, haja por bem o que dito tem, ou pelo menos nos arrabaldes da dita cidade, como são os lugares de Samil, S. Pedro, Alfaião, Cabeça Boa, Vila Nova, Vale de Lamas, que todos são arrabaldes, ou em uma ermida que está junto à dita cidade, que se chama Nossa Senhora do Loreto, que foi casa dos estudantes colegiais, ou em uma casa que está dos muros adentro que tem uma ermida, em que possa ouvir missa mandando-a dizer, ou que possa estar no mosteiro de S. Francisco da dita cidade…

Certamente que não se ficou pela carta, antes terá metido empenhos e cunhas, que também as haveria já naquele tempo e naquele tribunal.

E a verdade é que os inquisidores despacharam favoravelmente a petição de Pedro de Figueiredo e Rodrigo Lopes regressou a Bragança vestindo um saco amarelo (o sambenito) por cima da roupa e foi metido no mosteiro de S. Francisco.

Voltando a Rodrigo Lopes e à capela da Senhora dos Prazeres, vejamos agora o que consta do seu processo:

- Provará que por ele ser como é bom cristão, zeloso das coisas da Santa Madre Igreja de Roma e da Lei Evangélica, ele fez uma capela na igreja de Nossa Senhora da cidade de Bragança, a qual capela é da invocação de Nossa Senhora dos Prazeres e custou a ele réu mil e quinhentos cruzados, com um pontifical muito rico de brocado, a qual tem muito ornada e aparamentada de todo o necessário, com um capelão e obrigação de uma missa cada semana às quartas-feiras.


Convento de São Francisco
Não sabemos quanto tempo viveu Rodrigo Lopes no mosteiro de S. Francisco de Bragança, local estipulado como seu cárcere perpétuo. Imaginamo-lo recolhido em uma cela, fazendo vida de monge forçado e aos domingos descer à igreja, para assistir à missa, mas vestido com o desprezível e infamante saco amarelo. Imaginamos como os frades se sentiriam ofendidos por ter de albergar um judeu. Aliás, acabaram mesmo por escrever uma carta para a Inquisição, queixando-se que isso era moléstia e opressão que dava aos religiosos a presença de um sentenciado como judeu. Além de que, vivendo em uma cela no convento, podia ali fazer contratos e outras coisas indecentes. Pediam que fosse mandado cumprir a sua penitência em uma casa dentro da cidade, fora do mosteiro, indo às missas e mais pregações, como os mais penitenciados do Santo Ofício e que então eram muitos na paisagem humana da cidade.

Não cremos que a petição fosse atendida. E devemos dizer que revela alguma ingratidão dos mesmos frades, já que não sentiram moléstia e opressão quando o mesmo Rodrigo Lopes pagou 28 mil réis para o douramento de um altar na mesma igreja ou quando ofereceu uma dalmática de damasco verde para as celebrações litúrgicas no dito templo.

Deixemos, porém, R. Lopes no convento. Voltemos a Pedro de Figueiredo, que em 1593 ficou viúvo, usufrutuário único dos bens do sogro. Contava então 32 anos. Viúvo e rico, não lhe seria difícil arranjar pretendente para novo casamento. E a eleita foi exactamente uma das filhas de seu tio, o alcaide-mor D. Lopo, Violante Sarmento, de seu nome. Acrescente-se que duas outras irmãs de Violante foram metidas a freiras, o que bem convinha para acrescentar bens ao casal.

O enlace de Pedro e Violante ter-se-á realizado depois da morte do velho alcaide, a qual sucedeu por 1597. Ao menos é isso que se depreende de um documento existente no arquivo de Simancas, em Castela (Secretarias Provincilaes 1457, fl. 30) de que Francisco Manuel Alves nos dá notícia nos seguintes termos:

- Pedro de Figueiredo, morador em Bragança. No Conselho Real de 27 de Julho de 1600 foi apresentada uma petição do duque de Bragança a fim de ser feita mercê do hábito de Cristo a Pedro de Figueiredo “que he pessoa das qualidades necessárias, e a que elle tem obrigação por casar com D. Violante, filha de Lopo Sarmento, defunto, seu alcaide-mor da dita cidade”.

Como se vê, ao menos o hábito de Cristo alcançou-o Pedro Figueiredo em virtude deste segundo casamento. E também terá sido herdeiro do mesmo sogro no cargo de alcaide-mor, para que terá sido nomeado por carta do duque de Bragança de 24 de Agosto de 1603 – como também informa o Abade de Baçal no tomo I, p. 442 das suas Memórias, acrescentando que já antes, porém, fora agraciado pelo mesmo duque D. Teodósio II com uma tença de 20 mil réis anuais, a ter efeito a partir de 13 de Fevereiro de 1600.

Resta agora explicar como se colocou o brasão dos Figueiredos e se escreveu na capela da Sª dos Prazeres a legenda dizendo que esta capela mandou construir Pedro de Figueiredo, alcaide-mor. 1585.

Certamente que não foi em sua vida que tal se fez, já que a memória do construtor da capela era ainda fresca e ele próprio não reclamaria para si o título de alcaide-mor naquela data.

A verdade é que não temos qualquer documento que prove exactamente quando o brasão e a legenda foram esculpidos na capela. Mas temos uma explicação muito plausível.

Recordam-se de termos dito que a igreja era em estilo românico e que foi ampliada e remodelada entre 1700 e 1715? E que os elementos então acrescentados à igreja eram em estilo barroco? E que também a talha metida na capela dos Figueiredos era de estilo barroco?

Acrescentemos agora que, nessa altura, o dono da capela e alcaide-mor do castelo era Lázaro Jorge de Figueiredo Sarmento, neto de Pedro Figueiredo.

Naturalmente que, procedendo-se a obras de tal envergadura na igreja, seria também uma óptima oportunidade, ou até uma exigência social a realização de obras na capela. E seria também a oportunidade ideal para se proceder à limpeza no nome do judeu fundador da capela, esculpindo na madeira então colocada o brasão dos Figueiredos e a legenda sobre o seu pseudo construtor.

Aliás, foi também nessa altura que seu primo, António de Figueiredo Sarmento conseguiu do rei D. João V a carta de brasão e fidalguia e a aprovação do morgadio de Santo António do Toural a que estava vinculada a Quinta da Rica Fé.

De resto tudo seria bem esclarecido se alguém apresentasse também a carta de fundação do morgadio dos Figueiredos cuja cabeça era a capela da Sª dos Prazeres. Acaso datará da mesma época.

Acresce ainda que todas as informações sobre a família que chegaram até nós foram coligidas duas décadas depois das mesmas obras, por um membro da mesma família – José Cardoso Borges que, naturalmente, não tinha qualquer interesse, antes pelo contrário, em revelar qualquer nódoa em sua nobreza e fidalguia.

Bom, mas estas são questões que os genealogistas e historiadores devem deslindar. Por nós procuramos apenas ler os processos da Inquisição e deles aportar elementos para ajudar a definir uma Rota dos Judeus em Bragança.


de Fernanda Guimarães e
António Júlio Andrade

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

"Como fazer férias de sonho de bolsos vazios", cartoon de Henrique Monteiro

 
Destaque literário



Um Bicho da Terra


De Agustina Bessa Luís.

Livro editado em 1984, retrata a vida de Gabriel da Costa, um homem nascido na cidade do Porto na segunda metade do século XVI. Costa era oriundo duma família de cristãos-novos. 

Filme "Capitão Alatriste", de 2006




Uma super produção do cinema espanhol, escrita e realizada por Agustín Díaz Yanes.

Tudo se passa durante as guerras que Espanha travou nos Países Baixos durante a primeira metade do século XVII. Um conflito desgastante pelo número de baixas em combate, e no estrondoso gasto da fazenda pública em sustentar uma guerra que a Espanha Imperial dificilmente poderia manter.
Portugal vivia nesta época sob o jugo do país vizinho, éramos lapidados em navios e armas, nossos territórios em África, Brasil e Ásia, constantemente atacados por holandeses e ingleses, não contentes com isso, Castela sujeitou-nos a cada vez mais impostos e ao recrutamento obrigatório no exército espanhol. Ironia ou talvez não, mas foram os cristãos-novos portugueses que estabelecidos em Madrid, terão sido os grandes responsáveis pela sustentação económica desta guerra na sua parte final,  uma vez que os cofres do rei Filipe IV e do Conde-Duque de Olivares, estavam já há muito vazios...


(Uma dessas famílias foram os Cortiços.)

Voltando ao filme, numa determinada passagem pudemos constatar a presença de um mercenário português, cristão-novo, e o engraçado, é que os camaradas espanhóis achavam que todos os portugueses eram meio-judeus.

Não se enganavam totalmente !!!

Um filme a visionar.

Domingo, 26 de Junho de 2011

Associação Portuguesa de Estudos Judaicos



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Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste


"A Estrela Oculta do Sertão"




 
Documentário de Elaine Eiger e Luize Valente (Brasil, 2005, 85m). Comentário de Bruno Feitler (Universidade Federal de São Paulo). 

No próximo dia 27 de Junho, pelas 18h, na sala de video da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entrada Livre.

"Las Quejas de Ximena" -  Música Sefardita



Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Efemérides


(22/06/1941)

A Wehrmacht dá início à invasão da U.R.S.S.
Dois milhões de homens foram 
utilizados na operação "Barbarossa".






(22/06/1940)

Após a derrota do exército francês frente aos alemães, a França assina um humilhante armistício.



Quantcast




A frase da semana



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"Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição."


Carlos Drummond de Andrade

Domingo, 19 de Junho de 2011

Actividades culturais




Córdoba

 

 Dias 20 a 26. Festival Internacional de Música Sefardí. El Xº Festival Internacional de Música Sefardí de la Red de Juderías de España, tendrá lugar del 20 al 26 de junio en el Jardín Botánico de Córdoba. 

 

  • El programa comienza el lunes 20 a las 21h con un taller de cocina sefardí coordinado por la Escuela de Hostelería de Córdoba (es necesaria reserva previa). Esa misma noche a las 22:30h se presenta en concierto el Dúo Klezmer Lerner & Moguilevsky (de Argentina). Concierto patrocinado por Casa Sefarad-Israel y la Consejería de Presidencia de la Junta de Andalucía.
  • El festival continúa el martes 21 a las 21h con la inauguración de la exposición “Armonías de Azul y Ocre, Ritmo Vital y Festivo Sefardí” y un concierto didáctico a cargo de Paco Díez, comisario de la exposición, sobre Instrumentos Musicales Tradicionales de Sefarad. A las 22:30h: Lunas Olvidadas (Anna Jagielska-Riveiro, de Polonia).
  • El miércoles 22 a las 21h se ofrece una “Cata Bíblica” de vinos kósher con participación de Carlos Delgado, crítico enogastronómico de El País, Francesc Perelló, enólogo, Sandra Aulló, del Celler de Capçanes (Tarragona) y Manuel Mª López Alejandre, Presidente del Aula del Vino de Córdoba (es necesaria reserva previa). Esa noche a las 22:30h actúan Beri Sajarof y Rea Mojiaj con “Los Labios Rojos” (de Israel). Concierto patrocinado por Casa Sefarad-Israel y la Embajada de Israel.
  • El jueves 23 a las 21h se ofrece la conferencia: “Córdoba, Crisol Musical de las Tres Culturas” a cargo de Néstor Eidler, violinista, director de orquesta y pedagogo musical. Evento organizado por la Asociación “Amigos de Córdoba Sefardita”. Esa noche, a las 22:30h actúa el grupo Lafra (Croacia-Hungría-Bulgaria, grupo ganador en la categoría “Música Sefardí”, en el 2º Festival Internacional de Música Judía de Ámsterdam.
  • El viernes 24 a las 21h tiene lugar un Taller de Danza dirigido por Danzas del Mundo. A las 22:30h actúa Shira U’tfila (Serbia-Israel, grupo ganador en la categoría “Mejor Conjunto de Música del Mundo” y “Mejor grupo elegido por el voto del público”, en el 1º Festival Internacional de Música Judía de Ámsterdam).
  • El sábado 25 a las 21h se proyectará la película “El concierto” de Radu Mihaileanu. A las 22:30h: Coro de Cámara “Elí Hoshaná” de la ciudad de Lucena (España).
  • El domingo 26 a las 21h, Cuenta Cuentos: “Las historias del sabio Maimónides” a cargo de la Compañía Uno Teatro. A las 22:30h actúa el grupo Paramithia (de Grecia).
Precio de la entrada: 5 euros. Único punto de venta de entradas (incluida la venta anticipada) en las taquillas del Jardín Botánico. El precio del concierto da derecho al acceso a la actividad cultural del día correspondiente. El Taller de Cocina Sefardí y la Cata Bíblica tienen un aforo limitado por lo que deberá reservar su plaza con anterioridad en la Unidad de Turismo. Información y Reservas en la Unidad de Turismo y Patrimonio de la Humanidad – Tel. 957 200 522 y www.turismodecordoba.org.


(Carta de Sefarad)
The conference of the International Institute for the Secret Jews (Anusim) Studies, Netanya Academic College, will take place on
Wednesday, June 22, 2011 at the Netanya Academic College, “Tshuva” Hall, Netanya, Israel.
The aim of the conference is to raise the awareness to the complex issue of the descendents of the Secret Jews (Anusim) amongst world Jewry
 
“The Worldwide Awakening of the Descendents of the Secret Jews (Anusim)”


http://3.bp.blogspot.com/_eQwAkpWftm4/S-5gAo7ceXI/AAAAAAAAAGY/WvpKhyCkjbs/s1600/anussim.bmp

Conference Program
 
9:30 - 10:00 Gathering and registration
10:00 - 10:30 Greetings
Prof. Zvi Arad, President of Netanya Academic College
Mr. Yitzhak Navon, Israel’s 5th President
Justice Mr. Meir Shamgar,Past President of the Israeli Supreme Court.
Rabbi Meir Israel Lau, Chief Rabbi of Tel-Aviv
H.E Don Alvaro Iranzo Spanish Ambassador to Israel
Mr. Elie Schalit, a founder of Casa Shalom Institute
10:30-11:45 First Session – The Worldwide Awakening of the Descendents of the Secret Jews (Anusim)
Chair – Prof. Michael Corinaldi, Head of the International Institute for the Secret Jews (Anusim) Studies
Prof. Sergio Della Pergola, Shlomo Argov Chair in Diaspora Studies, Hebrew University, Jerusalem
Demographic Trends in the Jewish Diaspora, Definitions and Dilemmas
Prof. Nicholas Round, Fellow of the British Academy, Emeritus Prof. of Spanish, University of Sheffield
(formerly Stevenson Prof. of Hispanic Studies, University of Glasgow)
Why Marrano Studies Ought to Matter to Hispanists
Mrs. Gloria Mound, Executive Director Casa Shalom, Institute for Marrano-Annusim Studies. Hon. Research Fellow, Dept. of Hispanics,
University of Glasgow
The Worldwide Awakening of the Descendents of the Marranos-Anusim
11:45-12:00 Intermission – Refreshments
12:00-13:30 Second Session – History of the Anusim Heritage
Chair – Rabbi Moshe Pinchuk, Director of the Jewish Heritage Center, Netanya Academic College.
Prof. Seth Ward, University of Wyoming.
Discovery of the Secret Jews of the American South-West
Dr. Tzvika Shaick, Historian and Museologist, Donna Gracia Museum, Tiberias
Donna Gracia, a Trailblazing Leader
Prof. Yitzhak Kerem, Hebrew University, Jerusalem; Aristotle University, Thessaloniki.
The Evolution of Ladino/Judeo-Spanish amongst the Crypto-Jewish Deunme
Mr. Libny Ventura, PhD student University of Haifa; University of Honduras.
Crypto-Jews of Honduras
Mr. Leon Edri, Owner of Cinema City:
Documentary film of the Anusim in Portugal
13:30-14:30 Lunch (presentation of “Gerei Arayot” by Rabbi Moshe Pinchuk, Director of the Jewish Heritage Center)
14:30-16:30 Third Session – Anusim Descendents Return to Their Heritage
Chair – Mrs. Gloria Mound, Executive Director Casa Shalom, Institute For Marrano-Annusim Studies. Hon. Research Fellow,
Dept. of Hispanics University of Glasgow
Mr. Mordechai Arbel, Former Ambassador to the Carribean; President of the Sefarad Association
Jews of The Caribbean
Prof. Michael Corinaldi, Netanya Academic College (Head of the International Institute for the Secret Jews (Anusim) Studies)
The Nomenclature of the “Anusim” Descendents and its Legitimacy in our Generation»
Prof. Renée Levine Melammed, Brandeis University, Boston; The Schechter Institute of Jewish Studies, Jerusalem
Gender and the Spanish Inquisition: A Look at the Lives of Female Judeo-Conversas
Rabbi Dr. Eliyahu Birnbaum, Director, Shavei Israel, Chief Rabbi, Turin.
The Secret Jews in Mexico
16:30-17:00 Dedication Ceremony of the Gloria and Leslie Z”L Mound Archive and Book Collection for The Research of The Anusim.
Closing remarks Dr. David Altman, Senior Vice President Netanya Academic College.

 
The conference will be accompanied by Hebrew/English/Spanish simultaneous translation
Humor


 

    
Um turco pediu dinheiro emprestado a um judeu.

Acontece que o turco gabava-se de nunca ter pago uma dívida sequer.
Por outro lado, o judeu nunca havia perdido um centavo em negócio nenhum.


Passa o tempo e o turco escapando e fugindo do judeu e este na peugada
do turco, até que um dia se cruzaram na taberna de um  alentejano e começaram uma discussão.


O turco, encurralado, não encontrou alternativa, pegou no seu revólver encostou à própria cabeça e disse:
- Eu posso ir para o inferno, mas não pago esta dívida!
E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
O judeu não quis deixar o problema em mãos alheias, apanhou o revólver do chão,
encostou-o à sua própria cabeça e disse:
- Eu vou receber esta dívida, nem que seja no inferno!
E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
O alentejano, que observava a cena, cheio de curiosidade, apanhou o revólver do chão, encostou-o à
sua cabeça e disse:
-  Ah ah ah !...., isto vai dar porcaria ! Tenho de ir ver.




 (Enviado pelo amigo Pedro Oliveira)

Figuras e factos


 
Rabino Abraão ben Meir Ibn Ezra, (1090 - 1167) foi um famoso comentarista da Torá, e uma das mais brilhantes personalidades
da "Idade de Ouro da Espanha Medieval". Durante a época em que este sábio judeu viveu, Espanha tornara-se no maior centro cultural judaico do mundo.
Abraão Ezra conseguiu harmonizar os princípios do judaísmo, com o mundo da ciência e da filosofia, foi também um poeta litúrgico e secular, filósofo, gramático, tradutor, médico, matemático e astrólogo.
Entre os séculos X e XII destacam-se também os nomes de Ibn Gabirol, filósofo que introduziu o "Neo Platonismo" na Europa, o poeta Halevi, e os seus "Cantos de Sion", Samuel Ibn Nagdela, vizir do rei árabe de Granada, poeta e rabino de grande renome, ou o astrónomo Abraão Hanassi.
Esta pequena lista com os nomes que engrandeceram a fama de Sefarad ficaria incompleta, se não mencionasse o maior de todos eles, Moshe ben Maimon, mais conhecido por Maimónides.

 

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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011




O Meu Soneto 


 Em atitudes e em ritmos fleumáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos...

E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos...

As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros...

E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!.. 


Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Lisboa 2011 – Exposição Fotográfica “A Maior Exposição Fotográfica do Mundo”

 

Lisboa
A II edição da Lisboa 2011 “A Maior Exposição Fotográfica do Mundo” vai decorrer de 1 a 30 de Junho. 


convite


Porque hoje é dia de Portugal


"Viva a pátria portuguesa."


Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Feliz Shavuot



 A frase da semana 




"A intenção é o princípio da acção."

Moses Ibn Ezra
Poema em ladino


“Kuando te topi”

(Beatriz Mazliah)


Gli amanti azzurri - Marc Chagall

"Os amantes azuis", (1916) - Marc Chagall






Tradução de Clara Hakim Kochen da Revista Judaica, Brasil.

Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Pintores portugueses






Maria de Lourdes Ribeiro, mais conhecida por Maluda. 


(Pangim, Índia portuguesa, 15 de Novembro de 1934 - Lisboa, 10 de Fevereiro de 1999)


Lançamento a 4 de Junho de 2011, 22h.00 - Clube Literário do Porto‏

 

 

 




mulheresMARRANASwomen
Bonita, a Mona Lisa Marrana/the Marrano Mona Lisa?


Apresentação/Presentation- Alexandre Teixeira Mendes, author of Barros Basto, A Miragem Marrana, and a co-founder of Ladina

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Bonita é o primeiro livro de uma colecção de histórias de sete mulheres, vítimas da Inquisição Portuguesa (1536-1821). Esta série bilingue, intitulada “mulheres MARRANAS women”, conta as histórias daquelas mulheres, reveladas nas transcrições oficiais dos arquivos da Inquisição alojados na Torre de Tombo em Lisboa.
Fernanda Guimarães fez a transcrição dos originais do arquivo, escrito por notários da Inquisição e, Manuel Azevedo traduziu as transcrições para Inglês com comentários explicativos e históricos. A esta obra foi adicionado um glossário. A versão em Português contém um prefácio de Paulo Lopes, presidente da Associação Cultural dos Almocreves de Carção, berço da Bonita. Esta associação está actualmente a construir um museu Marrano em Carção. (http://almocreve.pt/). E as receitas provenientes do lançamento do livro serão doadas para esse mesmo museu. O prefácio em Inglês é da autoria de Manuel Azevedo.
Fernanda Guimarães é investigadora-adjunta da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste da Universidade de Lisboa, desde a sua criação. Colabora com vários jornais e é co-autora de seis livros sobre a Inquisição Portuguesa. Por sua vez, o Comendador Manuel Azevedo é um advogado Açoriano, Luso-Canadiano, e co-fundador da Ladina, uma sociedade sem fins lucrativos com sede no Porto dedicada ao resgate da memória dos Marranos Judaicos de Portugal.
A publicação deste livro foi possível graças à contribuição de muitas pessoas e ao generoso apoio financeiro do Sr. Yaacov Gladstone.




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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

Yom Yerushalayim


Dia da Reunificação da cidade de Jerusalém.
Foi em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.


 

 


A frase da semana


Amin Maalouf"Quando um país está mergulhado no marasmo, pode sempre tentar-se emigrar; quando todo o planeta está ameaçado, não existe opção de ir viver algures. Se não queremos resignarmo-nos à regressão, tanto para nós próprios como para as gerações vindouras, devemos tentar inflectir o rumo das coisas."  



 Amin Maalouf

Actividades culturais







CÁCERES

 

 

Visita guiada al Conjunto Monumental de Cáceres que incluye la Judería Vieja. En la Plaza Mayor, al lado del Ayuntamiento y de la Torre de la Hierba, se encuentra la sede de la Asociación de Guías Turísticos de Cáceres. Desde allí se ofrecen visitas muy completas a la Ciudad Monumental que incluyen la Judería Vieja con una duración de 2 horas. Salidas a las 11 y 12’30 horas mañanas, 17’30, 18’30 horas tardes (verano) 16’30, 17’30 horas (invierno) desde Plaza Mayor nº 3. 5€ por persona. Más información: Asociación Profesional de Guías Turísticos de Cáceres, teléfono 927 217 237.


CÓRDOBA




Dias 20 a 26. Festival Internacional de Música Sefardí. El Xº Festival Internacional de Música Sefardí de la Red de Juderías de España, tendrá lugar del 20 al 26 de junio en el Jardín Botánico de Córdoba. El programa comienza el lunes 20 a las 21h con un taller de cocina sefardí coordinado por la Escuela de Hostelería de Córdoba (es necesaria reserva previa). Esa misma noche a las 22:30h se presenta en concierto el Duo Klezmer Lerner & Moguilevsky (de Argentina). Concierto patrocinado por Casa Sefarad-Israel y la Consejería de Presidencia de la Junta de Andalucía. El festival continúa el martes 21 a las 21h con la inauguración de la exposición “Armonías de Azul y Ocre, Ritmo Vital y Festivo Sefardí” y un concierto didáctico a cargo de Paco Díez, comisario de la exposición, sobre Instrumentos Musicales Tradicionales de Sefa-rad. A las 22:30h: Lunas Olvidadas (Anna Jagielska-Riveiro, de Polonia). El miércoles 22 a las 21h se ofrece una “Cata Bíblica” de vinos kósher con participación de Carlos Delgado, crítico enogastronómico de El País, Francesc Perelló, enólogo, Sandra Aulló, del Celler de Capçanes (Tarragona) y Manuel Mª López Alejandre, Presidente del Aula del Vino de Córdoba (es necesaria reserva previa). Esa noche a las 22:30h actúan Beri Sajarof y Rea Mojiaj con “Los Labios Rojos” (de Israel). Concierto patrocinado por Casa Sefarad-Israel y la Embajada de Israel. El jueves 23 a las 21h se ofrece la conferencia: “Córdoba, Crisol Musical de las Tres Culturas” a cargo de Néstor Eidler, violinista, director de orquesta y pedagogo musical. Evento organizado por la Asociación “Amigos de Córdoba Sefardita”. Esa noche, a las 22:30h actúa el grupo Lafra (Croacia-Hungría-Bulgaria, grupo ganador en la categoría “Música Sefardí”, en el 2º Festival Internacional de Música Judía de Ámsterdam. El viernes 24 a las 21h tiene lugar un Taller de Danza dirigido por Danzas del Mundo. A las 22:30h actúa Shira U’tfila (Serbia-Israel, grupo ganador en la categoría “Mejor Conjunto de Música del Mundo” y “Mejor grupo elegido por el voto del público”, en el 1º Festival Internacional de Música Judía de Ámsterdam). El sábado 25 a las 21h se proyectará la película “El concierto” de Radu Mihaileanu. A las 22:30h: Coro de Cámara “Elí Hoshaná” de la ciudad de Lucena (España). El domingo 26 a las 21h, Cuenta Cuentos: “Las historias del sabio Maimónides” a cargo de la Compañía Uno Teatro. A las 22:30h actúa el grupo Paramithia (de Grecia). Precio de la entrada: 5 euros. Único punto de venta de entradas (incluida la venta anticipada) en las taquillas del Jardín Botánico. El precio del concierto da derecho al acceso a la actividad cultural del día correspondiente. El Taller de Cocina Sefardí y la Cata Bíblica tienen un aforo limitado por lo que deberá reservar su plaza con anterioridad en la Unidad de Turismo. Información y Reservas en la Unidad de Turismo y Patrimonio de la Humanidad – Tel. 957 200 522 y www.turismodecordoba.org

SEGOVIA

 

 

Dia 4. Conferencia de Elisa Martín sobre mujeres sefardíes. Elisa Martín dictará una conferencia sobre “Poetas mujeres sefardís de los siglos XX y XXI: identidad y testimonio” el 4 de junio a las 20h en el Centro Didáctico de la Judería de Segovia (c/ Judería Vieja, 12). La conferenciante es doctora en Humanidades con mención europea en la Universidad Pompeu Fabra y Licenciada en Filología Hebrea en la Universidad de Barcelona. Sus líneas de investigación son la poesía española e hispanoamericana, poesía judeo-española, teoría del lenguaje poético, cábala y mística judía, Judaísmo Hispánico. Actualmente desempeña su labor profesional en el CSIC en un proyecto de investigación dedicado al tema que abordará en su conferencia.

Dia 11. Taller de músicoterapia dirigido por Isabel Luñansky. El sábado 11 a las 20h, en el Centro Didáctico de la Judería, Música Judía para la Salud. Isabel Luñansky es profesora de música por el Conservatorio Dima de Buenos Aires, Musicoterapeuta por la Facultad de Medicina de la Universidad del Salvador de Buenos Aires. La música judía por los elementos que la constituyen es altamente terapéutica y sanadora. Especialmente recomendable para tratar el estrés, alteraciones del sueño, dificultades del lenguaje y la comunicación, depresión, trastornos de la memoria y enfermedades de origen neurológico entre otros. Técnicas empleadas: Musicoterapia con música judía Recursos: canto, danza y movimiento.

Dia 18. Taller de cultura judía para adultos. Las actividades de Historiactiva buscan la inmersión del participante en una determinada disciplina (Historia, Arte, Otras Culturas, Ciencia) a las que no asiste como un espectador obligado a imaginar, sino como actor, partícipe y co-responsable de su propio conocimiento. Durante el desarrollo de este taller se realizará una mezuzá a la vez que se explica su significado. Utilizando varios objetos que se encuentran en el Centro Didáctico de la Judería, se introduce a los participantes en el significado de la cultura judía. Sábado 18 a las 20h en el Centro Didáctico de la Judería de Segovia.


SOLSONA

 

 

Dia 3. Conferencia sobre la expulsión de los judíos de España. El viernes 3 de junio, a las 20 h, en la sala de actos del Casal de Cultura de Solsona, Mario Javier Sabán, doctor en Filosofía por la Universidad Complutense de Madrid y presidente de la red de cultura judía Tarbut Sefarad, impartirá una conferencia de la Cátedra de Pensamiento Judío 'David Melul' sobre “La expulsión de los judíos de España en 1492 y la diáspora sefardí”. Esta actividad está organizada por Tarbut Sefarad y Cultura i Joventud del Ajuntament de Solsona. Será en el Casal de Cultura (Passeig Pare Claret, s/n). Organiza: Tarbut Sefarad. Colabora: Cultura i Joventud del Ajuntament de Solsona. Patrocina: Cátedra de Pensamiento Judío 'David Melul'.


MADRID

 



Dia 7. ‘Los judeoconversos en la cultura y sociedad españolas’. El profesor Ángel Alcalá presenta su obra Los judeoconversos en la cultura y sociedad españolas. Más de 20 libros y decenas de artículos, muchos de ellos referidos a nuestro Siglo de Oro, descubren la excelencia de Ángel Alcalá. Miembro de la Real Academia de la Historia y de la Academia Argentina de Ciencias Morales y Políticas, el profesor Alcalá ha impartido clases de filosofía en la Universidad Pontificia de Salamanca y de literatura española en City University of New York. Editorial Trotta ha publicado su obra, compendio de estudios que evidencia la importancia de los judeoconversos como eje de transmisión entre la cultura española judía y la cultura española cristiana. Representantes del mundo académico dialogarán con el autor de los aspectos históricos y literarios de su obra: José Martínez Millán (Catedrático de Historia Moderna por la Universidad Autónoma de Madrid), Miguel Ángel Ladero Quesada (Catedrático de Historia Medival y Miembro de la Real Academia de la Historia), y Luis Suárez Fernández (catedrático emérito de Historia Medieval  de la Universidad Autónoma de Madrid y Miembro de la Real Academia de la Historia). 7 de junio, 19.30h. Sede Casa Sefarad-Israel. C/Mayor, 69. 

Dia 8. Dos conferencias de acento porteño. CIDICSEF, principal entidad sefardí ubicada en Argentina, estará representada por dos personas en el contexto de la Feria del Libro de Madrid. Graciela Tevah de Ryba–musicóloga y escritora- y María Cherro de Azar –psicóloga y escritora-, impartirán sendas conferencias la segunda de las cuáles se dictará en judeo-español: “Buenos Aires y los sefradíes: Aspectos Coloridos de la vida Cotidiana” (Graciela Tevah de Ryba), y “El judeo-español, en expresiones y refranes” (María Cherro de Azar). 8 de junio, 19’30h. Sede Casa Sefarad-Israel. C/Mayor, 69. 

Dia 9. Sabores sefardíes y asquenazíes en Casa Sefarad. “Mi cocina ashkefarad”. Consejos, fotografías, referencias históricas y folklóricas, pasajes talmúdicos e incluso refranes sefardíes vinculados a la mesa, completan un recetario que recorre leguas y lenguas. Todos los sabores de la mesa judía convergen en un recetario pacientemente recopilado por la autora balcánica Rozita Iles, presentado recientemente en el Instituto Cervantes de Belgrado. Sandra Israel, editora y autora de varios recetarios de cocina sefardí, acompañaré a Rozita Iles en un acto que culminará con una degustación de dulces cocinados por la propia autora. 9 de junio, 19’30 horas. Sede Casa Sefarad-Israel. C/Mayor, 69. 

Até ao dia 12. Casa Sefarad en la Feria del Libro. Las editoriales de Judaica invitadas por Casa Sefarad continúan en la caseta nº 15 del Parque del Retiro hasta el 12 de junio. En la página Web es posible conocer el calendario de firmas de autores y otras actividades vinculadas. Están presentes Sefarad Editores, El Olivo Azul, Hebraica Libros y Libros Certeza. 

ALEMANHA

 

 

Desde o dia 23. Festival de música judía en Baviera. “Jüdische Feste und Weisen” se llama el VII Festival de Música de Cámara, Musikfest Schloss Wonfurt, que dirige Eliah Sakakushev y que se extiende del 23 de junio al 3 de julio. Cuentan con la participación exclusiva de Giora Feidman y su trío. Auspicia el festival el vicepresidente del Zentralrat der Juden en Alemania, Dr. Josef Schuster, que también es el parnás de la Comunidad Ortodoxa de Würzburg y de la Federación de Comunidades Judías de Baviera, todas ellas patrocinadoras del festival. El festival cuen-ta con una programación muy diversa, incluyendo música tradicional sefardí y asquenazí. En el contexto sefardí interviene el conjunto israelí Harel Ben-David (que ya actuó en Madrid) con un programa medieval e instrumentos originales de la época. También cuentan con la presencia de la joven soprano israelí Tehilá Nini Goldstein que ve a proporcionar un recital de Lied acompañada por el notable pianista ruso-alemán y especia-lista en música judía Yasha Nemtsov. El repertorio de este concierto incluye por mitades canciones de temas sefardíes de compositores modernos y contemporáneos israelíes. El programa del día 23 de junio está dedicado a la poesía lírica sefardí de la Edad Media.
Max Liebermann y el expresionismo en Berlín. El Museo Judío de Berlín presenta la exposición “Los adversarios de Liebermann. La nueva Secesión y el Expresionismo en Berlín” hasta el 3 de julio. A comienzos de 1910, los adversarios de Max Liebermann como presidente de la Secesión de Berlín fundaron su propia asociación de artistas: la Nueva Secesión, que existió desde 1910 a 1914 y fue decisiva para el establecimiento del Expresionismo en Berlín y Alemania. Max Liebermann (Berlín, 1847-1935) fue un pintor alemán de origen judío y uno de los representantes del Impresionismo en Alemania que lideró la pintura de dicho país durante más de 30 años. Hijo de una familia de negociantes de Berlín, estudió leyes y filosofía pero luego se decidió a estudiar pintura (en París y Holanda). Pasó por Barbizon, donde absorbió influencias del Realismo y del Impresionismo; coleccionó pinturas de importantes maestros de la época. También viajó a Holanda, donde estudió a los viejos maestros como Rembrandt, Frans Hals y Adriaen van Ostade. Hacia 1920 fue presidente de la academia prusiana de las artes, cargo al cual renunció en 1932 por la discriminación que existía hacia los pintores judíos. El régimen de Hitler le incluyó en las listas de arte degenerado, considerado pernicioso y que fue purgado de los museos públicos alemanes.


AÚSTRIA

 

 

 

Dias 26 a 29. Judíos sefardíes junto al Danubio. “Sefarad ander Donau”, el papel de Viena en la cultura lingüística sefardí, es el tema de un congreso internacional dirigido por Michael Studemund-Halévy, auspiciado por el Instituto para la Historia de los Judíos de Alemania, de Hamburgo y la Academia Aus-triaca de las Ciencias. Tendrá lugar en Viena, del 26 al 29 de junio. Más información: conferencevienna@googlemail.com


ESTADOS UNIDOS

 

 

Contratos matrimoniales en el Museo Judío de Nueva York. El Museo Judío de Nueva York presenta la exposición “The Art of Matrimony”, que exhibe 30 maravillosas ketubot (contratos de boda) y poemas matrimoniales provenientes de la biblioteca del Seminario Teológico Judío. La exposición permanecerá abierta hasta el 26 de junio. Por más de dos mil año, el contrato nupcial, la ketubá, ha sido parte integral de las bodas judías. Desde el siglo II de nuestra era, las autoridades rabínicas le atribuyen la mayor importancia a este documento que establece las obligaciones entre las partes y las condiciones para un eventual divorcio. Con los años, los artistas judíos de cualquier rincón del mundo se han valido de la ketubá para poner de manifiesto un arte ornamental único y característico. The Jewish Museum está en 1109 5th Ave at 92nd St, New York NY 10128. 


FRANÇA

 

 

Dias 14 a 30. Festival de las culturas judías en París. El ‘7e Festival des Cultures Juives’ tendrá lugar en París, del 14 al 30 de junio. Bajo el lema “Influencias cruzadas”, el barrio del Marais, en el corazón de la ciudad acoge un festival único. Son 15 días de manifestaciones culturales eclécticas y originales, con espíritu juguetón, de diálogo y de apertura: Música sefardí y asquenazí, danzas, exposiciones de pintura, grabado y descriptivas, conferencias, proyecciones de filmes históricos y de realizaciones experimentales, lectura de cuentos populares, juegos lingüísticos, taller de caligrafías, conciertos corales, actividades para niños, cabaret musical, encuentros literarios, cine israelí y de Hollywood,… Este festival es la mejor excusa para un paseo a París. 


ISRAEL

 

 

Dias 1 e 2. Primer Congreso Nacional de Hispanistas de Israel. La Asociación de Hispanistas de Israel organiza su primer congreso en la Universidad Hebrea de Jerusalén para abordar temas como la lengua, la literatura, la historia y cultura de España, Portugal y América Latina así como del Mundo Judeoespañol. Será invitado de honor al congreso el Prof. Aldo Ruffinatto, Vice-Presidente de la Asociación Internacional de Hispanistas. Participarán el mismo catedráticos de universidades de Israel y del exterior así como miembros del Instituto Cervantes en Tel Aviv. Días 1-2.06.2011. En español. Universidad Hebrea de Jerusalén, Monte Scopus, Jerusalén. Información: www.ahisrael.org. Vea el programa del congreso en la web del Instituto Cervantes Tel Aviv. 


ITÁLIA

 

 

Desde o dia 16. La obra de Shlomith Haber-Schaim en Bolonia. Las pinturas y dibujos realizados de 1970 a 2011 por la artista israelí Shlomith Haber-Schaim se exhiben en el Museo Ebraico di Bologna desde el 16 de junio hasta el 17 de julio. Se trata de una muestra en la que colabora la Comunidad Judía de Bolonia y que expone por primera vez en Italia la obra que la artista nacida en Tel Aviv acaba de mos-trar en Boston (EEUU) y antes de su exhibición en Jerusalén. Shlomith Haber-Schaim studio en la Bezalel School of Art de Jerusalén con Ardon y en el School of the Art Ins-titute de Chicago con Vighard, ambos maestros formados en la Bauhaus. Haber-Schaim oggi vive y trabaja en Jerusalén, donde tiene su estudio en la calle Rabbi Tarfon.


REPÚBLICA CHECA

 

 

Sinagogas barrocas en el Museo Judío de Praga. Bajo el título de ‘Sinagogas barrocas en las tierras checas’, por primera vez se presenta al público una selección representativa de monumentos arquitectónicos de Bohemia y Moravia, preciosos ejemplos de la historia y cultura de las tradicionales comunidades judías para las que sinagogas constituían los principales –y a veces únicos– centros religiosos, sociales y educativos. En la exposición, a cargo de Arno Pařík, se exponen fotos y planos de las muestras más preciosas de la arquitectura sinagogal de los siglos XVII a XVIII. Algunos de esos monumentos se han conservado a pesar de las desfavorables condiciones externas como testigos de un permanente intercambio cultural entre los habitantes de las comunidades judías y su entorno. En los últimos años han sido sometidos a una sólida renovación y actualmente se utilizan con fines culturales y educativos. La exposición está abierta hasta el 28 de agosto en la Galería Robert Guttmann (U Staré školy 3, Praga 1) todos los días, excepto sábados y fiestas judías.


(Carta de Sefarad)